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Concreto de ponta a ponta

Estrutural é liberada para o trânsito de veículos nos dois sentidos

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Via Estrutural
Foto/Imagem: Anderson Parreira/Agência Brasília


Principal via de ligação entre o Plano Piloto e a região Oeste do DF, a Via Estrutural (DF-095) foi reinaugurada neste sábado (16). Após um ano de obra, as seis pistas utilizadas principalmente por moradores de Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires, Samambaia e Cidade Estrutural foram liberadas.

Utilizada por mais de 100 mil motoristas diariamente, a rodovia passou por grandes intervenções e se tornou a primeira do DF a ter todo o seu asfalto trocado por pavimento rígido de concreto. É a única do DF a ter essa tecnologia sedimentada em seus 26 km de extensão.

A transformação da Estrutural contou com investimento de R$ 80 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), oriundos da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) em um trabalho desenvolvido pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF).

Durante a inauguração da obra, o governador Ibaneis Rocha anunciou que a Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) será a próxima via do DF a ganhar pavimento rígido de concreto, ligando o Núcleo Bandeirante até Samambaia.

Sobre a liberação deste sábado, o chefe do Executivo enumerou diversas entregas e obras para a região Oeste do DF. “A Estrutural é muito importante, atende 100 mil motoristas por dia. Estamos passando por grandes transformações. Entregamos o Túnel de Taguatinga, estamos cuidando da Hélio Prates e da Praça do Relógio. Em Vicente Pires, entregamos uma cidade completa, e estamos fazendo uma das maiores obras de transformação do Sol Nascente/Pôr do Sol”, elencou.

Com a liberação da pista, o GDF se concentra agora na instalação de meios-fios e de defensa metálica, além das sinalizações horizontal e vertical e o plantio de gramas.

Ao comentar a obra, o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior, destacou a coragem do governo de tirar do papel a primeira via do DF em pavimento rígido de concreto. “É um projeto inovador. A gente vinha tentando fazê-lo há muitos anos, com estudo de viabilidade técnico e econômica, ou seja, fazer o melhor com o menor custo. Sabemos a quantidade de pessoas que passam todos os dias indo para cidades importantes como Taguatinga, Ceilândia, Águas Lindas e por aí afora e que precisavam dessa estrada numa condição bacana de segurança viária”, explicou Fauzi Nacfur Júnior.

Moradora do Assentamento 26 de Setembro, a professora Cirlene Schneider, 40 anos, tem a DF-095 como destino diário há 16 anos. Ela elogiou a reforma da via e já se sente mais segura. “Quando começou a obra, lógico que teve transtorno, mas a gente sabe que foi para uma melhoria da via. Agora, para nós moradores e quem passa aqui vai ser de grande valia, é nítido, não tem como dizer que não percebe, porque realmente causou grande impacto”, destacou. “Essa obra vai salvar vidas. Antes a pista tinha trechos que não estavam legais, com buracos que causavam acidentes”, acrescentou.

Tecnologia

O pavimento rígido é um material mais resistente, duradouro e de fácil manutenção. Tem maior espessura que o asfalto e pode durar até 20 anos. Com uma vida útil superior ao asfalto comum, ele suporta cargas mais pesadas, como as de caminhões e ônibus, sem sofrer deformações ou danos significativos. Por isso, é indicado a rodovias de grande movimentação, como a Estrutural.

“É um marco para o DF, uma mudança de conceito. E temos feito assim em outras vias do DF”, pontuou o presidente da Terracap, Izídio Santos, titular da empresa responsável por financiar a obra.

No caso da obra da DF-095, foram utilizadas 150 mil toneladas de concreto — o equivalente a cerca de dez mil caminhões betoneiras cheios, o que fez com que as irregularidades e os buracos dessem lugar a uma grande camada de concreto de 21 cm.

Essa tecnologia tem tomado as ruas do DF. Se até 2018 a capital somava 92,4 km em vias com essa tecnologia, mais 242,3 km estão sendo construídos em obras importantes como a da Estrutural e das avenidas Hélio Prates e W3 Sul. O investimento estimado em todas elas juntas é de R$ 400 milhões.

Atualizado em 16/12/2023 – 14:05.

Secretaria da Mulher

Campanha aponta sinais de alerta que antecedem o feminicídio

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feminicídio
Foto/Imagem: Freepik

A cada 24 horas, três mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil. O dado alarmante consta da plataforma Violência Contra as Mulheres em Dados, do Instituto Patrícia Galvão, e traz uma triste realidade que tem se espalhado pelo Brasil. Antes de o crime ser executado, no entanto, há sinais que não devem ser ignorados. São justamente esses indícios que reforçam uma atenção necessária para o trabalho preventivo.

Ao buscar ampliar a proteção às mulheres, o GDF lançou há um ano uma força-tarefa de combate ao feminicídio. Onze secretarias, órgãos do Judiciário e entidades da sociedade civil se uniram para propor uma série de políticas públicas e leis para garantir o direito das mulheres.

Pensando nessa garantia dos direitos a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) publicou um alerta nas redes sociais sobre esses sinais, para que não apenas as mulheres vítimas de violência doméstica estejam atentas, mas também pessoas próximas a elas, levantando o trabalho preventivo como uma das frentes contra o assassinato de mulheres no país.

A perigosa lua de mel

A PhD em psicologia da Saúde e neurocientista Zaika Capita destacou a importância de dar atenção aos sinais que antecedem o feminicídio e aparecem em detalhes dentro do ciclo familiar, como críticas maldosas, acusações, xingamentos e até um desprezo velado.

“O abuso não é só em formato físico, mas psicológico também. Um controle dos passos da vítima acontece para que o agressor tenha um domínio sobre ela”, explica a especialista.

Segundo Capita, a identificação de um possível agressor é possível a partir do momento que ele começa a causar uma opressão psicológica na vítima. “Ele manipula para que a mulher pense que está sempre enganada e ele sempre certo”, pontua Zaika.

Ela frisa que quando ocorre uma violência vem a fase da lua de mel – que é um período de calmaria em que o agressor implora perdão, promete que foi um caso isolado, que irá mudar e que aquilo nunca vai se repetir. Porém, em grande parte dos casos, o feminicídio ocorre na sequência.

“A violência psicológica é uma bandeira vermelha para a mulher e as pessoas próximas a ela e o nível de suportar esse tipo de situação tem que ser mínimo, sempre acompanhado de autoquestionamento. A mulher tem que ter a certeza que merece ser feliz, merece amor, fidelidade, honra”, observa.

Quebra do ciclo de violência

Zaika também está à frente do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) da 112 Sul e comenta as políticas públicas que podem ser uma grande ferramenta de saída para as mulheres que se encontram em situações de violência. “Às vezes, a mulher suporta essas situações com medo de ficar sozinha ou sem teto. Mas as políticas públicas do GDF estão preparadas para receber essa mulher e seus filhos, com abrigo, amparo psicológico e reestruturação no mercado de trabalho”, reforça.

A chefe do núcleo da Ceam lembra que o primeiro passo que a mulher pode dar para quebrar o ciclo de violência é comunicar a alguém próximo que está sendo ameaçada.

A denúncia, por sua vez, segue sendo o instrumento mais eficaz no combate à violência contra a mulher ao desempenhar papel crucial na identificação, prevenção e punição dos agressores. O DF conta com diversos mecanismos de denúncia de casos de violência doméstica.

Ao longo do primeiro ano da força-tarefa, a Secretaria da Mulher contabilizou 29 mil atendimentos realizados. Na ocasião, 19 mil vítimas receberam amparo em um dos 14 equipamentos públicos que integram a rede de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Toda a sociedade deve estar atenta às possíveis formas de agressões a mulheres. A denúncia salva e devemos proteger todas. Mulher, não dê a segunda chance, procure ajuda, saia desse ciclo de violência. E nos ajude a divulgar, porque a informação empodera a mulher”, ressalta Giselle Ferreira, à frente da Secretaria da Mulher.

Canais de atendimento

O telefone 180 é o canal geral da Central de Atendimento à Mulher, também utilizado para denúncia por terceiros. Atos de violência em andamento e urgentes são casos para a Polícia Militar do DF (PMDF), que deve ser acionada pelo 190.

Denúncias também podem ser feitas presencialmente em uma das duas unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), localizadas no centro de Ceilândia e na Asa Sul. Elas funcionam 24h por dia e as delegacias circunscricionais também contam com seções de atendimento à mulher.

Para denúncias anônimas, o canal da Polícia Civil (PCDF) pode ser ativado pelo 197 (opção 0). A corporação também disponibiliza o registro de ocorrência por meio da Maria da Penha Online. Na plataforma, a comunicante pode enviar provas com fotos, vídeos e requerer acolhimento. Além disso, as comunicações podem ser feitas por meio do e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197.

Já o aplicativo Proteja-se, permite fazer a denúncia por meio de uma única mensagem, com atendimento por meio de um chat ou em Libras. É possível incluir fotos e vídeos à solicitação. Um atendente receberá o material e o encaminhará aos órgãos do Sistema Nacional Integrado de Direitos Humanos e à rede de equipamentos de acolhimento do GDF.

Para atendimentos jurídicos e conhecimento de direitos, como guarda de filhos e outras questões, é disponibilizado o número 129, da Defensoria Pública, ramal 2. Além desses canais também há o site da Secretaria da Mulher e a rede social da pasta.

Os centros especializados de atendimento à mulher (Ceams) também atendem às mulheres, sendo oito espalhados pelo DF, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Dos Ceams, as mulheres podem ser encaminhadas para abrigos e projetos de recolocação nos mercados de trabalho, além de terem acesso a grupos de apoio. “Outras mulheres que passaram e superaram essa situação podem mostrar como foi possível virar essa chave. Porque nenhuma violência é justificada”, acrescenta Zaika.

Outra opção é procurar a Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas e tem como foco a autonomia econômica e a capacitação da mulher.

Atualizado em 22/02/2024 – 21:46.

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Agora é Lei

Pessoas em situação de rua terão direito a absorventes gratuitos no DF

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absorventes gratuitos DF
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Na sessão legislativa de terça-feira (20), os deputados distritais derrubaram 64 vetos do Executivo a projetos de leis dos parlamentares. Dentre eles está o PL nº 449/2019, de autoria do deputado Fábio Felix, que obriga o fornecimento de absorventes gratuitos para pessoas em situação de rua. A iniciativa visa garantir dignidade a pessoas que menstruam e estão em situação de vulnerabilidade.

O projeto havia sido aprovado em março de 2020 na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), foi vetado pelo governador Ibaneis Rocha e, agora, virou Lei. A medida coloca os Centros de Referência Especializada para População em Situação de Rua (Centro POP) e o Serviço de Abordagem Social do GDF como responsáveis pela distribuição.

“Estamos falando de um avanço civilizatório e que garante a dignidade menstrual de milhares de pessoas em situação de rua no DF. São muito tristes e preocupantes os relatos que chegam até nós, na ausência de absorventes essas pessoas arriscam sua saúde. É dever do Estado garantir o acesso à proteção adequada”, defende o deputado Fábio Felix.

Os relatos citados pelo parlamentar incluem a utilização de uma ampla gama de objetos inadequados à saúde no lugar dos absorventes menstruais: meias, plásticos, miolo de pão, jornal, peças de roupa.

Atualizado em 22/02/2024 – 21:36.

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