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Boletim Epidemiológico

Distrito Federal registra mais de 7 mil casos prováveis de dengue

Redação

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Foto/Imagem: AFP
Leandro Cipriano

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A Secretaria de Saúde (SES) registrou 7.010 casos prováveis de dengue no Distrito Federal, entre 29 de dezembro de 2019 e 29 de fevereiro deste ano. Do total, 6.405 (91,4%) são de residentes do DF e 605 (8,6%) de pacientes de outros estados que foram notificados aqui. Os dados são do último Boletim Epidemiológico apresentado em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6).

O documento aponta que houve um aumento de 160% no número de casos prováveis de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. Na avaliação dos gestores da pasta, entre os fatores que contribuíram para esse quadro, estão as chuvas e o crescimento da circulação do soro tipo 1 da dengue, que, apesar de ser considerado mais brando, tem uma alta taxa de transmissão.

“Nesses casos, os pacientes precisam de hidratação e repouso domiciliar para se recuperar”, explicou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares. “A dengue possui cinco soros tipos diferentes. Em Brasília, no ano passado, tínhamos mais do soro tipo 2, que não tem uma capacidade forte de disseminação, mas é mais letal. Neste ano, predomina o soro tipo 1, que tem gravidade menor, o que explica uma redução nos óbitos”.

No período analisado pelo boletim atual, a quantidade de óbitos permaneceu a mesma – apenas um morador da Região de Saúde Centro-Sul. Em comparação com o período anterior, de 30 de dezembro de 2018 a 23 de fevereiro de 2019, seis óbitos foram registrados.

Ranking

A Região de Saúde com maior número de registros – 1.247 casos – foi a Sudoeste, que abrange Taguatinga, Samambaia, Águas Claras, Vicente Pires e Recanto das Emas. Em seguida, aparece a Região Norte, com 1.217 ocorrências em Planaltina e Sobradinho. Em terceiro lugar ficou a Sul, com 956 registros no Gama e em Santa Maria. As três regiões de Saúde totalizam 53,38% dos casos do DF.

O aumento pode ser observado em todos os grupos etários, com destaque para a faixa etária de 20 a 29 anos, que registrou majoração de 174 para 287 casos prováveis, em comparação com o mesmo período do ano passado. A seguir, destacam-se os da faixa etária entre 30 a 39 anos, que aumentou de 164 para 254 casos prováveis.

“É uma faixa etária que ainda não tinha sido exposta ao soro tipo 1 da dengue e, agora, está sendo acometida, mas crianças e idosos são ainda os mais acometidos e estão no grupo de risco maior para a letalidade da dengue”, ressaltou informou o gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Fabiano Martins.

Do total, os casos graves subiram de três para seis, em comparação com o último boletim epidemiológico, enquanto aqueles com sinais de alarme aumentaram de 70 para 127 registros.

Ações

Desde o ano passado, diversas ações de prevenção e controle foram colocadas em prática, com o objetivo de eliminar focos do mosquito, reduzir os casos de dengue e outras arboviroses, além de promover a conscientização da sociedade no combate ao Aedes aegypti.

Uma das principais iniciativas foi a contratação de 600 agentes comunitários de saúde (ACSs) e de Vigilância Ambiental (AVAs) para inspecionar os domicílios, que totalizam 92,7% dos focos do mosquito. “O que o DF espera com essa ação é adentrar os domicílios e eliminar os focos que há dentro as casas”, ressaltou Fabiano Martins.

Ações continuadas são realizadas nas regiões administrativas para inspeção dos domicílios por agentes de Vigilância Ambiental, com suporte do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF). Também é usado fumacê nas ruas e em condomínios indicados por líderes comunitários, trabalhando com manejos ambientais e educação ambiental.

Hidratação e monitoramento

As iniciativas incluem a instalação de salas de hidratação oral e venosa em unidades de saúde, bem como a utilização de drones e helicópteros para verificação de terrenos com edificações fechadas ou abandonadas. Além disso, cemitérios são vistoriados, carros abandonados pelas ruas são retirados e paradas de ônibus antigas que acumulam água passaram por limpeza.

Muitas dessas ações são estruturadas na Sala Distrital de Combate ao Aedes aegypti, formada por representantes de vários órgãos do GDF. O objetivo é promover a articulação intersetorial, além das medidas de prevenção e controle das doenças transmitidas pelo mosquito. Participam as secretarias de Saúde, Casa Civil, Cidades e Educação e órgãos como Corpo de Bombeiros, SLU, Detran, Defesa Civil e Novacap, entre outros.

Tendas

No reforço às ações de combate ao Aedes aegypti, a SES instalou, para pacientes com suspeita de dengue, oito tendas de acolhimento, localizadas em Planaltina, Guará, Taguatinga, Gama, Paranoá, Brazlândia, Asa Norte e Sol Nascente. Nessas unidades, 2.397 pessoas foram atendidas, no período de 19 de fevereiro a 2 de março – uma média de 188 atendimentos por dia.

De acordo com o Ricardo Tavares, algumas tendas serão redirecionadas a partir da próxima semana, em função do número de casos. “Planaltina, por exemplo, apresentou uma redução, devido as ações desenvolvidas, então ela deve ser uma das primeiras a ter alteração. A ideia é tirar das proximidades do hospital e colocar próximo a uma UBS que funciona até 22 horas”, informou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde.

Para ampliar ainda mais esse serviço, o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (IGESDF) também levantou tendas de hidratação nas unidades de pronto atendimento (UPAs) de Sobradinho e de Ceilândia. Ao todo, 1.278 pacientes foram atendidos nas duas estruturas. Pelo menos 536 tiveram a confirmação da doença. A previsão é que mais uma tenda seja instalada na UPA de São Sebastião e outras duas no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

Em todos esses espaços, a assistência é prestada por técnicos de enfermagem e enfermeiros. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para avaliação médica, que é soberana aos testes rápidos. As pessoas com sintomas clássicos da dengue são acolhidas, fazem os exames para a confirmação da doença, recebem hidratação oral e tratamento para os sintomas.

O objetivo principal é diagnosticar a dengue precocemente e iniciar o tratamento imediato, evitando as complicações decorrentes da doença. Além disso, o serviço ajuda a desafogar as emergências dos hospitais.

Parceria com Goiás

A SES também cedeu outras duas tendas de acolhimento para atender casos suspeitos da doença em Valparaíso de Goiás e no Novo Gama. O pedido foi feito pelos prefeitos das duas cidades e autorizado pelo governador Ibaneis Rocha. Com as tendas cedidas pelo DF, os municípios ficam responsáveis por conseguir a equipe de saúde para os atendimentos.

“Apesar de não ser a maior incidência, a Região Sul, com o Gama e Santa Maria, é onde detectamos a maior procura de pacientes que não são do DF, mas dos dois municípios; por isso, pactuamos essa parceria com o Entorno”, pontuou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde.

“Se não contermos essa taxa no Entorno, ela vem para o DF”, advertiu o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero. “E também há surto de dengue em Santo Antônio e Águas Lindas, em pessoas economicamente ativas. Fica difícil concluir se o foco de transmissão é no DF ou exatamente em Goiás. Por isso, estamos montando essas parcerias de forma estratégica.”

Sintomas

A dengue é uma doença febril grave transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar.

O período do ano com maior transmissão é o dos meses mais chuvosos. Assim, é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver.

Os principais sintomas da dengue são febre alta superior 38.5ºC, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

Combate ao mosquito

O engajamento da população é fundamental no combate ao Aedes aegypti. A principal forma de se prevenir contra as doenças transmitidas pelo mosquito é manter o monitoramento constante nas residências, sempre buscando evitar água parada e a proliferação do inseto.

Confira algumas dicas:

  • Mantenha caixas d’água, tonéis e barris de água tampados;
  • Deixe sempre com a boca para baixo, quando vazias, garrafas de vidro ou de plástico;
  • Encha os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda;
  • Limpe as calhas com frequência, evitando que galhos e folhas impeçam a passagem da água;
  • Em caso de identificação de focos do mosquito, acione a Vigilância Ambiental pelo telefone 160.
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King's College

Coronavírus: o que a Ciência já sabe sobre imunidade pós-covid

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virus coronavirus
Foto/Imagem: Getty Images

Um novo estudo com pessoas que tiveram Covid-19 e se recuperaram do coronavírus levanta a probabilidade de que a imunidade ao vírus tenha curta duração.

Cientistas do King’s College em Londres estudaram como o corpo naturalmente combate o vírus por meio da produção de anticorpos, e o quanto esses anticorpos duram nas semanas e meses depois da recuperação.

Quase todas as 96 pessoas analisadas no estudo apresentaram anticorpos que poderiam neutralizar e parar o coronavírus. Mas os níveis começaram a diminuir três meses após a pesquisa.

A possibilidade de que a proteção contra Covid-19 para quem já pegou a doença dure pouco tempo coloca em xeque teses que indicam que regiões que foram muito afetadas pelo coronavírus e agora registram queda nos casos – como Europa, EUA e cidades como São Paulo e Manaus, no Brasil – estejam permanentemente protegidas.

Como você se torna imune ao coronavírus?

Nosso sistema imunológico é a defesa do corpo contra infecções, e é composto, basicamente, por duas partes.

A primeira está sempre pronta para agir quando qualquer invasor é detectado no corpo. É conhecida como a resposta imunológica natural e inclui a liberação de substâncias químicas que causam inflamação e células brancas capazes de destruir células infectadas.

Mas esse sistema não é específico para o coronavírus. Ele não irá aprender e tampouco lhe dará imunidade contra o coronavírus.

Em vez disso, será necessária a resposta imune adaptativa, que inclui células que produzem anticorpos específicos que podem aderir ao vírus para neutralizá-lo e células T que podem atacar apenas as células infectadas com o vírus, a chamada resposta celular.

Isso leva tempo – estudos indicam que é preciso cerca de 10 dias para que o organismo comece a produzir anticorpos que possam atacar o coronavírus e para que os pacientes mais doentes desenvolvam uma resposta imunológica mais forte.

Se a imunidade adaptativa for forte o suficiente, então pode deixar uma memória duradoura da infecção, que garantirá proteção no futuro.

Não se sabe até agora se pessoas que têm apenas sintomas leves, ou que não apresentam sintoma nenhum, irão desenvolver uma resposta imune adaptativa suficiente.

Cientistas ainda trabalham para compreender o papel dessas células T na resposta à Covid-19. Mas um estudo recente apontou que pessoas que testaram negativo para anticorpos contra o coronavírus ainda podem ter alguma imunidade.

Para cada pessoa que testou positivo para anticorpos, o estudo encontrou duas que tinham células T específicas que identificam e atacam células infectadas.

Quanto dura a imunidade?

A memória do sistema imunológico é como a nossa – se lembra claramente de algumas infecções, mas esquece de outras.

O sarampo, por exemplo, é altamente memorável – um único contato dá imunidade para a vida inteira (como fazem a versão enfraquecida dos vírus na vacina tríplice viral contra sarampo, rubéola e caxumba).

Há muitas outras infecções, no entanto, que são plenamente “esquecíveis”. Crianças, por exemplo, podem pegar o vírus respiratório sincicial muitas vezes durante um mesmo inverno.

O novo coronavírus, o chamado Sars-CoV-2, não é conhecido há tempo suficiente para se saber o quanto dura a imunidade contra ele, mas há outros seis coronavírus que atingem humanos e podem dar uma pista.

Quatro deles produzem os sintomas de uma gripe comum e a imunidade é curta. Estudos mostram que, nesses casos, pacientes podem ser reinfectados em menos de um ano.

No caso dos dois outros vírus – os que causam Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) -, anticorpos foram detectados alguns anos depois.

“A questão não é se você se torna ou não imune, é por quanto tempo”, afirmou Paul Hunter, um professor de medicina na University de East Anglia. Ele acrescenta: “É quase certo que não durará por toda a vida”, diz.

“Baseado nos estudos de Sars é possível que a imunidade só dure cerca de um ou dois anos, embora ainda não se tenha certeza sobre isso.”

Mesmo se você não estiver completamente imune, no entanto, é possível que uma segunda infecção não seja tão grave.

Alguém já pegou Covid duas vezes?

Há relatos preliminares de pessoas que parecem ter sido infectadas mais de uma vez pelo novo coronavírus em um período curto de tempo.

Mas o consenso científico é de que a questão eram os testes, com os pacientes sendo incorretamente informados de que estavam livres do vírus.

Ninguém foi deliberadamente reinfectado com o vírus para testar a imunidade, mas alguns macacos rhesus foram submetidos a tal experiência.

Eles foram infectados duas vezes, uma para estimular uma resposta imunológica e uma segunda vez três semanas depois. Esses experimentos, muito limitados, mostraram que eles não desenvolveram os sintomas novamente depois de uma reinfecção tão rápida.

Se eu tenho anticorpos, estou imune?

Não há garantia sobre isso, e é por isso que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem demonstrado preocupação com países que estão adotando os chamados “passaportes de imunidade” como maneira de sair do lockdown.

A ideia da estratégia é que se você passar no teste de anticorpos estará seguro para voltar a trabalhar. Isso poderia ser particularmente valioso para equipes de saúde em casa ou em hospitais que entram em contato com pessoas do grupo de risco de desenvolver sintomas graves.

Mas, ao mesmo tempo que você encontra alguns anticorpos em quase todos os pacientes, nem todos são iguais. Anticorpos neutralizadores são aqueles que aderem ao coronavírus e são capazes de impedir que eles infectem outras células.

Um estudo realizado com 175 pacientes recuperados na China mostrou que 30% tinham níveis muito baixos de anticorpos neutralizadores.

É por isso que a OMS diz que a “imunidade celular [a outra parte da resposta adaptativa] também pode ser fundamental para a recuperação”.

Outra questão é que só porque você pode estar protegido pelos seus anticorpos não significa que não possa ainda abrigar o vírus e o transmitir para outras pessoas.

Por que a imunidade é importante?

A questão da imunidade importa por razões óbvias de saúde e porque define se você vai pegar Covid-19 diversas vezes, e com que frequência.

A imunidade também ajudará a definir o quão mortal o coronavírus é. Se as pessoas retiverem alguma proteção, ainda que imperfeita, isso tornará a doença menos perigosa.

Entender a imunidade poderia ajudar a relaxar o confinamento, se ficar claro quem não está em risco de pegar e nem espalhar o vírus.

Se for muito difícil produzir imunidade de longo prazo, pode significar que conseguir uma vacina será uma tarefa mais difícil. Ou pode mudar a maneira como a vacina precisa ser usada – poderá ser uma vez na vida ou uma vez por ano, como a vacina contra a gripe.

E a duração da imunidade, seja por infecção ou por vacinação, nos dirá se somos ou não capazes de impedir que o vírus se espalhe.

Todas são grandes perguntas para as quais ainda não existe resposta.

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Estádio Nacional

Mais de 500 pacientes tiveram alta do Hospital de Campanha

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Foto/Imagem: Breno Esaki/Agência Saúde

Já são 528 pessoas recuperadas da Covid-19 que receberam alta após serem internadas no Hospital de Campanha do Estádio Mané Garrincha. Nesta sexta-feira (10), foi a vez de 19 voltarem para casa após vencerem a doença causada pelo novo coronavírus.

Rita da Silva Oliveira, de 54 anos, foi recepcionada com uma festa por seus familiares no momento do reencontro. Feliz em voltar para casa, Rita agradeceu a equipe médica em sua despedida. “Entrei como morta e saio como viva. Que Deus abençoe a cada um”. Rita passou 10 dias internada na unidade.

Israel Paulo Alves também teve um dia de vitória sobre a Covid-19 e descreve essa sensação uma nova vida. “Diante de uma enfermidade que não tem muitas informações concretas, agradeço a Deus e a todos os profissionais empenhados aí nessa luta”, afirmou o ex-paciente após 13 dias de internação.

Telma Ramos, de 44 anos, também deixou o hospital neste sábado (11), após sete dias. Grata pela vitória, a moradora do Recanto das Emas diz que “viu a morte”. Mas ressalta: “Estou feliz demais por ter vencido”.

Feliz em ir para casa livre da doença após 10 dias de luta, Braz João da Silva, de 50 anos, reforça: “Tudo o que eu queria na minha vida era a minha saúde de volta”, afirma o morador da Candangolândia.

O Hospital de Campanha do Estádio Mané Garrincha tem hoje 153 internados. Marcelo de Mello, diretor do hospital, diz que a marca de 500 altas em pouco tempo de trabalho mostra que a instituição está cumprindo seu papel de ser retaguarda para os hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede.

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Pico da pandemia no DF

Covid: usuário deve ir a hospitais e UBSs apenas se for necessário

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hospitais e ubs
Foto/Imagem: Adriano Machado/Reuters

Com o aumento crescente de casos da Covid-19 no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde recomenda à população o uso adequado dos equipamentos de saúde, procurando hospitais ou Unidades Básicas de Saúde (UBSs) apenas quando tiver necessidade. O objetivo é evitar que pessoas sem sintomas corram riscos em ambientes onde pessoas suspeitas ou confirmadas com Covid-19 estejam aglomeradas.

“Estamos no pico da pandemia. Agora, o recomendável é que usuários sem sintomas não procurarem hospitais ou UBSs, a não ser em caso de necessidade. A medida que frequentam as unidades de saúde, se expõem e podem entrar em contato com pessoas infectadas. Além de ocupar o lugar de um usuário que realmente precisa ser avaliado”, alertou o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares.

Apesar dos serviços para a população continuarem funcionando durante a pandemia, os gestores da pasta destacam que grande parte da procura na Atenção Primária tem sido de pacientes assintomáticos buscando testes para detectar à Covid-19. Até mesmo locais de referência para o tratamento da doença, como o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), tem recebido o mesmo tipo de demanda.

Em outras ocasiões, a Secretaria de Saúde reforçou que unidades como o Hran estão reservadas apenas para atender casos graves. Além disso, a pasta tem alertado que a testagem está disponível somente para pessoas que apresentam sintomas do novo coronavírus, como tosse, febre, coriza, perda do paladar, cansaço e dificuldade para respirar há, pelo menos, oito dias.

Ainda assim, o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Fernando Erick Damasceno, informou que com a abertura do comércio a busca de pacientes assintomáticos por testes sorológicos têm sido constante, pois muitas empresas exigem isso dos trabalhadores para voltarem às atividades.

“Eles não precisam fazer os testes para o retorno. Basta respeitar os 14 dias de isolamento a partir do início dos sintomas, e as 72 horas sem sintomas antes de voltarem ao trabalho. Se os assintomáticos estão procurando por testes, vão acabar esperando, aglomerando e sem necessidade”, ressaltou Fernando Erick.

Nesse sentido, independentemente de como os usuários estão, devem sempre continuar com as medidas de higiene e biossegurança, como manter o distanciamento social, evitar aglomerações, usar máscaras e álcool em gel, além de higienizar corretamente as mãos.

Pronto Socorro

Na avaliação do gestor, por questão de biossegurança, é imprescindível que a população evite a busca dos prontos-socorros dos hospitais caso não precise de atendimentos de urgência ou emergência.

“Nesse momento de pico da pandemia, as pessoas que necessitam de cuidados primários devem buscar primeiro as unidades básicas de saúde, que são a porta de entrada da rede pública, com menor risco de ter pessoas graves infectadas. Atendimentos primários, preferencialmente, não devem ser buscados nos prontos-socorros”, afirmou Fernando Erick.

Para evitar contaminação nas UBSs, tem sido adotada a estratégia fast-track ou duplo fluxo, em que os pacientes com quadros respiratórios entram em fluxos separados na unidade. Ainda assim, se houver aglomerações nas unidades devido à crescente demanda, o coordenador orientou à população a agendar as consultas ou procurar os locais em momentos com menor movimentação.

“O mais interessante é os usuários entenderem como é a movimentação nas UBS mais próximas de suas casas e conhecer as suas respectivas equipes de Estratégia Saúde da Família, que são suas referências para o primeiro atendimento. Saber quando utilizar a UBS otimiza muito uso dos serviços de saúde”, destacou o coordenador de Atenção Primária à Saúde.

Plano

Com o grande número de casos de Covid-19 em todo o Distrito Federal, a Secretaria de Saúde criou um Plano de Trabalho e Diretrizes para a ampliação dos testes para Covid-19 em locais vulneráveis do DF.

O documento esclarece que a testagem é indicada somente para pessoas com sintomas do novo coronavírus. A medida tem como objetivo proteger as pessoas do risco de contágio ao saírem de casa e testar quem realmente precisa.

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