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Pandemia de coronavírus

Estados Unidos têm disparada de mortos e falta de equipamentos

Redação

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Foto/Imagem: Stefan Jeremiah/Reuters
Reuters

O número crescente de mortos na pandemia de coronavírus sobrecarregou as funerárias de Nova York, enquanto hospitais tentam atender milhares de pacientes infectados em meio a um total cada vez menor de ventiladores mecânicos e equipamentos de proteção disponíveis.

Diretores de funerárias e cemitérios descreveram uma disparada na demanda não vista em décadas, enquanto os casos de Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, ultrapassaram a casa dos 50 mil na cidade, com quase 1.400 mortos.

“De muitas maneiras, o estado de Nova York é um microcosmos dos Estados Unidos, e é por isso que eu acredito que o que acontece aqui é ilustrativo para o resto do país sobre o que vai acontecer”, afirmou o governador de Nova York, Andrew Cuomo.

Os custos humanos foram ainda mais ressaltados por novas evidências da devastação econômica trazida pela pandemia, já que mais de 90% dos norte-americanos foram ordenados a ficar em casa para enfrentar a expansão do vírus.

O governo dos Estados Unidos reportou que 6,6 milhões de norte-americanos (um recorde) se registraram para obter benefícios de seguro-desemprego, dobrando a máxima histórica registrada na semana passada.

“Você fica sem respirar”, disse Justin Hoogendoorn, diretor de estratégia de renda fixa e análise na Piper Sander, em Chicago. “Obviamente a reação imediata a algo assim será o medo”.

Texas pede que ninguém saia de casa

Nesta quinta-feira (2), o Texas se tornou o quadragésimo estado norte-americano a emitir a ordem para que todos permaneçam em suas casas para conter a propagação do vírus.

Como se a perda de emprego para 10 milhões de norte-americanos em duas semanas não fosse o bastante, o número de mortos nos Estados Unidos subiu em 950, marcando o terceiro dia seguido de altas recordes. Outras 800 mortes reportadas até então na quinta-feira levaram o número total do país para mais de 5.600 mortos, de acordo com uma contagem da agência Reuters de dados oficiais.

Os casos confirmados nos EUA passaram os 235 mil na quinta-feira, o dobro da Itália, o país com o segundo maior número de ocorrências.

A força-tarefa da Casa Branca para a pandemia estima que entre 100 e 240 mil pessoas possam morrer, mesmo se a ordem de quarentena obrigatória for respeitada.

No mundo, o número de infecções confirmados passou de 1 milhão, com mais de 50 mil mortos até a quinta-feira (2), de acordo com o centro de pesquisa da Universidade Johns Hopkins para o coronavírus.

Sem ação do homem

Ar mais puro da Terra está sobre o Oceano Antártico, diz estudo

Redação

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Foto/Imagem: Alexandre Meneghini/Reuters

Cientistas norte-americanos dizem ter encontrado o ar mais limpo do mundo, livre de partículas causadas pela atividade humana, na região do Oceano Antártico, que banha a Antártida. O estudo inédito, que observou um ar “verdadeiramente intocado”, baseou-se na análise de bioaerossóis, partículas que contêm organismos vivos libertadas pelos ecossistemas terrestres e marinhos na atmosfera.

“Os aerossóis presentes nas propriedades das nuvens do Oceano Antártico estão fortemente ligados aos processos biológicos do oceano, e a Antártida parece estar isolada da dispersão de micro-organismos e da deposição de nutrientes vindos dos continentes do Sul”, explicou em comunicado Thomas Hill, coautor da publicação.

A bordo de uma embarcação que rumou a sul desde a Austrália até ao gelo da Antártida, os cientistas da Universidade do Colorado recolheram amostras do ar ao nível da água, por ser a parte da atmosfera que tem contacto direto com o oceano e que alimenta as nuvens mais baixas.

Depois de examinarem a composição dos organismos transportados pelo ar, que são encontrados na atmosfera e muitas vezes são trazidos pelo vento desde regiões a quilômetros de distância, os cientistas concluíram que as origens desses organismos vinham do oceano, e não de continentes distantes.

A ausência de aerossóis vindos de massas terrestres distantes e de atividades humanas, resultantes da poluição provocada pela queima de combustíveis fósseis, plantação de determinadas culturas, uso de fertilizantes ou águas poluídas, não tendem, portanto, a viajar pelo ar até à Antártida, conclui a investigação.

“No fundo, o estudo sugere que o Oceano Antártico é um dos muito poucos sítios na Terra que foi minimamente afetado pelas atividades antropogénicas (derivadas de atividades humanas)”, sublinhou o coautor Thomas Hill. O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, descreve o ar da região como “verdadeiramente intocado”.

Os cientistas defendem que os resultados revelam uma grande diferença em relação a todos os outros estudos feitos em oceanos, tanto no hemisfério norte como nos subtrópicos, nos quais foram encontrados micróbios trazidos pelo vento desde outros continentes.

A poluição atmosférica já é uma crise de saúde pública global que mata sete milhões de pessoas a cada ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários estudos comprovaram que essa poluição aumenta o risco de doenças cardíacas e cancro dos pulmões.

Mais de 80% das pessoas que vivem em áreas urbanas onde a poluição do ar é monitorizada estão expostas a níveis de qualidade do ar que excedem os limites definidos pela OMS, sendo que os países com economias mais frágeis são os mais afetados.

Outros estudos já revelaram que a poluição do ar pode espalhar-se de tal forma que acaba por afetar milhares de pessoas a muitos quilômetros de distância do local onde foi originada.

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Forças Armadas dos EUA

Pentágono prevê vacina contra a Covid-19 até o final deste ano

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Foto/Imagem: Dado Ruvic/Reuters

A diretora do Programa de Pesquisa de Doenças Infecciosas das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), coronel Wendy Sammons-Jackson, disse que é razoável esperar que algum tipo de vacina para o novo coronavírus esteja disponível para parte da população norte-americana até o fim deste ano.

O secretário de Defesa, Mark Esper, prometeu, em 15 de maio, que as Forças Armadas norte-americanas e outras áreas do governo iriam, em colaboração com o setor privado, produzir uma vacina em escala para tratar a população do país e seus parceiros pelo mundo até o fim do ano.

Outro pesquisador do Exército, Kayvon Modjarrad, afirmou que os pesquisadores estão aprendendo sobre o novo coronavírus mais rápido do que sobre qualquer outro vírus anteriormente.

“Então, chegar a uma vacina em questão de meses, do conceito até a fase 3 de testes clínicos e com potencial de licenciamento, não tem precedentes. Mas, neste caso, acredito muito que seja possível”.

Pesquisadores disseram que o trabalho envolve empresas como AstraZeneca, Johnson & Johnson, Moderna e Sanofi para desenvolver medicamentos de anticorpos e vacinas. Os militares planejam testar sua própria vacina em pessoas no fim do verão no Hemisfério Norte.

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Avifavir

Rússia anuncia antiviral como promissor contra a Covid-19

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Foto/Imagem: Dimitar Dilkoff/AFP

A Rússia disponibilizará seu primeiro remédio aprovado para o tratamento de pacientes de Covid-19 a partir da próxima semana, disse sua financiadora estatal à Reuters, uma medida que a nação espera diminuir a pressão sobre o sistema de saúde e acelerar a volta à atividade econômica normal.

Os hospitais russos podem começar a dar o remédio antiviral, registrado com o nome Avifavir, aos pacientes a partir de 11 de junho, disse o chefe do fundo soberano RDIF à Reuters em uma entrevista. Ele disse que a empresa responsável pelo remédio o fabricará em quantidade suficiente para tratar cerca de 60 mil pessoas por mês.

Atualmente, não existe vacina para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e os testes de vários remédios antivirais em humanos ainda não comprovaram sua eficiência.

Um novo remédio antiviral da Gilead, chamado Remdesivir, se mostrou promissor em alguns testes pequenos de eficiência contra Covid-19 e está sendo dado a pacientes de alguns países seguindo regras de uso compassivo ou emergencial.

O Avifavir, conhecido genericamente como Favipiravir, foi desenvolvido inicialmente nos anos 1990 por uma empresa japonesa comprada mais tarde pela Fujifilm quando esta migrou para o setor de saúde.

O chefe do RDIF, Kirill Dmitriev, disse que cientistas russos modificaram o remédio para otimizá-lo e que Moscou estará pronta para compartilhar os detalhes destas modificações dentro de duas semanas.

O Japão vem testando o mesmo medicamento, conhecido lá como Avigan. O primeiro-ministro, Shinzo Abe, o elogiou e lhe concedeu o equivalente a 128 milhões de dólares de financiamento estatal, mas ainda não aprovou seu uso.

O Avifavir apareceu em uma lista de remédios aprovados pelo governo russo no sábado.

Dmitriev disse que testes clínicos do remédio foram realizados com 330 pessoas e que mostraram que ele tratou o vírus com sucesso dentro de quatro dias na maioria dos casos.

Os testes devem ser concluídos em cerca de uma semana, disse ele, mas o Ministério da Saúde aprovou o uso do medicamento graças a um processo acelerado especial e a fabricação começou em março.

Dmitriev disse que a Rússia conseguiu reduzir o cronograma dos testes, que costumam durar muitos meses, porque o genérico japonês no qual o Avifavir se baseou foi registrado em 2014 e passou por testes consideráveis antes de especialistas russos o modificarem.

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