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Propaganda enganosa

Dietas da moda não trazem benefícios a longo prazo

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Foto/Imagem: Pixabay


A televisão, a internet e as revistas vendem um padrão de peso que não condiz com a realidade. Muitas vezes as pessoas buscam diversos artifícios para emagrecer e alcançar esse status de beleza exigido ou o “corpo fitness”. É aí que entram as chamadas dietas da moda, procedimentos que prometem efeitos fantasiosos, como perder dez quilos em uma semana.

O tema, muito discutido na mídia, alerta para a interferência na saúde dos indivíduos que buscam um milagre, mas podem acabar encontrando um problema. “O que as dietas da moda vendem é uma propaganda enganosa. A pessoa até consegue algum emagrecimento, mas não há benefícios em longo prazo. Elas podem, inclusive, trazer prejuízos à saúde e muitas vezes o peso perdido volta rápido”, aponta Nathalia Pizato, professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília.

Quais os efeitos das dietas da moda na saúde?

As dietas da moda que prometem redução de peso rápida são dissociadas dos diversos determinantes da saúde e da nutrição, e constituem padrões de comportamento alimentar não usuais, adotados entusiasticamente por seus seguidores. Seu sucesso é atribuído especialmente à motivação inicial das pessoas pelo contato com algo novo, além da promessa de resultados rápidos.

Entretanto, a adesão à dieta é temporária, uma vez que as mudanças propostas não condizem com os hábitos e o cotidiano do indivíduo. De forma geral, além de muitas vezes não possuírem embasamento científico, essas dietas criam expectativas irreais relacionadas à velocidade e à quantidade de peso perdida. Podem, ainda, causar deficiências nutricionais e potenciais riscos à saúde, se conduzidas por um longo período.

“Se alguém tenta aquela dieta dos sucos detox, por exemplo, ela emagrece em alguns dias porque ingere um número pequeno de calorias. Mas como ninguém consegue seguir com ela por muito tempo, volta aos velhos hábitos alimentares e, consequentemente, ao peso antigo. Sem falar que algumas dietas restritivas podem complicar a saúde de uma pessoa que tem predisposição a alguma doença. Se ela corta o leite, vai ter deficiência de cálcio. Se não come carne vermelha, fica sem Vitamina B12. A pessoa pode descobrir o problema da pior maneira”, explica Nathalia Pizato.

Procure orientação profissional

Não é recomendada a adoção de qualquer tipo de dieta sem a orientação de um profissional de saúde, especialmente o nutricionista. A perda de peso está diretamente ligada a uma reeducação alimentar e mudanças de hábito em longo prazo.

“Se alguém quer emagrecer, não tem outra fórmula, precisa fazer uma reeducação alimentar e praticar exercícios regularmente”, ensina Pizato. “O primeiro passo é fazer as pazes com seu corpo. Descobrir que o padrão de beleza vendido na mídia não é verdadeiro e não condiz com a realidade. Depois, é preciso montar um cardápio que conte com uma alimentação equilibrada, com frutas, hortaliças e carnes magras. Tudo isso, somado a exercícios regulares, vai conduzi-lo a um resultado mais saudável e duradouro. As dietas da moda vêm e vão. A reeducação alimentar vem e fica.”

O Guia Alimentar para a População Brasileira é o documento oficial que aborda os princípios e as recomendações de uma alimentação adequada e saudável para a população brasileira. O Guia visa facilitar o acesso das pessoas, famílias e comunidades a conhecimentos sobre características e determinantes de uma alimentação adequada e saudável, possibilitando que ampliem a autonomia para fazer melhores escolhas para sua vida, reflitam sobre as situações cotidianas e busquem mudanças em si próprios e no ambiente onde vivem.

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17 de maio

Dia Mundial da Hipertensão: Nádia Haubert alerta para riscos da doença

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Foto/Imagem: Getty Images

No dia 17 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Hipertensão, no intuito de conscientizar as pessoas sobre os malefícios da doença. Por isso, a Médica Nutróloga Nádia Haubert, do Centro Terapêutico Dr. Máximo Ravenna, explicou um pouco sobre a hipertensão, bem como deu dicas para preveni-la. Segundo Nádia, a hipertensão arterial é considerada a principal doença cardiovascular devido à sua alta prevalência, acometendo até 30% da população mundial, sendo responsável direta ou indiretamente pelas principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo. “Dentre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença, destacam-se os genéticos e os socioambientais, entre os quais a obesidade tem sido um dos mais associados. Há demonstrações de relação direta, entre o excesso de peso e o aumento dos níveis de pressão arterial”, explica.

Segundo Nádia, há consequências precoces e tardias da elevação crônica da pressão arterial. “Doenças de apresentação precoce e tardia: Acidente vascular encefálico Doença cardíaca coronária, Insuficiência cardíaca, arritmias, doença renal crônica, diabetes mellitus e Disfunção erétil”, exemplifica.

Mudar para prevenir

As mudanças no estilo de vida são de difícil implementação, de acordo com Nádia, e a sociedade como um todo deve participar deste esforço. “São importantes programas contínuos de educação em saúde dirigidos a alunos de primeiro e segundo graus; instituições; empresas; e comunidade.”

As ações de conscientização são estratégias importantes, por meio de mídia; além do fortalecimento de normas governamentais para reduzir o conteúdo de sódio e gorduras saturadas dos alimentos industrializados e aperfeiçoamento na rotulagem do conteúdo nutricional dos alimentos. “Manutenção do peso corporal, prática de atividade física, alimentação e controle do estresse são estratégias fundamentais na prevenção da hipertensão arterial.”

Exercícios físicos

“Há uma associação direta de que a redução do peso diminui a pressão arterial tanto em pessoas normais quanto em hipertensos”, explica. Independentemente da redução da pressão arterial, são vários os efeitos benéficos da redução do peso, entre eles: melhora da tolerância à glicose e do colesterol, melhora de sintomas depressivos e da apneia do sono, aumento da tolerância aos exercícios o que significa importante melhora da qualidade de vida.

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Farmacêutica Eli Lilly

Coquetel de anticorpos previne em 87% evolução para caso grave da Covid

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Redação
Foto/Imagem: Reprodução/Eli Lilly

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de um novo coquetel para tratar a Covid-19. É uma combinação de dois anticorpos diferentes, da farmacêutica Eli Lilly, indicado em casos leves e moderados da doença.

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (14), a professora de imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), Ana Maria Caetano, explicou que o medicamento preveniu em 87% a evolução para casos graves do novo coronavírus.

“Esse remédio é a combinação de dois anticorpos monoclonais, que são produzidos em laboratório e tentam imitar os anticorpos neutralizantes que faríamos naturalmente e que neutralizariam o vírus. Eles são direcionados exatamente para aquela proteína Spike, que liga o vírus à entrada da célula, e por isso tem esse efeito de impedir a infecção. O estudo de fase 3 mostra que ele é 87% eficaz, ou seja, preveniu em 87% a evolução para casos graves, como para hospitalização e necessidade de oxigênio”, disse Ana Maria.

A especialista falou ainda sobre as recomendações para o uso do coquetel. Segundo ela, ele só pode ser usado em ambiente de laboratório, pois a aplicação deve ser feita de forma endovenosa. Além disso, explicou ela, o uso do medicamento está restrito para o início da doença e somente para pessoas com comorbidades.

“Não pode ser administrado em paciente que está hospitalizado e com problema de oxigenação porque os anticorpos nesse momento podem ter um efeito contrário, que é piorar o avanço inflamatório da doença.”

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