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Em Ceilândia

DF terá hospital de campanha para ampliar combate à dengue

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Hospital de campanha dengue DF
Foto/Imagem: Freepik


O enfrentamento à dengue segue ganhando reforço no Distrito Federal. O GDF anunciou, nesta quinta-feira (1º), novas ações para ampliar o acesso ao atendimento a pessoas com sintomas da doença e para combater os focos do mosquito Aedes aegypti. A principal medida é a instalação de um hospital de campanha fortalecendo a rede de saúde pública com cadeiras de hidratação e leitos de internação. A região de Ceilândia foi escolhida para receber o hospital de campanha da Aeronáutica. A unidade será estacionada entre o Hospital do Sol e a UPA de Ceilândia a partir da próxima semana.

Atualmente, o DF conta com 176 unidades básicas de saúde, nove tendas e duas carretas atuando como porta de entrada dos pacientes com sinais como febre, mal-estar e dores no corpo.

“As tendas que instalamos se mostraram muito corretas. Estão tendo uma procura muito efetiva, com 1,5 mil atendimentos por dia. Em razão disso, nós ampliamos esse hospital de campanha da Aeronáutica. O hospital vai ser um auxílio fundamental”, definiu o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha.

Com funcionamento 24 horas, o espaço vem, principalmente, para aumentar as áreas de fornecimento de hidratação das pessoas com sinais de dengue. São esperados mais de 60 leitos dentro de um módulo grande e único, além de acoplados e tendas, a depender da necessidade.

“O que precisamos é de hidratação. Todas as ações visam aumentar a hidratação e diminuir a perda de vidas, considerando o número de casos”, afirmou a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. A expectativa é de que o hospital possa ser instalado em uma área que abarque o maior número de casos. “O local será definido pelo governador. Levaremos em conta os dados epidemiológicos”, explicou.

A medida é mais uma parceria do GDF com o Ministério da Defesa, que também cedeu nos últimos dias 247 militares para atuarem nas ações do governo. Os militares estão nas ruas nas vistorias às casas, como motoristas de fumacê e atuando nas ambulâncias, além de cederem camas de campanha.

Aumento do efetivo e de equipamentos

Para deixar o atendimento médico ainda mais robusto, o governo firmou uma parceria com duas universidades de medicina. A Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), vinculada à Universidade do Distrito Federal (UnDF), e o Centro Universitário de Brasília (Ceub) vão ceder estudantes dos últimos anos do curso para atuarem nas tendas.

“É uma mão de obra qualificada de alunos que estão no fim do curso que entrarão como voluntários. Estão todos animados em saber como isso vai funcionar. A Secretaria de Saúde (SES-DF) ainda está definindo como os estudantes vão atuar”, revelou Gustavo Rocha.

Reforço também nos UBVs, o chamado fumacê, com a publicação do chamamento para a contratação de mais 10 novas unidades. O objetivo é fazer com que o trabalho dos veículos alcance todas as Regiões Administrativas do DF. Outra área que ganhará mais fortalecimento é de limpeza às ruas, com a determinação da contratação de mais 300 caminhões para auxiliar na retirada de lixos e entulho.

Combate ao descarte irregular de lixo

Outra ação que o governo tem reforçado é o combate aos locais de descarte irregular de lixo e entulho, que são pontos de risco para proliferação do mosquito da dengue. Só em janeiro, o Serviço de Limpeza Urbana retirou 44.315 toneladas e quatro mil pneus em todo o Distrito Federal, o que corresponde a 3.692 caminhões de entulho, além de ter mapeado 58 áreas de lixo irregular para erradicação.

“Esses pontos regularmente recebem entulho. Eles foram mapeados e estamos limpando todos de uma vez. Nosso maior trabalho é plantar as mudas e cercar. Vamos continuar com esse trabalho”, destacou o diretor-presidente do SLU, Silvio de Morais Vieira.

“Temos tido dificuldade, porque alguns moradores insistem em jogar lixo na rua. Por isso, pedimos a consciência da população. Temos 23 papa-entulhos e mais de 600 papa-lixos. Não há motivo para descartar lixo em área pública”, acrescentou Vieira.

Em apenas uma semana de força-tarefa com seis operações, a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) aplicou mais de R$ 100 mil em multas por descarte irregular e acúmulo de resíduos provenientes de 111 autos de notificação e 16 autos de infração. “Isso é muito para uma semana de trabalho. Então, a gente apela para a população para que não joguem seus resíduos em área pública”, pediu o secretário de Proteção da Ordem Urbanística, Cristiano Mangueira de Sousa.

Diariamente, a secretaria conta com sete equipes em sete cidades com a participação de 30 agentes. A partir de sexta-feira (2), a DF Legal intensificará o trabalho atuando em 16 pontos de acúmulo de lixo e entulho. As denúncias continuam podendo ser feitas pelo canal 162 (Ouvidoria) e pelo 199 (Defesa Civil), esse último recebeu, só em janeiro, 4.426 chamadas.

Atualizado em 01/02/2024 – 20:23.

Secretaria da Mulher

Campanha aponta sinais de alerta que antecedem o feminicídio

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Ao Vivo de Brasília
feminicídio
Foto/Imagem: Freepik

A cada 24 horas, três mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil. O dado alarmante consta da plataforma Violência Contra as Mulheres em Dados, do Instituto Patrícia Galvão, e traz uma triste realidade que tem se espalhado pelo Brasil. Antes de o crime ser executado, no entanto, há sinais que não devem ser ignorados. São justamente esses indícios que reforçam uma atenção necessária para o trabalho preventivo.

Ao buscar ampliar a proteção às mulheres, o GDF lançou há um ano uma força-tarefa de combate ao feminicídio. Onze secretarias, órgãos do Judiciário e entidades da sociedade civil se uniram para propor uma série de políticas públicas e leis para garantir o direito das mulheres.

Pensando nessa garantia dos direitos a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) publicou um alerta nas redes sociais sobre esses sinais, para que não apenas as mulheres vítimas de violência doméstica estejam atentas, mas também pessoas próximas a elas, levantando o trabalho preventivo como uma das frentes contra o assassinato de mulheres no país.

A perigosa lua de mel

A PhD em psicologia da Saúde e neurocientista Zaika Capita destacou a importância de dar atenção aos sinais que antecedem o feminicídio e aparecem em detalhes dentro do ciclo familiar, como críticas maldosas, acusações, xingamentos e até um desprezo velado.

“O abuso não é só em formato físico, mas psicológico também. Um controle dos passos da vítima acontece para que o agressor tenha um domínio sobre ela”, explica a especialista.

Segundo Capita, a identificação de um possível agressor é possível a partir do momento que ele começa a causar uma opressão psicológica na vítima. “Ele manipula para que a mulher pense que está sempre enganada e ele sempre certo”, pontua Zaika.

Ela frisa que quando ocorre uma violência vem a fase da lua de mel – que é um período de calmaria em que o agressor implora perdão, promete que foi um caso isolado, que irá mudar e que aquilo nunca vai se repetir. Porém, em grande parte dos casos, o feminicídio ocorre na sequência.

“A violência psicológica é uma bandeira vermelha para a mulher e as pessoas próximas a ela e o nível de suportar esse tipo de situação tem que ser mínimo, sempre acompanhado de autoquestionamento. A mulher tem que ter a certeza que merece ser feliz, merece amor, fidelidade, honra”, observa.

Quebra do ciclo de violência

Zaika também está à frente do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) da 112 Sul e comenta as políticas públicas que podem ser uma grande ferramenta de saída para as mulheres que se encontram em situações de violência. “Às vezes, a mulher suporta essas situações com medo de ficar sozinha ou sem teto. Mas as políticas públicas do GDF estão preparadas para receber essa mulher e seus filhos, com abrigo, amparo psicológico e reestruturação no mercado de trabalho”, reforça.

A chefe do núcleo da Ceam lembra que o primeiro passo que a mulher pode dar para quebrar o ciclo de violência é comunicar a alguém próximo que está sendo ameaçada.

A denúncia, por sua vez, segue sendo o instrumento mais eficaz no combate à violência contra a mulher ao desempenhar papel crucial na identificação, prevenção e punição dos agressores. O DF conta com diversos mecanismos de denúncia de casos de violência doméstica.

Ao longo do primeiro ano da força-tarefa, a Secretaria da Mulher contabilizou 29 mil atendimentos realizados. Na ocasião, 19 mil vítimas receberam amparo em um dos 14 equipamentos públicos que integram a rede de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Toda a sociedade deve estar atenta às possíveis formas de agressões a mulheres. A denúncia salva e devemos proteger todas. Mulher, não dê a segunda chance, procure ajuda, saia desse ciclo de violência. E nos ajude a divulgar, porque a informação empodera a mulher”, ressalta Giselle Ferreira, à frente da Secretaria da Mulher.

Canais de atendimento

O telefone 180 é o canal geral da Central de Atendimento à Mulher, também utilizado para denúncia por terceiros. Atos de violência em andamento e urgentes são casos para a Polícia Militar do DF (PMDF), que deve ser acionada pelo 190.

Denúncias também podem ser feitas presencialmente em uma das duas unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), localizadas no centro de Ceilândia e na Asa Sul. Elas funcionam 24h por dia e as delegacias circunscricionais também contam com seções de atendimento à mulher.

Para denúncias anônimas, o canal da Polícia Civil (PCDF) pode ser ativado pelo 197 (opção 0). A corporação também disponibiliza o registro de ocorrência por meio da Maria da Penha Online. Na plataforma, a comunicante pode enviar provas com fotos, vídeos e requerer acolhimento. Além disso, as comunicações podem ser feitas por meio do e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197.

Já o aplicativo Proteja-se, permite fazer a denúncia por meio de uma única mensagem, com atendimento por meio de um chat ou em Libras. É possível incluir fotos e vídeos à solicitação. Um atendente receberá o material e o encaminhará aos órgãos do Sistema Nacional Integrado de Direitos Humanos e à rede de equipamentos de acolhimento do GDF.

Para atendimentos jurídicos e conhecimento de direitos, como guarda de filhos e outras questões, é disponibilizado o número 129, da Defensoria Pública, ramal 2. Além desses canais também há o site da Secretaria da Mulher e a rede social da pasta.

Os centros especializados de atendimento à mulher (Ceams) também atendem às mulheres, sendo oito espalhados pelo DF, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Dos Ceams, as mulheres podem ser encaminhadas para abrigos e projetos de recolocação nos mercados de trabalho, além de terem acesso a grupos de apoio. “Outras mulheres que passaram e superaram essa situação podem mostrar como foi possível virar essa chave. Porque nenhuma violência é justificada”, acrescenta Zaika.

Outra opção é procurar a Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas e tem como foco a autonomia econômica e a capacitação da mulher.

Atualizado em 22/02/2024 – 21:46.

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Agora é Lei

Pessoas em situação de rua terão direito a absorventes gratuitos no DF

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Ao Vivo de Brasília
absorventes gratuitos DF
Foto/Imagem: Freepik

Na sessão legislativa de terça-feira (20), os deputados distritais derrubaram 64 vetos do Executivo a projetos de leis dos parlamentares. Dentre eles está o PL nº 449/2019, de autoria do deputado Fábio Felix, que obriga o fornecimento de absorventes gratuitos para pessoas em situação de rua. A iniciativa visa garantir dignidade a pessoas que menstruam e estão em situação de vulnerabilidade.

O projeto havia sido aprovado em março de 2020 na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), foi vetado pelo governador Ibaneis Rocha e, agora, virou Lei. A medida coloca os Centros de Referência Especializada para População em Situação de Rua (Centro POP) e o Serviço de Abordagem Social do GDF como responsáveis pela distribuição.

“Estamos falando de um avanço civilizatório e que garante a dignidade menstrual de milhares de pessoas em situação de rua no DF. São muito tristes e preocupantes os relatos que chegam até nós, na ausência de absorventes essas pessoas arriscam sua saúde. É dever do Estado garantir o acesso à proteção adequada”, defende o deputado Fábio Felix.

Os relatos citados pelo parlamentar incluem a utilização de uma ampla gama de objetos inadequados à saúde no lugar dos absorventes menstruais: meias, plásticos, miolo de pão, jornal, peças de roupa.

Atualizado em 22/02/2024 – 21:36.

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