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E quem disse que a população quer a extinção dos postos de segurança comunitária?

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Em vez de fechamento, a melhoria da estrutura das instalações e a contratação de policiais militares para garantir o funcionamento pleno dos postos comunitários de segurança. Essa foi a proposta defendida pela grande maioria dos representantes de conselhos comunitários do Plano Piloto – e de quase todas as cidades do DF – que participaram de audiência pública da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle, da Câmara Legislativa, realizada na manhã desta terça-feira, 18, para debater o que deve ser feito pelo governo em relação aos postos comunitários de segurança. Muitos destes já estão abandonados ou foram depredados. A Polícia Militar, no entanto, ressalta que os postos comunitários foram uma política ineficaz, de alto custo e que foi levada adiante à revelia da coorporação.

Ao final do debate, o deputado Joe Valle (PDT), presidente daquela comissão, enfatizou a importância de o governo ouvir os moradores antes de tomar qualquer decisão sobre a utilização ou não dos postos de segurança. “Esta questão precisa ser tratada como política de Estado e com responsabilidade social, a fim de atender aos interesses da comunidade que tem direito à melhoria das condições segurança, incluindo-se o policiamento comunitário”, ressaltou o parlamentar. Valle comunicou aos participantes da audiência pública que o debate sobre aquelas será ampliado em outras oportunidades e que com a participação dos moradores do DF.

O vice-presidente daquela Comissão, Rodrigo Delmasso (PTN), considerou “positiva” a participação dos representantes dos conselhos comunitários no debate, destacando que o planejamento das ações integradas de segurança pelo governo tem que ser feito de acordo com as necessidades da população.

Já o presidente da Comissão de Segurança, Robério Negreiros (PMDB), comentou que uma das possíveis alternativa a serem adotadas poderia ser a terceirização de profissionais para atuarem nas atividades de apoio, com a liberação de policiais militares para atuarem nos postos de segurança, nas atividades fins.

O deputado Rafael Prudente (PMDB) disse que em visitas a postos de segurança ouviu dos policiais militares que estavam de serviço no local que eles se sentiam “pouco úteis”, em virtude das dificuldades de atuação nos postos, sem estrutura adequada. Já o deputado federal Rôney Nemer (PMDB) defendeu que a presença dos postos de segurança nas cidades intimida a ação dos marginais. “A ostensividade do policiamento é muito importante”, pregou.

Investimentos – Entre os moradores que se revezaram na tribuna, o discurso predominante foi pela manutenção dos postos de segurança. O representante do Conselho Comunitário da Asa Sul, Ricardo Marra, disse que uma desativação total dos postos iria trazer mais insegurança para os moradores. “Não se pode desfazer o que já foi feto”, reclamou.

O diretor do Conselho Comunitário da Asa Norte, Paulo Alves, também criticou uma possível retirada dos postos. “Isso é um descalabro. Os postos precisam ser ampliados para a realização de ações proativas”, defendeu. Também o policial militar, Jânio Marques (o Guarda Jânio), condenou a desativação dos postos de segurança. Propôs que muitos policiais na reserva poderiam ser recontratados para trabalharem nos postos, “que deveriam ter câmeras instaladas, com monitoramento 24 horas”.

Mobilidade – O comandante da Polícia Militar do DF, coronel Marco Antônioo Nunes, ouviu as críticas e sugestões dos moradores, mas não se comprometeu com nenhuma das propostas apresentadas. Ponderou que uma das principais dificuldades que enfrentam é a defasagem de cerca de quatro mil policiais militares e os altos custos de manutenção e reformas das instalações físicas dos postos. Criticou ainda a opção pela política de implantação dos postos comunitários de segurança, em 2008, ressaltando que a proposta não tinha sido defendida pelos representantes da corporação. “A tendência mundial é pela mobilidade do policiamento”, defendeu.

A PMDF e diversos especialista em segurança pública consideram os postos comunitários como uma ação equivocada. A ideia é que o policiamento comunitário é muito mais do que um posto físico e pressupõe mobilidade e interação com a população. O corpo técnico da PM não foi ouvido na implementação do programa, o que contribuiu para sua inviabilização, além da falta de critérios técnicos de localização dos postos.

Fonte: CLDF

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Circulação de 700 mil pessoas

Câmeras aumentam segurança na Rodoviária do Plano Piloto

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Foto/Imagem: Vinícius de Melo/Agência Brasília

Ponto de circulação de 700 mil pessoas diariamente, a Rodoviária do Plano Piloto está mais segura. Um convênio entre a administração do local e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) permitiu o funcionamento de 17 câmeras de vídeo. A ação contou ainda com a participação de empresários e lojistas.

Antes de viabilizar a medida, apenas dois dispositivos estavam ligados, prejudicando a fiscalização da região. Agora, com as novas câmeras ativas, o trabalho da Polícia Militar e da vigilância será beneficiado. Foram religados dispositivos nas plataformas A, B, C, D, E e F, no térreo, e nas áreas superior e inferior da Rodoviária, além do terminal do Entorno.

“Fico confortável por poder oferecer mais segurança às nossas instalações. Tivemos ajuda dos permissionários e da Secretaria de Segurança Pública. Se não fossem eles a gente não teria tirado isso do papel”, afirma o chefe da Unidade de Administração da Rodoviária e Área Central de Brasília, Josué Martins de Oliveira.

José conta que as câmeras vão permitir uma fiscalização maior do tráfico de drogas e o reforço nas demandas de pedidos judiciais, quando ocorrem furtos ou perdas de objetos, por exemplo. Também nas próximas semanas, o posto da Polícia Militar localizado no mezanino ganhará duas telas de videomonitoramento.

A mudança agradou os usuários do terminal. Em visita à cidade, o professor Roberto Fonseca e a mãe Júlia Fonseca elogiaram a ação. “Quanto mais câmeras, melhor. Aliado à presença policial, fica mais forte essa questão da segurança”, observou Roberto. Para a dona de casa Sara Campbell, o monitoramento é um alívio. “Estamos sujeitos à situações de violência e insegurança. Com a câmera nos sentimos mais seguras e confortáveis”, disse.

O Centro de Operações Integradas de Brasília (Ciob) da Secretaria de Segurança tem acesso às câmeras de vídeo de monitoramento. De lá, os profissionais são capazes de avisar ocorrências e chamados para os policiais que trabalham na Rodoviária e em pontos adjacentes, agilizando o trabalho de quem cuida da segurança da população do Distrito Federal.

Além das câmeras, o Governo do Distrito Federal tem promovido outras medidas para trazer mais conforto aos usuários da Rodoviária. Uma dessas atividades é a Operação Área Central, com objetivo de reduzir índices criminais, por exemplo. Ao todo, 20 agências do governo e as forças de segurança participam da ação integrada, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública.

Obras

Paralelamente à fiscalização, o GDF deu início à obra de reforma da Rodoviária do Plano Piloto, em busca de conforto e segurança aos frequentadores do local. Esta é a primeira vez em 60 anos que o monumento vai passar por reparo de reforço estrutural.

Nesse reparo está sendo utilizada tecnologia de ponta, como a fibra de carbono. A reestruturação das 180 vigas de sustentação da parte superior do terminal será feita com esse material, mais moderno, resistente e econômico que o aço. Ele será aplicado no interior das vigas de concreto, aumentando em dez vezes a resistência da estrutura impactada diariamente pela passagem de veículos na plataforma superior.

Desde o dia 26 de junho, o GDF  está fazendo intervenções necessárias no local. O primeiro passo foi dado um dia antes, com uma vistoria em conjunto com a Novacap e a Defesa Civil, quando foi detectado, num curto prazo de tempo, na laje de cobertura da parte inferior, o avanço de uma abertura com risco de queda. Para evitar riscos, o trânsito foi interditado na plataforma superior da Rodoviária, no sentido norte-sul. A inspeção realizada pelos dois órgãos no espaço detectou ainda outros 15 pontos problemáticos que também estão sendo avaliados pela equipe da Novacap.

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Neste sábado, 20 de julho

Vigilância Ambiental promove feira de adoção de cães e gatos

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Foto/Imagem: Gabriel Jabur/Agência Brasília

A Diretoria de Vigilância Ambiental, em parceria com a Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal, promoverá uma feira de adoção de cães e gatos neste sábado (20). Os bichinhos estarão disponíveis no estacionamento da Gerência de Zoonoses (ao lado do Hospital da Criança), das 9h às 13h.

Para adotar, é preciso ter mais de 21 anos de idade, levar documento de identificação e comprovante de endereço, além de assinar um termo de posse responsável. Os animais não têm raça definida e estão com a vacinação antirrábica atualizada.

“O objetivo maior, além de arrumar um bom lar para os animais, é aproximar a população do DF da Gerência de Zoonoses, para eles entenderem nosso trabalho, quebrar o estigma e mostrar que as portas estão abertas”, observa o gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Jadir Costa Filho.

Os animais que não forem adotados durante a feira continuarão disponíveis na Zoonoses. Quem tiver interesse em adotar pode ir ao local, de segunda-sexta-feira, das 8h às 17h, cumprindo os mesmos requisitos exigidos durante a feira.​

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Dia 22

Uso das faixas exclusivas será normalizado a partir de segunda

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Foto/Imagem: Dênio Simões/Agência Brasília

A partir desta segunda-feira (22), as faixas exclusivas da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), do Setor Policial Sul e da W3 Sul e Norte voltam a ser restritas ao transporte coletivo. Com o fim da greve do Metrô, e consequentemente, a diminuição do fluxo de veículos, os corredores exclusivos para ônibus, táxis e vans escolares estão de volta e a fiscalização de trânsito, também.

Em nota oficial o Departamento de Estrada e Rodagem (DER-DF) esclareceu que, a partir da próxima semana, o tráfego de carros de passeio nas faixas exclusivas da EPNB só será permitido nos finais de semana e feriados.

A faixa exclusiva da EPTG permanece inalterada: nos dias úteis, de 6h às 9h e de 17h30 às 19h45h, os coletivos trafegam pela faixa reversa e a quarta faixa do sentido da via é liberada aos veículos leves.

O DER-DF reforça ainda que a faixa exclusiva do BRT também segue sem alterações.

O Departamento de Trânsito (Detran-DF) também vai iniciar a fiscalização na próxima semana. Para que não haja confusão por parte dos motoristas, os agentes de trânsito voltam a restringir a circulação nas faixas exclusivas das avenidas W3 e do Setor Policial Sul a partir da meia-noite da próxima segunda-feira (22).

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