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Economia de água por dia no DF se aproxima da meta mundial

Redação

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Pedro Rafael Vilela

Em meio a um racionamento sem precedentes, a população do Distrito Federal (DF) conseguiu reduzir o consumo de água em 12,2% e fechou 2017 com o menor índice dos últimos anos, segundo balanço divulgado pela Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb). No ano passado, o consumo total ficou em 144,6 milhões de metros cúbicos (m3), o que dá uma média de 129 litros por habitante por dia. São exatamente 18 litros de água a menos consumidos diariamente por cada pessoa em relação ao ano anterior (2016), quando a média ficou em 147 litros por habitante.

Segundo a Caesb, com esse resultado, o DF aproxima-se do índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é 110 litros per capita por dia. Para a companhia, os dados demonstram evolução na consciência do uso racional da água pela população e o êxito das campanhas educativas feitas no Distrito Federal.

O resultado também posiciona o DF em um índice de consumo inferior à média nacional, que está em 154,1 litros diários por habitante, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (Snis) do Ministério das Cidades, referentes a 2016.

“É um resultado para ser comemorado, mas é preciso ressaltar que o ano de 2017 foi praticamente todo ele sob racionamento, com a crise hídrica sendo assunto diário na mídia”, disse o professor Sérgio Koide, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB).

Koide destacou que, além disso, a população, especialmente a mais pobre, já vinha reduzindo o consumo por causa da taxa de contingência, que vigorou durante alguns meses para reduzir o consumo antes de o governo decretar o racionamento.

Rodízio – A redução no consumo é reflexo direto da política de racionamento de água em vigor desde janeiro do ano passado, quando o Reservatório do Descoberto, que abastece mais da metade (1,6 milhão) dos cerca de 3 milhões de habitantes da capital do país, chegou a níveis críticos. Um mês depois, em fevereiro de 2017, a Barragem de Santa Maria entrou no esquema de racionamento, incluindo mais de meio milhão de pessoas. Com isso, moradores de praticamente todas as regiões do DF passaram a se adaptar com o desligamento do fornecimento de água ao menos um dia por semana, de acordo com calendários divulgados frequentemente pelo governo distrital.

O Lago Sul permaneceu como a região residencial de maior consumo per capita, mas a redução, em um ano, foi de 16,2%, passando de 437 litros diários por habitante, em 2016, para 366 litros, no ano passado. O Plano Piloto teve a  maior redução, com 297 litros, uma economia de 12,7% em relação ao ano anterior, que registrou 340 litros por pessoa. As regiões com menor consumo diário por habitante foram as da Fercal (55 litros), Itapoã (57 litros) e Estrutural (58 litros). Os dados levam em conta a população divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o volume de consumo apurado pela Caesb.

O levantamento, no entanto, não considera a população em trânsito, ou seja, pessoas que residem em uma cidade, mas trabalham durante o dia em outra região. É o caso de áreas como o Plano Piloto, que durante o dia recebe uma população muito superior a seus 220 mil habitantes. O mesmo ocorre no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), com população de 2.148 habitantes e consumo médio diário por pessoa de 1.161 litros. “No SIAm a população considerada residente é baixa, mas, o consumo é alto por se tratar de um setor de comércio e indústria, onde um número relativamente grande de pessoas trabalha, mas não mora”, explicou o presidente da Caesb, Maurício Ludovice.

O professor Sergio Koide disse, porém, que o consumo continua muito “perdulário” em algumas regiões do DF e que são necessárias ações mais consistentes para controlar o uso exagerado da água. “O preço da conta de água para a população mais pobre é bastante importante, e ela já consumia uma quantidade menor de água mesmo antes da crise. O consumo, historicamente, sempre foi maior nas áreas mais nobres”, ressaltou.

Para Koide, o governo deveria investir em um modelo mais eficiente de escalonamento da cobrança do que o atual, taxando mais os maiores consumidores. O professor criticou também a falta de efetividade da Lei Distrital nº 3.557, de 2005, que tornou obrigatória a instalação de hidrômetros individuais em todas as edificações já construídas na capital, mas que ainda não é cumprida por pelo menos metade dos condomínios do DF.

Novos hábitos – Moradora do Itapoã, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal e com consumo médio diário de 57 litros de água por habitante, a diarista Isabel Cristina de Sousa contou que não chegou a sofrer com o racionamento porque comprou uma caixa d’água de 100 litros para suportar os dias de desligamento da rede. No entanto, Isabel Cristina, que mora com dois filhos em uma casa de quatro cômodos, mudou alguns hábitos para se adaptar à nova realidade. “Agora, eu só lavo roupa no domingo. Antes, eu ainda fazia isso umas duas vezes por semana.” Ela explicou que o consumo de água é baixo porque a família passa o dia inteiro fora de casa, na escola ou no trabalho.

Na casa do médico veterinário Fernão Lopes, no Lago Norte, região da cidade com média de consumo de 181 litros diários (71 litros a mais do que o recomendado pela OMS), a estratégia para conter o gasto foi mais ampla. Ele chamou os seis moradores da casa para discutir o que poderia ser feito. “A primeira questão foi restringir o duplo enxágue na máquina de lavar roupa. Nós colamos até um adesivo no botão da máquina para que as pessoas não esquecessem de mantê-lo desativado. Não faz tanta diferença [o segundo enxágue], e é um consumo desnecessário”, disse Fernão.

O uso da água para molhar o jardim e lavar a calçada também foi reduzido drasticamente, bem o tempo de banho de cada morador da casa. Para encher a piscina durante a seca, Fernão e os demais moradores contrataram um caminhão-pipa. “Também ficamos mais atento aos vazamentos. Quando eles ocorrem, tentamos resolver o mais rápido possível para evitar o desperdício”, acrescentou. Uma caixa d’água de 3 mil litros também evitou que os moradores da casa sentissem qualquer efeito colateral nos dias de racionamento.

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Cidades

Ações sociais pelo mundo têm atraído jovens brasilienses

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O que você faz bem pode fazer bem a alguém. Esse é o espírito do trabalho voluntário, que significa colocar à disposição da sociedade um talento nosso. Mas essa história, que já seria bonita se terminasse aí, vai além: as pessoas que atuam como voluntárias movidas pelo amor vivem em média quatro anos mais, segundo estudo da Universidade de Michigan (EUA), e com melhor qualidade de vida, afirma o pesquisador americano Allan Luks, no livro The Healing Power of Doing Good (O Poder Curativo de Fazer o Bem, sem tradução para o português).

“Quem realiza pelo menos quatro horas de trabalho voluntário por mês tem dez vezes mais chances de ter uma boa saúde do que quem não voluntaria”, disse Lukz. A explicação? O voluntário vivencia um poderoso sentimento de satisfação (em inglês, helpers high), resultado da diminuição do stress e da liberação de endorfinas, neurotransmissores que provocam sensação de felicidade. A pessoa se sente valorizada, útil, com boa autoestima. Tudo isso por saber que tem algo para contribuir.

Exemplo de voluntária dedicada, a estudante de Relações Internacionais Thayza Benetti, 20 anos, busca sempre ajudar o próximo, sem se limitar somente a áreas brasileiras. Preocupada com o que vê no noticiário sobre países vizinhos do Brasil, passou a fazer pesquisas para saber mais sobre como realizar um trabalho voluntário fora do país. Foi assim que conheceu a AIESEC, um programa de intercâmbio voluntário para jovens dispostos a fazer o bem, como também ganhar mais experiência de vida. Então, arrumou as malas e foi para a Argentina. 

Veja a galeria de fotos.

No país vizinho, a universitária participou do Projeto Educar, que ajuda e dá apoio a educação para crianças e adolescentes por um mês e meio. Aqui em Brasília, a jovem já fazia parte de ações voltadas para crianças especiais em escolas.

“Primeiro, a gente sai completamente da nossa zona de conforto e também encara uma realidade que é muito diferente da nossa. Saber que você vai estar mudando a vida de alguém, nem que seja por pouco tempo, deixa o coração quentinho”, disse Thayza. 

A jovem voltou ao Brasil com a bagagem cheia de histórias e aprendizados para aplicar em Brasília. Transformada: Assim ela se define depois de ter passado pela experiência. “Eu me descobri de tantas formas, cresci, evoluí e vi o quanto eu posso ajudar. Trabalhei em uma comunidade peruana e tinha uma senhora que a gente chamava de Abuela (avó) que abria as portas da sua casa para as crianças terem aulas de reforço. Eu dava aulas, fazia atividades, ensinávamos português, inglês, saúde, matemática, igualdade de gênero…”, relembra Thayza.

“É lindo ver que ainda conseguimos nos unir em prol do bem”, comemora.

AIESEC – A AIESEC, em português Associação Internacional de Estudantes em Economia e Comércio, atualmente está presente em pelo menos 120 países. Com escritórios no Brasil e em vários países de todos os continentes, espalhados por todo o país em que atendem os interessados em participar dos projetos.

Ao Ao Vivo de Brasília, Rivânia de Souza, ex-funcionária da instituição, lembrou que a AIESEC é uma organização internacional que utiliza o intercâmbio como uma ferramenta de desenvolver a liderança em jovens com projetos sociais em distintas áreas e países.

“O objetivo é o engajamento desses jovens em causas sociais pelo mundo e todos os projetos de voluntariado são voltados para os 17 objetivos da ONU de desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Segundo Rivânia Souza, as pessoas selecionadas para fazer parte dos projetos passam por um treinamento no qual aprendem sobre o funcionamento da organização, áreas e cargos existentes, detalhes sobre os projetos e como fazer parte do programa independentemente da formação e do país em que esteja.

Além do projeto de intercâmbio social (Voluntário Global), há o Empreendedor Global em que o jovem tem a oportunidade de participar de Startups internacionais e exercer habilidades de liderança para ter condições de ingressar no mercado de trabalho, o Talentos Globais que oferece oportunidades de trabalho em empresas estrangeiras, vivenciando culturas e experiências em diferentes países nas Américas, na Europa, África e Ásia.

Participe também – Para saber sobre os projetos e como participar é só ligar para: (61) 3344 – 3700 ou entrar em contato pelo e-mail: [email protected]

Endereço: Setor Comercial Residencial Norte 716 Bloco B, Entrada 34, sala 105/107 Asa Norte- Brasilia

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Começa semana da Pátria, confira a programação completa

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Desde sábado (1º), os eventos para comemorar a Semana da Pátria movimentam cidades de norte a sul do País. A abertura ocorreu com a Corrida do Fogo Simbólico da Pátria, em Brasília, na Praça dos Três Poderes. É lá que uma tocha foi acesa para representar o patriotismo do povo brasileiro. Em seguida, a chama seguiu para a Praça do Palácio do Buriti, onde foi compartilhada com atletas que representam estados de todo o Brasil. Eles são os responsáveis por levar o fogo para outras cidades até o Dia da Independência. Esse ato ocorre desde 1937, e é conduzido pela Liga da Defesa Nacional.

No domingo (2), foi a vez da cerimônia de Substituição da Bandeira Nacional, também na Praça dos Três Poderes. O evento ocorre todo primeiro domingo do mês em sistema de rodízio entre as Forças Armadas e a Polícia Militar do Distrito Federal. Desta vez, a Marinha foi a força responsável pela troca e homenagem ao Dia da Independência do Brasil. 

Durante a celebração, a nova bandeira foi hasteada ao som do Hino Nacional, acompanhado de salva de 21 tiros de canhão. Depois de chegar ao topo do mastro de 110 metros de altura, a antiga bandeira foi arriada, ao som do Hino à Bandeira.  

Atrações

Para o dia Sete de Setembro, o evento mais aguardado é o tradicional desfile, que ocorre em diversas cidades brasileiras. Em Brasília, ele está previsto para começar às 9h de sexta-feira e segue até o final da manhã, na Esplanada dos Ministérios. Entre as atrações estão a apresentação da Esquadrilha da Fumaça e a formação da pirâmide humana dos militares do Batalhão da Polícia do Exército

Encerradas as apresentações, o público terá a oportunidade de conferir a Exposição Militar no gramado da Esplanada. Carros, tanques de guerra e maquetes de navios e aeronaves das Forças Armadas poderão ser apreciados de perto. A exposição segue durante o sábado (8) e o domingo (9) de 10h às 17h.  

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Evento coroa os primeiros Miss e Mister Bariátrica DF

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O primeiro Miss e Mister Bariátrica Brasília e Entorno 2018 chegou ao fim. A final aconteceu no último sábado, 1° de setembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). O evento reuniu 38 candidatos, sendo três homens. As 35 finalistas ao título de Miss disputaram três categorias: Miss Superação, Miss Simpatia e ainda Miss Bariátrica.

A emoção tomou conta do evento com a premiação da Miss Superação, para a candidata Telma Cristina, que além de vencer a luta contra a obesidade enfrenta a batalha contra o 4° câncer. Vânia Pinto foi a mais votada entre os concorrentes e levou o título de Miss Simpatia. Um dos destaques da noite, Eduardo Ferreira conquistou os jurados e foi coroado o primeiro Mister Bariátrica do DF. Para fechar a primeira edição com chave de ouro, Camila Quilici recebeu o título de primeira Miss Bariátrica do DF.

O concurso começou no último dia 4 de agosto, com a apresentação dos concorrentes durante um momento de acolhida. O evento contou com a participação de uma psicóloga e uma personal trainer. A segunda etapa aconteceu no sábado (11/08), com desfile e seleção de candidatos. Dos 118 inscritos, apenas 38, sendo três homens, chegaram a grande final. O MMB buscou mostrar muito mais que a beleza. O objetivo do concurso é apresentar o sucesso pessoal e a superação das pessoas que passaram pela cirurgia, que venceram todas as barreiras da obesidade e ganharam qualidade de vida e saúde.

O concurso

Organizado por Jasiel e Ana Carolina Fernandes, o evento reuniu 500 pessoas, entre convidados, familiares e ex-candidatos. A decoração e a produção técnica ficaram por conta da 12 Produções. Os comes e bebes foram oferecidos pela Torteria de Lorenza. O MMB 2018 foi patrocinado pela Aliança Instituto de Oncologia, Hospital Santa Marta, Ideal Saúde, e Orallis.

Alguns parceiros ajudaram na realização do evento: Caroll Ferrari, Clínica Digestive, Instituto IOD, GO fit, Chilli Beans, Liv Spa, Clube Melissa, Nauta, Omeleteria, Foccus, Spa de Sobrancelhas, Pholias, Clínica Dr Paulo Guimarães, Clínica Ouvir, Sociedade Brasileira de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas e ainda da agência de modelos Scouting, responsável pelo treinamento de passarela dos candidatos.

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Brasília, 23 de setembro de 2018

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