Debate sobre educação pública na CLDF é marcado por protestos
Protestos, reivindicações e polêmicas, com a participação de muitos estudantes, marcaram a sessão solene que a Câmara Legislativa realizou na manhã desta terça-feira (28) para comemorar o Dia da Educação. A iniciativa foi do deputado Joe Valle e Prof. Reginaldo Veras, ambos do PDT.
Nas manifestações, os participantes cobraram mais recursos para a melhoria do sistema de ensino público, com a ampliação das contratações de professores e profissionais de apoio. “Eu admito que sou cético em relação a mudanças concretas para que tenhamos uma pátria educadora. Não dá mais para aguentar atitudes da classe política. É a sociedade civil organizada que precisa se mobilizar em favor da educação”, exortou Joe Valle.
O deputado Reginaldo Veras enfatizou que, ao contrário de Valle, “é otimista” em relação aos avanços já registrados, ao longo dos últimos 30 anos, na educação pública brasileira. “Sei das dificuldades, mas acredito que tivemos uma melhoria sim, em termos quantitativos, inclusive graças ao empenho dos nossos professores. São os alunos e professores os segmentos que devem estar à frente desse processo de construção de uma nova educação”, pregou.
Estudantes da Escola Classe 407 Norte subiram à tribuna e, ao lado da diretora Ana Paula Regis, apresentaram o projeto pedagógico diferenciado daquela entidade, que oferece educação integral aos seus alunos, com oficinas e entidades recreativas no contraturno das aulas. “Infelizmente, não temos vagas nem condições de atender a todos os que nos procuram”, lamentou a diretora.
A estudante Cecília Silva, do colégio Setor Leste (612 / 611 Sul), representando os colegas, fez um relato detalhado das carências que enfrentam no cotidiano das aulas, como a falta de professores e a precariedade das instalações das escolas. Já Janaína Fonseca, mãe de aluno do ensino especial, que estuda na rede pública, criticou o não-atendimento das demandas específicas para aqueles estudantes: “o que é uma perversidade e nos deixa numa situação de impotência e abandono”.
Polêmica
“Eu também sou favorável à escola de tempo integral. Mas gostaria de ter recursos no orçamento para ampliar o número delas”, enfatizou o secretário de Educação do DF, Júlio Gregório. Ao criticar o fato de as despesas com pessoal representarem 87,9% dos recursos da educação, no DF, o secretário propôs que os professores que fossem cedidos para cargos em outras secretarias sejam pagos com os recursos dos órgãos que os recebem, a fim de que aqueles recursos pudessem ser incorporados ao orçamento da educação.
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