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Longa estiagem

El Niño afasta chuva e deixa Brasília com cara de deserto

Gabriela Moll

Os primeiros dez dias de janeiro foram os mais quentes dos últimos três anos, e o índice de chuvas para o período ficou em 19,9 milímetros, menos de um terço do verificado em 2016, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Mesmo sendo comuns temperaturas elevadas no verão, a combinação é preocupante diante da maior crise hídrica da história do DF.

Às 13h30 desta quarta-feira (11), a Barragem do Rio Descoberto estava com 19,20% da sua capacidade – o menor índice já registrado -, e o reservatório de Santa Maria, com 41,41%. O ideal é que os dois se mantenham acima dos 60%.

Segundo levantamento do instituto, a temperatura média do decêndio ficou em 30,9° centígrados. O dia mais quente foi a segunda-feira (9), quando os termômetros atingiram a máxima de 32,2°C. No mesmo período de 2016, a média ficou em 27,5°C, e em 2015, em 28,9°C. Nos três anos, os valores foram maiores que a média climatológica (1961-1990) para o mês, que é de 26,9°C.

No caso das chuvas, em 2016 o acumulado dos dez dias ficou em 64,4 milímetros. Em 2015, o índice foi de 15,2 milímetros. Apesar do baixo volume no acumulado de chuva em 2017 — 19,9 milímetros — o valor é ligeiramente maior que a precipitação observada no mesmo período de 2015, de 15,2 milímetros.

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“O acumulado considerado normal para o mês de janeiro (inteiro) é de 247,4 milímetros”, explica a meteorologista do Inmet Ingrid Monteiro Peixoto. Ela atribui as mudanças ao fenômeno El Niño, responsável pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que provocou bloqueio atmosférico e influenciou no regime de chuva do Brasil desde 2014. “A formação de nuvens foi inibida, a temperatura elevada e a umidade do ar sofreu baixa”, elenca.

O governador Rodrigo Rollemberg esteve na manhã desta quarta-feira (11) na sede do Inmet, no Sudoeste, para avaliar a previsão de chuva para as próximas semanas.

De acordo com o instituto, o Centro-Oeste está agora sob a influência do fenômeno La Niña, de menor intensidade, que esfria as águas do Pacífico Equatorial e traz um panorama favorável no que diz respeito às chuvas. “De hoje (11) até 19 de janeiro, esperamos um acumulado de 100 a 125 milímetros, o que não vai contribuir de imediato, mas pode aliviar a crise dos reservatórios”, adianta Ingrid.

Embora o primeiro decênio de janeiro seja relativamente seco, a previsão para os próximos dias é de chuva, que pode vir acompanhada de raios, rajada de ventos e granizo. Mesmo assim, as temperaturas devem continuar altas, inclusive no período noturno, por dias consecutivos. “Esperamos fechar o mês dentro da média ou ligeiramente acima”, prevê a meteorologista. Ainda segundo ela, a previsão para fevereiro e março também deve ser de um volume maior de precipitações.

Agência Brasília

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