Curta nossa página

Saúde

Especialistas esclarecem mitos e verdades sobre a dengue e o mosquito

Publicado

Dengue - Aedes aegypti
Foto/Imagem: Freepik


O período das chuvas durante o verão acarreta no aumento de casos de dengue. No Distrito Federal, os casos prováveis chegaram 46.298 até 3 de fevereiro, o que representa um aumento de 1.120,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse quadro levou o Governo do Distrito Federal (GDF) a declarar situação de emergência na saúde.

Para ajudar a entender melhor o assunto, especialistas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) esclarecem as principais questões sobre a doença e o mosquito Aedes aegypti. Confira a seguir o que é MITO e o que é VERDADE sobre a dengue:

Quem já teve dengue está imune à doença?

MITO. Existem quatro sorotipos de dengue. Uma pessoa pode ser infectada quatro vezes, por sorotipos diferentes. A pessoa desenvolve imunidade duradoura apenas contra os sorotipos com que teve contato.

Quando se contrai dengue pela segunda vez, o quadro será sempre hemorrágico?

MITO. Na segunda vez que a pessoa desenvolve dengue, há um risco um pouco maior de evolução para quadros mais graves, conhecidos como “classes C e D”. Mas não há uma regra. No primeiro contato já é possível desenvolver dengue nas formas graves.

Além disso, nem sempre casos graves de dengue apresentarão sangramento. É importante estar atento a sinais como: dor abdominal intensa e contínua, vômitos, sonolência, hipotensão e desmaios; alterações de exame físico; acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico) e aumento do tamanho do fígado, além das alterações laboratoriais, como aumento do hematócrito e queda abrupta de plaquetas.

O fumacê mata as larvas do mosquito?

MITO. O fumacê é um inseticida que mata os mosquitos adultos que estão voando no momento da aplicação. Para destruir as larvas, deve-se usar larvicida ou eliminar o depósito com água parada. Por este motivo, somente o fumacê não é suficiente para acabar com o ciclo do mosquito Aedes aegypti, também é indispensável eliminar os criadouros do mosquito.

Em lugares altos não é preciso se preocupar com o mosquito Aedes aegypti?

MITO.Aedes aegypti pode voar somente a 1 metro acima do chão, mas, mesmo assim, quem mora em apartamento deve ter cuidado. O mosquito pode subir dentro do elevador quando há água acumulada em seu poço, por exemplo, ou se o morador levou para sua residência algum recipiente contendo ovos do mosquito – como um vaso de planta em que, ao contato com a água, esses ovos eclodirão –, o que permitiria ao mosquito passar por todos os seus ciclos de reprodução e voar de um apartamento para o outro.

É possível diferenciar a picada do Aedes aegypti de outros mosquitos?

MITO. Não há diferenciação. Qualquer picada de mosquito pode causar dor, coceira e inchaço, que variam de intensidade de acordo com a resposta imunológica do indivíduo.

Tomar vitamina B afasta o mosquito?

MITO. Não há evidências de que a vitamina B afaste os mosquitos. Para evitar as picadas é importante que as pessoas utilizem repelentes registrados na Anvisa, coloquem telas antimosquito nas janelas e realizem a vigilância de focos de água parada, que servem de criadouros para o Aedes aegypti.

Usar roupa preta atrai o mosquito?

MITO. Não há qualquer evidência nesse sentido.

Posso tomar o paracetamol para sintomas da dengue?

VERDADE. O paracetamol é indicado para o controle da febre e da dor, assim como a dipirona. Nos casos em que há algum comprometimento do fígado, no entanto, deve-se evitar o paracetamol e priorizar a dipirona.

Antitérmicos e analgésicos devem ser utilizados conforme a prescrição médica e são úteis no controle dos sintomas. A hidratação abundante também é fundamental para o tratamento da doença.

Já os anti-inflamatórios, como as aspirinas (ácido acetilsalicílico, ou AAS), o ibuprofeno ou o diclofenaco, devem ser evitados.

A picada do mosquito é a principal forma de transmissão da dengue?

VERDADE. Na prática, a picada do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus da dengue é a principal forma de transmissão. Não há transmissão por gotículas, ou por ter contato próximo com alguém com dengue, por exemplo.

Existe, porém, uma possibilidade ínfima de transmissão vertical (de mãe para filho) através do aleitamento, via transplante ou por transfusão de sangue. Mas transmissões assim são altamente improváveis.

Qualquer tipo de repelente afasta o Aedes aegypti?

VERDADE. Todos os repelentes comerciais registrados na Anvisa são eficazes em afastar o mosquito transmissor.

Atualizado em 08/02/2024 – 13:27.

24 de fevereiro

Sábado é dia de vacinação contra dengue, covid-19 e outras doenças

Publicado

Por

Ao Vivo de Brasília
Vacinação SES-DF
Foto/Imagem: Tony Oliveira/Agência Brasília

Sábado (24) é dia de vacinação no Distrito Federal. No evento GDF Mais Perto do Cidadão, que ocorre no Varjão, das 9h às 12h, e em 18 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em outras Regiões Administrativas, bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos poderão se proteger contra doenças como covid-19, tétano e febre amarela, conforme os imunizantes indicados para cada faixa etária. Nas UBSs, as crianças de 10 e 11 anos também poderão receber a vacina contra a dengue.

Os atendimentos começam às 8h. Em onze UBSs, o trabalho vai até às 17 horas. Em outras sete, o funcionamento encerra ao meio-dia. A lista completa com endereços e horários está disponível aqui.

A orientação do GDF é levar documento e cartão de vacinação. A equipe de saúde vai analisar como estão todos os esquemas vacinais e fazer a atualização conforme a necessidade. Em alguns casos, é possível receber até mais de uma vacina no mesmo dia e garantir a proteção contra diversas doenças de uma só vez.

Atualizado em 23/02/2024 – 22:47.

Continuar lendo

Boletim Epidemiológico N.º 7

DF registra 84 mil casos notificados de dengue desde o início do ano

Publicado

Por

Ao Vivo de Brasília
Dengue mosquito Aedes aegypti
Foto/Imagem: Freepik

Novo boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (20) pela Secretaria de Saúde (SES-DF) confirma a notificação de 84.151 casos de dengue desde o início de 2024 no Distrito Federal. Do total, 81.804 são prováveis, dos quais 1.812 foram de residentes de outros estados: Goiás (1.695), Minas Gerais (36), São Paulo (16) e Bahia (10). Os dados são referentes até o dia 19 de fevereiro.

Entre os residentes do DF, a maior incidência de casos prováveis está na faixa etária de 20 a 29 anos, com incidência de 2.865,6 casos por 100 mil habitantes. A menor ocorrência é entre as crianças de 1 a 4 anos, com 1.212,7 casos por 100 mil habitantes, seguido por aquelas com menos de um ano – um caso para cada 100 mil.

Entre as Regiões Administrativas (RAs), Ceilândia continua a ter o maior número de casos prováveis, com 14.718 desde o início do ano. Em seguida, vem Taguatinga (4.428), Sol Nascente/Pôr do Sol (4.352), Brazlândia (4.069), Samambaia (3.378). Há casos confirmados em todas as RAs, sendo a incidência classificada como baixa em Sudoeste/Octogonal e no Park Way, e média em Arniqueira, Jardim Botânico, Lago Sul e Águas Claras. As demais foram classificadas como de incidência alta.

Casos graves e óbitos

Até o dia 19 de fevereiro, foram confirmados no DF 1.399 casos de dengue com sinais de alarme, isto é, sintomas de agravamento da doença. Um total de 67 ocorrências foram classificadas como graves e houve a confirmação de 38 óbitos. Destes, foram 22 homens e 16 mulheres. Em termos de idade, houve óbito confirmado de um bebê menor de um ano, de uma criança de 5 a 9 anos e de um adolescente de 15 a 19 anos. Ocorreram ainda 15 óbitos de adultos entre 20 e 59 anos e 20 entre idosos a partir de 60 anos, sendo oito somente entre os maiores de 80 anos.

Sorotipos

A SES-DF ampliou a capacidade de detecção dos sorotipos virais. Em 2023, foram analisadas mais de mil amostras coletadas por meio de exames de PCR. Neste ano, já foram coletadas 17.439 amostras, sendo 10,9 mil detectáveis. Isso permitiu confirmar 1.129 casos do sorotipo DenV-1 e 9.813 do DenV-2. Não foram confirmados casos dos sorotipos DenV-3 e DenV-4 na capital federal.

Atendimento

A rede de 176 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) é a porta de entrada para o atendimento a pacientes com sintomas de dengue, com assistência das 7h às 18h. Dez unidades estão abertas todos os dias, das 7h às 19h. Outras 49 acolhem também aos sábados, das 7h às 12h; e mais 11 funcionam de segunda a sexta-feira, até às 22h.

De 1º de janeiro a 16 de fevereiro, ocorreram mais de 124 mil atendimentos nas UBSs, representando quase 24% do total de acolhimentos realizados na Atenção Primária à Saúde. Além disso, de 20 de janeiro a 18 de fevereiro, foram 37.162 atendimentos em nove tendas montadas junto a administrações regionais, incluindo 9.930 procedimentos de hidratação venosa e 973 remoções para hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Vacinação

A SES-DF conta atualmente com 67 UBSs onde crianças de 10 e 11 anos de idade podem receber a vacina contra a dengue. Desde o dia 9 de fevereiro, já foram aplicadas 19.588 doses.

Atualizado em 20/02/2024 – 20:10.

Continuar lendo
Publicidade
Publicidade

Mais Lidas da Semana