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Até 30 de junho

Dengue: 10 tendas de hidratação terão funcionamento prolongado

Redação

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Foto/Imagem: Renato Alves/Agência Brasília


O funcionamento dos dez centros de hidratação erguidos pelo Governo do Distrito Federal para atender os pacientes com suspeita de dengue será prorrogado até o dia 30 deste mês. Caso a demanda apresente queda expressiva, esse prazo poderá ser reduzido.

“As tendas estão cumprindo a sua missão, que é a de resolver mais de 98% dos casos suspeitos de dengue”, destaca o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Ramos. “Nosso objetivo, com essas unidades, foi garantir a assistência ao cidadão”.

De acordo com o gestor, desde 25 de maio, quando esse sistema começou a funcionar, apenas 2% dos que procuraram atendimento precisaram de remoção para os hospitais. O restante teve sua situação de saúde solucionada nos centros de hidratação.

Conforme o levantamento da Coordenação de Atenção Primária, em 19 dias de atuação dos profissionais de saúde nas tendas, 21.974 pessoas foram atendidas, sendo que, desse total, 15.550 tiveram notificação de suspeita de dengue. A produção dessas unidades resultou na hidratação e medicação de 4.369 pacientes. Durante todo esse período, 452 remoções foram feitas aos hospitais.

Portal de laudos

IGESDF lança ferramenta para resultado de exames na internet

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Foto/Imagem: Reprodução/Arte/AVB

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) está disponibilizando uma nova ferramenta para obtenção de laudos de exames laboratoriais pela internet. Os resultados poderão ser visualizados, baixados e impressos pelo paciente e pelo médico depois de apenas alguns cliques. A ferramenta estará disponível nesta sexta-feira (15) inicialmente para os exames feitos, a partir de agora, e realizados no Hospital de Base e na UPA de Ceilândia.

O paciente pode acessar a ferramenta clicando aqui. No primeiro acesso, o paciente deve digitar o login que será o próprio número do pedido, enquanto a senha será o número do atendimento, ambos constantes da solicitação do exame.

A partir de então o usuário poderá cadastrar um e-mail com o login e criar uma senha pessoal, que deverá ser validada no mesmo e-mail cadastrado. Esse passará a ser o mecanismo de acesso do paciente para acompanhar os resultados de seus exames.

Izael Lima/IGESDF

A ferramenta pode ser acessada de qualquer computador ou smartphone, após a validação do cadastro no primeiro acesso. O IGESDF lembra que os resultados dos exames deverão ser levados ao médico para diagnóstico. Ainda neste ano a nova ferramenta estará disponível para exames realizados também no Hospital de Santa Maria e nas demais UPAs.

O diretor-presidente do IGESDF, Francisco Araújo, esclarece que, com o portal de laudos, “será possível acompanhar o histórico de exames em tempo real, proporcionando ao paciente um atendimento mais ágil, evitando deslocamentos e filas, sem abrir mão dos necessários instrumentos de segurança”.

Francisco Araújo reforça que “esse é mais um serviço do instituto para a valorização daquilo que os pacientes têm de mais importante: a sua saúde”. O diretor-presidente do instituto lembra ainda que a atenção para com os usuários do sistema público de saúde e a humanização do atendimento “é uma determinação do governador Ibaneis Rocha. E nós estamos diariamente trabalhando para alcançarmos essa meta.”

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Experiência com ratos

Lítio reverte males da radiação no cérebro, concluem cientistas

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Foto/Imagem: Getty Images

Cientistas concluíram, em uma experiência com ratos, que o lítio pode reverter os malefícios da radiação no cérebro, podendo o seu uso ser promissor para tratar crianças que foram sujeitas a radioterapia e desenvolveram posteriormente déficits de memória e aprendizagem.

Os autores do estudo, publicado nesta quinta-feira (14) na revista da especialidade Molecular Psychiatry, não esclarecem se os animais testados eram saudáveis ou tinham tumores na cabeça, tal como as crianças submetidas a radioterapia, e se desenvolveram esses déficits.

De acordo com os pesquisadores do Instituto Karolinska, da Suécia, citados em comunicado pela instituição, a capacidade de memória e aprendizagem dos roedores melhorou quando foram tratados com lítio (metal) após, numa fase inicial da vida, o seu cérebro ter sido submetido a doses de radiação não especificadas.

A equipe verificou aumento da formação de novos neurônios (células) em área do cérebro (hipocampo) que é importante para a memória, durante o período em que os ratos receberam lítio, na fase de crescimento até se tornarem quase adultos.

O comunicado ressalva, no entanto, que a maturação dos neurônios em células nervosas completas só ocorreu quando o tratamento com lítio foi interrompido.

Ainda assim, a autora principal do estudo, Giulia Zanni, considera que o lítio, “dado segundo as diretrizes do modelo” testado em ratos, “pode ajudar a curar as lesões causadas pela radioterapia, mesmo ao fim de muito tempo”.

O estudo concluiu ainda que apenas as células sujeitas a radiação são afetadas pela ação do lítio.

O grupo de investigação, que pretende avançar para ensaios clínicos, já tinha sugerido anteriormente que o lítio protege o cérebro contra lesões se for administrado juntamente com a radioterapia.

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Obesidade infantil

Campanha estimula crianças a desenvolver hábitos saudáveis

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Foto/Imagem: Shutterstock

A obesidade infantil é um problema mundial de saúde pública a ser vencido. Dados do Ministério da Saúde mostram que 3 a cada 10 crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso. Por isso, pela primeira vez, o Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (13), uma campanha de prevenção e controle da obesidade infantil, para alertar e orientar as famílias sobre a importância da formação de hábitos saudáveis para que a criança se torne um adolescente e um adulto com saúde. Promover saúde, crescimento e desenvolvimento das crianças, para que elas alcancem todo o seu potencial é prioridade do governo federal.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez o lançamento da campanha durante o XV Encontro Nacional de Aleitamento Materno (XV ENAM); V Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (V ENACS); III Conferência Mundial de Aleitamento Materno (3rd WBC) e I Conferência Mundial de Alimentação Complementar (1st WCFC), que acontecem simultaneamente no Rio de Janeiro (RJ). Na ocasião, o ministro também apresentou a nova versão do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos.

O Brasil avança nas ações e estratégias que fazem parte desse esforço de cuidar do bem-estar e qualidade de vida das crianças brasileiras e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta acrescentou que novos esforços são bem vindos. “Nós vamos atrás das grandes metas. Também é preciso avançar no Congresso Nacional a regulamentação que melhora as condições para que as cantinas escolares sejam saudáveis. As escolas são outro ponto fundamental de apoio para que a gente possa ter uma melhor oferta de alimentos e que a cultura da alimentação saudável seja progressivamente incorporada”, pontuou o ministro.

Marcio Atalla, professor de educação física e especialista em nutrição, é o embaixador da Campanha da Prevenção e Controle da Obesidade Infantil. Reconhecido por estimular os hábitos que levam ao bem-estar, gravou vídeos para redes sociais para destacar a importância dos três pilares: alimentação saudável; atividade física e; brincadeiras sem TV, celular e videogame. “O Ministério da Saúde está agindo para que o país tenha uma população infantil mais saudável com boa qualidade na alimentação”, destacou Atalla, o embaixador da campanha.

O excesso de peso entre crianças brasileiras é uma preocupação para pais, profissionais de saúde, governo e sociedade. Os brasileiros mudaram a forma de se alimentar. A população passou a consumir menos alimentos naturais, como frutas e verduras, e aumentou o consumo de alimentos ultraprocessados (alimentos com altas quantidades de sal, gordura e açúcar).

Vários estudos mostram associação do consumo de alimentos ultraprocessados com excesso de peso. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) 2018 revelam a frequência de consumo de alimentos ultraprocessados no dia anterior é de 49% em crianças de 6 a 23 meses e de bebidas adoçadas em 33% para crianças de 6 a 23 meses, chegando em 68% entre crianças de 5 a 10 anos. Nessa mesma faixa etária, observa-se uma frequência de 62% de consumo de macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados, no dia anterior.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2013, já trouxe os dados que chamam atenção para o problema ao mostrar que 32,3% das crianças menores de dois anos consomem refrigerantes e sucos artificiais e 60,8% consomem biscoitos, bolachas ou bolo

Mais atividade física

O padrão de prática de atividade física também sofreu mudanças negativas ao longo dos anos. De 2001 a 2016, o Brasil foi um dos países com maior prevalência de atividade física insuficiente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças menores de 1 ano façam até 30 minutos de atividades físicas diárias, como engatinhar, movimentar os braços e ficar de barriga para baixo.

Crianças de 1 a 2 anos devem fazer até 180 minutos de atividades por dia. Entre 3 a 4 anos, os mesmos 180 minutos por dia, sendo que 60 minutos devem ser de atividades físicas moderadas ou vigorosas. Já as crianças maiores de 5 anos devem fazer 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada. O tipo de atividade vai variar de acordo com a idade da criança.

As práticas de atividades físicas são muito importantes no combate à obesidade infantil, mas também é preciso reduzir o tempo em comportamento sedentário, que para crianças, na maioria das vezes, acontece em frente a telas de computador, televisão, smartphones e tablets. Dados nacionais, mostram que somente 24% das crianças e jovens relataram ficar 2 horas ou menos por dia em frente a telas.

São fortes as evidências dos efeitos negativos do tempo prolongado em comportamento sedentário e isso ocorre independentemente de a pessoa alcançar as recomendações de atividade física. Ou seja, mesmo que as recomendações sejam cumpridas, se o tempo em frente às telas não for reduzido, os efeitos negativos podem permanecer, anulando ou se sobrepondo aos positivos. É necessário, sempre que possível, que os pais estimulem essas práticas, incluindo mais atividade física e menos comportamento sedentário na cultura familiar.

Promoção da saúde

O programa Crescer Saudável, que funciona no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE), é uma das principais estratégias do Ministério da Saúde para prevenir a obesidade infantil. Em 2019, 4.118 municípios aderiram ao Programa e receberam repasse de R$ 38,8 milhões para executarem ações de promoção da saúde.

Para o próximo ano, o repasse está vinculado ao cumprimento de 4 metas: avaliar o estado nutricional das crianças, ou seja, ir na escola pesar e medir as crianças; fazer ações de promoção da alimentação saudável e de atividade física na escola; e quando identificar uma criança com excesso de peso na escola, encaminhar para acompanhamento na Unidade de Saúde da Família (USF) para que a equipe da atenção primária possa ofertar os cuidados. A expectativa é atender 10,5 milhões de escolares menores de 10 anos.

Além do Crescer Saudável, o PSE trabalha com um conjunto de 12 ações e conta com a participação de mais de 91 mil escolas em 5.289 municípios, atendendo quase 22,5 milhões de escolares. Em 2019, já foram repassados R$ 56,7 milhões aos municípios do PSE.

Entre as ações de prevenção da obesidade infantil estão ainda a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, que qualifica os profissionais da atenção primária para incentivar o aleitamento materno e a alimentação saudável para crianças menores de dois anos; os Guias Alimentares, que oferecem recomendações oficiais sobre alimentos, alimentação e padrões alimentares e apoiam a formulação de políticas públicas nas áreas de alimentação, nutrição, saúde, agricultura, entre outras; e a Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas capas dos livros didáticos, em parceria com o Ministério da Educação.

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