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Alerta da OMS

Estados Unidos podem se tornar novo epicentro do coronavírus

Redação

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Foto/Imagem: Carlo Allegri/Reuters


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Os Estados Unidos têm potencial para se tornarem o novo epicentro da pandemia de Covid-19 após “aceleração muito rápida” no número de casos, disse a OMS (Organização Mundial da Saúde) em conferência nesta terça-feira (24).

O novo coronavírus já atingiu mais de 42 mil pessoas nos EUA. Nas últimas 24h, 85% dos novos casos em todo o mundo eram da Europa ou dos Estados Unidos. Desses, 40% eram pacientes americanos, informou a porta-voz da OMS, Margaret Harris.

Questionada se os EUA poderiam se tornar o novo epicentro, Harris respondeu que ainda não pode dizer que é o caso, mas que o país “tem esse potencial”.

O painel da OMS que acompanha a evolução do vírus registou 40 mil novos casos nesta segunda (23) — o maior aumento desde o início da epidemia em dezembro. Harris disse que se pode esperar novos recordes a cada dia, até que sejam tomadas medidas mais duras de confinamento.

Novo coronavírus no mundo

Até o momento, a Europa é o centro da transmissão do novo coronavírus. A Itália é o país mais atingido, com o maior número de mortes até o momento. No entanto, a taxa de infecções e fatalidades tem começado a desacelerar no país. “Começamos a enxergar um pouco de esperança na Itália”, disse Harris.

A OMS também demonstrou preocupação nos casos crescentes em países com sistemas de saúde pouco estruturados e altas taxas de infecção pelo HIV.

O número de pacientes de Covid-19 na África do Sul subiu para 554 nesta terça. Uma quarentena nacional será imposta no país a partir desta quinta (26), conforme decreto do presidente Cyril Ramaphosa.

A pandemia tem crescido exponencialmente, com casos reportados em 189 países e territórios. Até o momento, a OMS confirma 334.981 casos e 14.652 mortes pela nova doença em todo o mundo.

Vamos vencer juntos

Mundo tem mais de 6 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19

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Foto/Imagem: Divulgação

Segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins, até o início da noite deste sábado (4), mais de 6 milhões de pessoas se recuperaram da Covid-19 em todo o mundo.

Ainda de acordo com os dados, o mundo contabiliza 11.159.301 casos do novo coronavírus, com 527.827 mortes.

O Brasil lidera as estatísticas com 984.615 pacientes recuperados desde o início dos casos. Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar mundial, com 883.561 pessoas que venceram a Covid-19.

Em terceiro lugar, aparece a Rússia, com 446.127 altas notificadas. Índia (394.227) e Chile (253.343) aparecem na sequência no total de pacientes recuperados.

Vamos vencer essa guerra juntos. Por favor, continue em casa!

Se precisar sair, use máscara.

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De novo, China?

China alerta para possível novo “vírus pandêmico” em porcos

Redação

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Foto/Imagem: Jason Lee/Reuters

Um novo vírus de gripe encontrado em porcos chineses se tornou mais infeccioso para humanos e precisa ser monitorado com atenção devido ao seu potencial para se tornar um “vírus pandêmico”, disse um estudo, mas especialistas disseram que não existe nenhuma ameaça iminente.

Uma equipe de pesquisadores chineses analisou vírus de gripe encontrado em porcos entre 2011 e 2018 e encontrou uma cepa “G4” do H1N1 que tem “todas as características essenciais de um candidato a vírus pandêmico”, de acordo com o estudo publicado no periódico científico norte-americano Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Trabalhadores de criadouros de porcos também apresentaram níveis elevados do vírus no sangue, disseram os autores, acrescentando que “o monitoramento atento em populações humanas, especialmente trabalhadores da indústria de carne suína, deveria ser implantado com urgência”.

O estudo ressalta os riscos de os vírus cruzarem a barreira das espécies e contaminarem humanos, sobretudo em regiões densamente povoadas da China, onde milhões vivem perto de fazendas, criadouros, matadouros e mercados de produtos frescos.

Acredita-se que o novo coronavírus que se alastra pelo mundo se originou no morcego-de-ferradura-pequeno do sudoeste da China e que pode ter passado para humanos em um mercado de frutos do mar da cidade central de Wuhan, onde o vírus foi detectado pela primeira vez.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) analisará o estudo chinês com cuidado, disse seu porta-voz, Christian Lindmeier, em uma coletiva de imprensa em Genebra nesta terça-feira (30), dizendo que é importante colaborar com descobertas e se manter a par das populações de animais.

“Também ressalta que não podemos baixar a guarda diante da gripe e que precisamos ficar atentos e manter a vigilância mesmo durante a pandemia de coronavírus”, acrescentou.

Ainda nesta terça-feira (30), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse em uma coletiva de imprensa diária que seu país está acompanhando os acontecimentos atentamente. “Tomaremos todas as medidas necessárias para evitar a disseminação e o surto de qualquer vírus”, disse.

O estudo disse que os porcos são considerados “recipientes de mistura” importantes para a geração de vírus pandêmicos de gripe e pediu uma “vigilância sistemática” do problema.

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Ponto mais frio da Terra

Temperaturas do Polo Sul estão subindo rapidamente, diz estudo

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Foto/Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

As temperaturas estão subindo rapidamente no Polo Sul, considerado o ponto mais frio da Terra. Tão rápido que Kyle Clem e outros pesquisadores do clima começaram a se preocupar e se perguntar se a mudança climática causada pelo homem está desempenhando um papel maior do que o esperado na Antártida.

Dados de temperatura mostram que o aquecimento da região desolada foi três vezes a taxa de aquecimento global nas últimas três décadas até 2018, o ano mais quente do Polo Sul já registrado, disseram os pesquisadores em um estudo publicado nesta segunda-feira (29) na revista Nature Climate Change.

Observando dados de 20 estações meteorológicas na Antártida, a taxa de aquecimento do Polo Sul foi sete vezes maior que a média geral do continente.

O aquecimento do Polo Sul está parcialmente ligado ao aumento natural das temperaturas no Pacífico tropical ocidental, sendo impulsionado para o sul por ciclones nas águas geladas do Mar de Weddell, disseram os pesquisadores.

Mas esse padrão, que se acredita ser parte de um processo natural de várias décadas, explica apenas algumas das tendências de aquecimento. O restante, disseram os pesquisadores, foi devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem.

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