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Diretor conta caso e descreve problemas na PCDF. ‘Estão esperando o quê?’

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É sabido já a algum tempo os riscos em que policiais militares ou civis estão expostos no campo de trabalho. Quando não se tem estrutura e todas as parafernálias necessárias para a atuação policial, as coisas tendem a ser mais complicadas.

Esses problemas foram reunidos num texto publicado pelo diretor do Sinpol-DF, Rodrigo (Gaúcho) Franco, em sua página pessoal no facebook. Ele exemplifica os desafios enfrentados pela segurança pública do DF numa ocorrência desta sexta-feira, 28. Leia a seguir:

Voltando agora de Planaltina, após acompanhamento de mais uma ocorrência grave envolvendo Policiais Civis. Três agentes tiveram suas VIDAS colocadas em RISCO DE MORTE, mais uma vez.

Os policiais foram atender a uma denúncia anônima de Lei Maria da Penha, em que o autor ameaçava de morte a companheira, além de ter abusado sexualmente da filha desta.

O vagabundo, autor em 16 inquéritos penais de
Crimes diversos, inclusive por HOMICÍDIO DE UM POLICIAL, roubos, atentado violento, entre outros já possui mais de 24 anos de condenações.

Acuado no interior da residência, partiu pra cima dos policiais, em luta corporal, gritando que não iria pra delegacia e que iria matar todo mundo. Tentou tirar a arma de uma policial e conseguiu pegar uma faca, atentando contra a vida da equipe.

Uma das colegas, a fim de conter a intenção mortal do criminoso, e não dispondo de outros meios, efetuou disparo na perna do peba. O tiro acabou atingindo o pé da policial, fraturando-o. O FDP ainda continuou reagindo mais algum tempo, uma vez que visivelmente encontrava-se sob efeito de drogas.

A cana sofreu cirurgia e está em recuperação. Rezo para que não tenha sequelas mais sérias. Equipes das dps de Planaltina, PMs e até detran prestaram apoio.

O vagabundo foi medicado e já recebeu alta. Está na 31a onde, espero, seja autuado por tentativa de homicídio, estupro, resistência, e tudo o mais.

Agora, mais uma vez fica exposta a precariedade de nossas condições de trabalho. A falta de protocolos de ação. Era pra ter mais policiais na ação. Mas tirar gente de onde, se as seções contam com apenas 2 ou 3 canas, os plantões com apenas 3 ou 4 policiais???

Os ferimentos, na policial e no próprio vagabundo safado, poderiam ter sido evitados se houvesse equipamentos não letais, como a taser.

E ainda há os que dirão que a culpa é dos policiais. Mas se deixam de atender, são punidos. Se utilizam arma de fogo, são condenados. Se foram com 3, deveriam ter ido com mais.

A questão é que estamos largados. Sem rumo, sem direção, sem protocolos, sem planejamento. O que nos move é o ímpeto, a vocação, a defesa da sociedade, que não nos reconhece. E ainda fala que recebemos bem. Eu não recebo bem pra colocar minha vida em risco.

Fiz uma breve pesquisa. Em 2014 tivemos 96 ocorrências de flagrante de resistência envolvendo policiais civis. Este ano já são 58. Portanto, todas as semanas, em duas ocasiões, policiais civis têm a sua VIDA e a sua INTEGRIDADE FíSICA colocadas em RISCO.

E não temos assistência à saúde física e mental. E ainda somos duramente criticados pela opinião pública e por parte do governo….

Temos cobrado melhores condições, maior efetivo, melhores equipamentos e NADA. Estão esperando o que ???? 

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Tecnologia

Saiba como o WhatsApp ajuda na redução da criminalidade no DF

Redação

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Foto/Imagem: Tony Winston/Agência Brasília

O uso das ferramentas tecnológicas está sendo cada vez mais incorporado pelas polícias Civil e Militar do Distrito Federal. Das complexas às mais simples – como o WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens instantâneas com 120 milhões de usuários no Brasil. As facilidades do sistema auxiliam de várias formas as forças de segurança locais.

Dados da Divisão de Controle de Denúncias (Dicoe) da PCDF  mostram que, das denúncias recebidas, 15% são por meio do WhatsApp – (61) 98626-1197. “Desde 2016 a quantidade mensagens encaminhadas pelo aplicativo dobrou”, explica o diretor da Dicoe, Josafá Ribeiro. “E continua a crescer”, reforça.

O uso do WhatsApp como auxiliar na segurança nasceu com o propósito de coletar denúncias. Foi integrado à corporação em 2014, ano da Copa do Mundo de futebol, e teve sua importância reforçada nos anos seguintes. A popularidade e a facilidade no uso levaram a Polícia Civil a investir na ferramenta como mais um canal oficial.

Até outubro deste ano, mais de 17 mil denúncias foram feitas pelos canais – sendo que 2.566 por meio do WhatsApp. Diariamente, a Dicoe recebe aproximadamente 90 denúncias – que são avaliadas, tipificadas, categorizadas e encaminhadas às delegacias circunscricionais e/ou especiais, que ficam responsáveis pelas investigações.

Ao final do processo, o número cai para 50. É atualmente é o segundo canal que mais recebe denúncias. É importante ressaltar: os trabalhos da Dicoe respeitam o sigilo da fonte.

O conteúdo das denúncias se concentra no tráfico de drogas (27%), maus tratos a animais (13%) e roubo (3%). O horário com maior ocorrência é das 12h às 23h – apesar de o funcionamento ser ininterrupto.

Josafá Ribeiro, diretor da Dicoe, explica que a grande vantagem no uso do WhatsApp são as fotos e vídeos encaminhados. Na maioria das vezes, com precisão nas informações – facilitando a identificação de criminosos, locais e fatos. E, em alguns casos, em tempo real. “Essa informações são fundamentais na evolução das investigações e solução.”

Na PM, também

Apesar de a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) não usar a ferramenta de forma oficial nos 25 batalhões, o aplicativo também está presente na rotina do trabalho da corporação. E por meio de grupos – que surgiram por iniciativa da comunidade, carente da necessidade de estar mais próxima da PM e de um canal direto e segmentado.

Arte: Édipo Torres/Agência Brasília

O 10º Batalhão da Ceilândia é um exemplo de sucesso no uso do aplicativo. Os militares fazem parte de vários grupos – entre eles, o do Conselho Comunitário de Segurança da região e o dos rodoviários (motoristas e cobradores de ônibus).

O feedback é bem positivo. Os rodoviários, pedem, por exemplo, ajuda dos policiais quando vêem alguém em atitudes suspeitas e a PM consegue diminuir o tempo de resposta. “Desde a implementação, os índices mostram uma redução na taxa da criminalidade na região”, garante o tenente Mata.

O prefeito comunitário do trecho 3 do Sol Nascente, José Valmir dos Santos, relata que a segurança (ou pelo menos a sensação) depois da criação dos grupos aumentou. “A comunidade percebe mais a presença da PM. As demandas, quando colocadas nos grupos, são vistas por todos – e atendidas ou repassadas ao comando, que prontamente direcionam viaturas para cá”, diz ele.

Guardião Rural

O Batalhão de Policiamento Rural implantou o programa Guardião Rural, desenvolvido para aumentar a segurança nas áreas mais distantes dos centros urbanos do DF – geralmente, localidades de difícil acesso, sem sinal de telefonia e precárias condições de iluminação. E o programa já possui 35 grupos de WhatsApp cadastrados por região.

A PM trabalha na sensibilização das comunidades rurais, por meio de palestras; em seguida, cria grupos no WhatsApp ou insere os moradores nos grupos já existentes na localidade. Os PMs visitam as chácaras e fazendas, cadastram os moradores e funcionários e então fazem o levantamento dos insumos e ferramentas agrícolas.

Os chacareiros incluídos no grupo do batalhão e a propriedade recebe uma placa de identificação, com QR Code, onde a PM acessa todas as informações que foram coletadas. O capitão Rafael Cunha, do 1º Batalhão de Policiamento Rural, explica que as principais dificuldades dos moradores da zona rural em acionar a PM pelo 190 era a dificuldade na realização das ligações.

“O WhatsApp serve como auxílio, principalmente no endereço, na descrição de uma pessoas ou de carros – que são facilmente repassadas por fotos,vídeos e localização GPS, além de áudios”, diz ele.

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Solidariedade

Detran-DF arrecada brinquedos para o Natal de crianças carentes

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O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) lançou a campanha “Detran Solidário”, que tem o objetivo de arrecadar brinquedos novos e usados para o Natal de crianças carentes. Além das sete unidades do Detran – Sede, Direduc, Shopping Popular, Taguatinga, Gama, Paranoá e Sobradinho, o ônibus do projeto Detran nas Cidades também receberá as doações.

De acordo com o coordenador do projeto, Arísio Chagas Filho, o objetivo é promover uma ação solidária que envolva servidores e usuários do Detran em prol de um fazer um Natal mais feliz para diversas crianças. Os interessados em participar da campanha podem doar brinquedos novos ou usados em bom estado, até o dia 13 de dezembro.

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Simples Nacional

Empresas têm até dezembro para regularizar débitos com o GDF

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Os microempresários e os empresários de pequeno porte do Distrito Federal optantes do Simples Nacional devem ficar atentos aos comunicados emitidos pela Secretaria de Economia do Distrito Federal (SEEC).

Um total de 6.664 empresas integrantes do Simples Nacional foram notificadas à regularizarem suas pendências junto à Receita do DF. Elas têm até o dia 23 de dezembro para se manifestarem. Caso não regularizem sua situação, serão excluídas do cadastro distrital a partir de janeiro de 2020.

Os comunicados foram enviados aos contribuintes eletronicamente para o Domicílio Fiscal Eletrônico. Das empresas notificadas, 4.845 estão com débitos em aberto que totalizam uma dívida de R$ 63.236.777,65. Outras 1.819 estão com pendências cadastrais, que incluem problemas como inscrição cancelada ou com baixa indeferida.

As empresas que estão com pendências de pagamento podem fazer a negociação para quitar os débitos à vista ou parcelá-los em até 60 vezes, com parcela mínima de R$ 158,89.

Já as que possuem problemas no cadastro devem reativar sua inscrição ou solicitar a baixa. As negociações podem ser feitas virtualmente, pelo endereço agnet.fazenda.df.gov.br ou em uma das agências da Receita do DF.

O Simples Nacional é a abreviação de “Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte”. Com ele, as empresas têm uma série de benefícios, como a unificação de impostos e a redução da carga tributária.

Ao invés de pagar uma série de impostos separadamente, é emitido um Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) que engloba impostos municipais, estaduais e federais. Ao todo, são emitidos 8 tributos em uma única guia.

Para ser enquadrada nesta condição especial, as microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) precisam ter renda entre 360.000,00 e 3.600.000,00 para fins de incidência do ICMS e ISS. No caso dos outros tributos a renda vai até 4.800.000,00.

Segunda chance

Esta é a segunda vez que a Secretaria de Economia (SEEC) notifica os optantes do Simples Nacional no DF. Em setembro havia 7.147 empresas com pendência, sendo que 33% delas negociaram seus débitos. Com a iniciativa foram arrecadados R$ 3,4 milhões.

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