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Combate ao coronavírus

Covid-19: Saúde inicia testagem em casas de acolhimento do DF

Redação

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Foto/Imagem: Breno Esaki/Secretaria de Saúde


Teve início nesta quinta-feira (14) a testagem para detectar Covid-19 nos grupos mais vulneráveis que utilizam as 41 casas de acolhimento credenciadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Um dos primeiros locais atendidos foi a Unidade de Acolhimento para Idosos (Unai), em Taguatinga, onde funcionários e usuários foram testados.

“Com os exames, queremos identificar possíveis casos assintomáticos e isolá-los para não transmitirem a doença, além de monitorar as casas e abrigos habilitados. O objetivo é proteger a população mais vulnerável de ser acometida pelo coronavírus, porque geralmente são pessoas portadores de comorbidades”, informou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares.

Na Unai, um veículo do Consultório na Rua levou a equipe de saúde formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, assistente social, psicólogo e residente. Somente nesta unidade de acolhimento, 51 pessoas fizeram o exame, sendo que uma servidora testou positivo e foi isolada dos demais pacientes.

Segundo a gerente da unidade, Ariana Siqueira, a ação se mostrou muito necessária, pois garantiu a segurança dos usuários e funcionários em tempo hábil. “Os resultados dos exames nos deram a possibilidade de desenvolver ações para acolher e, ao mesmo tempo, isolar quem estava com a doença”, ressaltou.

Para Adonias de Oliveira, de 64 anos, que está na unidade há 10 meses, a medida é importante neste momento de pandemia, pois mesmo que os frequentadores da unidade não apresentem sintomas, podem estar doentes. “É bom a gente saber o que tem. Alguns podem estar infectados e não sabem se são portadores da doença, e esses testes ajudam a descobrir”, comentou.

Aplicação

Diferentemente dos testes rápidos utilizados nos pontos de drive-thru, os usados nesta ação usam duas fitas. A primeira é para detectar a presença de anticorpos IgG e descobrir quem já teve contado com a doença, mas não está mais transmitindo.

A segunda, de anticorpos IgM, é para descobrir se o vírus está ativo. Os resultados saem em cerca de 15 minutos, cada um.

“Se o paciente testar positivo, além de orientar a coordenação da casa de acolhimento a fazer o isolamento do usuário ou funcionário, fazemos a notificação na hora, dando as orientações e o atestado”, afirmou a médica Samanta Rocha, membro da equipe que atendeu na Unidade de Acolhimento para Idosos.

Abrangência

O público-alvo nas 41 casas de acolhimento é estimado em mais de 2,4 mil pessoas, entre idosos, crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, além dos funcionários das unidades e os servidores de cada Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do Distrito Federal.

A previsão é de que todos sejam testados até 22 de maio.

Melanoma

Junho Preto: mês é dedicado à luta contra o câncer de pele

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Foto/Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O câncer é a segunda causa de morte por doenças no Brasil atrás apenas das enfermidades do aparelho circulatório. O mais incidente na população é o câncer de pele que corresponde a média de 30% dos casos registrados. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima-se mais 90 mil novos casos da doença só em 2020. Apesar de ser o menos frequente, o melanoma é o mais agressivo de todos e apresenta alta taxa de mortalidade. Com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença e fazer um alerta para a importância do diagnóstico precoce foi criado o Junho Preto.

O câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e é mais frequente em adultos brancos. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. O câncer é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos).

Quando detectado em sua fase inicial, as chances de cura da doença são de mais de 90%. Por este motivo, é essencial o acompanhamento médico quando for detectada qualquer lesão suspeita, pois apenas o exame clínico ou a biópsia podem diagnosticar o câncer de pele.

“Se o paciente se apresenta no consultório com alguma suspeita é o profissional de dermatologia que faz o diagnóstico precoce da doença. Com o auxílio de aparelhos e exames específicos são examinadas todas as lesões com pequenas alterações e que, provavelmente, virão a se tornar um melanoma”, explica o dermatologista, Erasmo Tokarski, que atua na área da Dermatologia, Estética e Cirúrgica há mais de 30 anos.

Além do diagnóstico, o dermatologista também é profissional responsável pelo tratamento e acompanhamento da doença junto ao paciente.

Prevenção e tratamento

Assim como com os outros tipos de câncer de pele, a melhor forma de prevenção ao melanoma é evitar a exposição ao sol no período em que os raios são mais intensos (entre 10h e 16h). Além disso, recomenda-se o uso de proteção adequada, como protetor solar no corpo, rosto e lábios e o uso de roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas.

A cirurgia é o tratamento mais indicado nos tumores iniciais, mas há também cuidados com quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Por ser um tipo de câncer de pele mais grave, nem sempre é possível atingir a cura do melanoma, especialmente quando o tumor é identificado numa fase muito avançada. A estratégia de tratamento para a doença em casos mais graves é amenizar seus efeitos e oferecer chance de sobrevida mais longa aos pacientes.

“Caso o melanoma se dissemine para outras partes do corpo, o que é chamado de metástase, o oncologista também é inserido no tratamento deste paciente. É ele que entra com a terapia quimioterápica no processo contra a doença. Os tratamentos ajudam a reduzir os sintomas e a aumentar a expectativa de vida dos pacientes”, pontua.

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Juntos somos mais fortes

Idoso de 92 anos com problemas renais e pulmonar vence a Covid

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Foto/Imagem: Reprodução

Recuperado da Covid-19, o aposentado Ângelo José de Oliveira, de 92 anos, tem motivos para comemorar. Após ficar 19 dias internado na UTI do Hospital Daher, ele venceu a doença e já voltou para o aconchego do lar. Ainda que afastado da família, ele está isolado em um quarto enquanto se recupera da longa internação. O contato com a família, que festejou a vitória, até mesmo com o filho Carlos Gomes de Oliveira, que mora na mesma residência, ocorre por ligação de vídeo. Tudo para manter o patriarca em um ambiente calmo, seguro e protegido.

Ângelo tem comorbidades como doença de chagas, doenças renais e doença pulmonar crônica e faz parte dos 6.931 recuperados, conforme o último boletim da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ele deu entrada, inicialmente, no Hospital Regional de Santa Maria, no dia 14 de maio. No dia seguinte, ele foi transferido para um leito de UTI contratado pela Secretaria de Saúde no Daher. A família acompanhava apreensiva, à distância, devido ao protocolo hospitalar, as notícias do pai enquanto esteve no hospital.

O filho Carlos agradeceu a assistência recebida nas duas unidades de saúde. “Desde a entrada no Hospital Regional de Santa Maria, até a ida para o Daher (em leito contratado pela SES), fomos muito bem tratados e acolhidos. Só tenho a agradecer a todos que cuidaram dele. Fica aqui o meu reconhecimento”, disse em agradecimento aos “heróis da saúde”.

Carlos lembra que o pai chegou a ser entubado na UTI e que os momentos de aflição ficaram no passado e que “agora é só alegria para os cinco filhos, netos e bisnetos”.

A equipe da rede pública de saúde permanece monitorando o senhor Ângelo e está em contato com a família.

Mais recuperados

Outros quatro pacientes também celebraram a vitória e receberam alta do Hospital Regional da Asa Norte e mais sete no Hospital de Campanha do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

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Sanear DF

Samambaia recebe força-tarefa contra o coronavírus (Covid-19)

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Foto/Imagem: Divulgação

Três palavras definiram uma ação conjunta entre os órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), nesta quinta-feira (4) em Samambaia: sanitização, conscientização e distribuição.

Por ser uma das cidades com o maior número de casos, o programa Sanear DF, coordenado pela Secretaria Executiva das Cidades, da Secretaria de Governo e a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) estiveram em todas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas estações de metrô Furnas, Samambaia Norte e Samambaia Sul, para realizar a higienização desses locais.

Os espaços foram escolhidos por concentrar uma movimentação grande de pessoas, que tem sido o objetivo do programa, segundo o diretor da Dival, Edgar Rodrigues. “Estamos nos reunindo para dar apoio a todas RA’s. Levando saúde e informações para as pessoas, respeitando esse momento.. Mas sem a ajuda da população não vamos vencer essa guerra”, conta Edgar.

O cronograma dos serviços chegou até o administrador da região, Gustavo Aires, que pontuou a importância do Sanear nesse momento em que Samambaia está com um aumento no número de infectados pelo vírus. “Sabemos da realidade que temos enfrentado e o governador Ibaneis Rocha tem mandado reforço constante para conscientizarmos a população. E um desses programas é o Sanear, que higienizou lugares essenciais pra gente”, agradeceu Aires.

Presença do Exército

Desde quando a pandemia foi declarada, os setores da saúde receberam os militares do Exército para realizarem a higienização, como a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e o Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Essa atividade foi concretizada para atender os pedidos dos profissionais de saúde e pacientes, por serem locais vulneráveis em relação a Covid-19.

Entrega de máscaras

No mesmo dia, houve a continuação da entrega de máscaras, que já tem acontecido há um mês. A administração regional de Samambaia em conjunto com DF Legal, Corpo de Bombeiros,Polícia Militar, Dival e demais envolvidos estiveram nas quadras 300 e 500 de forma a disponibilizar a proteção para os moradores e comerciários.

Além disso, somente na última quarta-feira (3), os residentes dos Morros do Sabão e Macaco receberam pelas mãos dos servidores da regional, 6 mil máscaras, fora as mais de 15 mil que já foram entregues para a população.

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