O Governo do Distrito Federal (GDF) deu um passo histórico para reduzir os gastos com a máquina pública. A governadora Celina Leão detalhou o plano estratégico para a ocupação parcial e gradativa do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), o antigo Centrad. Localizado em Taguatinga, o complexo de edifícios estava sem uso há mais de 10 anos devido a entraves judiciais e burocráticos.
Com a liberação do Habite-se — emitido após a validação do Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) —, o GDF estima economizar cerca de R$ 1 bilhão ao longo dos próximos quatro anos, eliminando contratos de locação de imóveis comerciais que hoje abrigam diversas repartições.
Cronograma e secretarias que mudam em até 90 dias
A meta do Executivo local é transferir as primeiras estruturas administrativas em um prazo de até 90 dias. Inicialmente, o projeto prevê a utilização de 31% da capacidade total do complexo.
O Palácio do Buriti, localizado na Zona Cívico-Administrativa de Brasília, continuará ativo como a sede política e institucional do governo. No entanto, o coração operacional e administrativo será migrado para o CAD-DF. Quatro secretarias de estado já preparam as mudanças imediatas de seus servidores para Taguatinga.
Impacto econômico e o plano de resgate do BRB
Além da eficiência administrativa e do corte severo no orçamento de aluguéis, a ativação do CAD-DF cumpre dois papéis cruciais no cenário atual da capital:
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Fomento à economia local: a chegada diária de milhares de servidores públicos, prestadores de serviço e cidadãos promete reaquecer o comércio, o setor de serviços e a infraestrutura urbana da região administrativa de Taguatinga e arredores.
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Engrenagem financeira: a estrutura do CAD-DF faz parte do pacote de ativos imobiliários que visa estruturar as garantias financeiras e capitalização do Banco de Brasília (BRB). Paralelamente, o banco estatal articula junto à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) a aprovação de projetos para aportes e reestruturação institucional.
Para garantir a fluidez do tráfego rodoviário na região, que liga importantes artérias do Distrito Federal, o governo implementará as contrapartidas viárias previstas no plano de impacto, evitando sobrecarga no trânsito local nos horários de pico.
