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Em busca da cura

Covid-19: dos EUA à China, países estão prontos para testar vacinas

Redação

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Foto/Imagem: Getty Images
BBC

A corrida para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus, causador da doença Covid-19, avança rapidamente.

Na terça-feira (17), o governo da China anunciou que havia desenvolvido “com êxito” uma vacina contra o vírus SARS-CoV-2 e que já havia autorizado os testes em humanos.

As autoridades chinesas não disseram quando os testes começarão.

O anúncio ocorreu um dia após os Estados Unidos iniciarem os primeiros testes em humanos de uma possível vacina. Quarenta e cinco voluntários saudáveis participam dos testes.

Porém, segundo especialistas, serão necessários vários meses – talvez até 18 – para saber se essas vacinas funcionam.

Isso porque os protocolos internacionais exigem um longo acompanhamento para saber se as vacinas são eficazes e não causam efeitos nocivos.

Veja a seguir em que pé estão algumas das principais iniciativas para desenvolver a vacina contra o novo coronavírus:

China

Segundo o governo da China, a vacina chinesa foi desenvolvida pela equipe de pesquisadores da Academia Militar de Pesquisa Médica, ligada à Academia Militar de Ciências.

A epidemióloga Chen Wei, que lidera o grupo, disse que a vacina cumpre todos os padrões internacionais e regulamentos locais, e que está pronta para “uma produção em grande escala, segura e efetiva”.

Porém, essa não é a única vacina desenvolvida na China contra o novo coronavírus.

Várias instituições chinesas disseram na terça-feira (17) que iniciarão em abril os testes clínicos para comprovar a eficiência de várias vacinas em que vêm trabalhando, segundo a agência de notícias EFE.

Uma dessas vacinas já está sendo testada em animais. Ela foi desenvolvida por um grupo que inclui pesquisadores das universidades de Pequim, Tsinghua e Xiamen, segundo o Ministério da Educação chinês.

Também em abril ocorrerão os testes de uma vacina desenvolvida na plataforma mRNA, segundo o subdiretor da Comissão Municipal de Saúde de Xangai, Yi Chengdong. Essa vacina foi criada a partir de proteínas virais derivadas das proteínas estruturais de um vírus.

EUA

Os primeiros testes de uma vacina contra o novo coronavírus nos EUA estão sendo feitos na cidade de Seattle pela organização Kaiser Permanente.

Segundo uma nota divulgada pela instituição, os primeiros quatro voluntários receberam nesta terça-feira injeções. Os testes são respaldados pelo governo.

A vacina não poderá causar a Covid-19, pois contém um código genético inofensivo copiado do vírus que provoca a doença.

Os trabalhos – financiados pelo National Institutes of Health – pularam um passo que normalmente é seguido nessas iniciativas: garantir primeiro que a vacina consiga provocar uma resposta imune em animais.

Os pesquisadores, da empresa Moderna Therapeutics, disseram que a vacina foi criada com um processo de eficácia comprovada.

“Essa vacina usa uma tecnologia pré-existente. Foi criada com um padrão muito alto, empregando coisas que sabemos que são seguras para as pessoas, e quem participa no teste será submetido a um acompanhamento muito rigoroso”, disse o médico John Tregoning, especialista em doenças infecciosas do Imperial College de Londres.

“Sim, isso está muito rápido, mas esta é uma corrida contra o vírus, e não contra outros pesquisadores, e está sendo feito pelo bem da humanidade”, afirma.

Os voluntários receberão doses diferentes da vacina experimental. Cada um será vacinado no braço em duas ocasiões, com um intervalo de 28 dias.

Alemanha

A imprensa da Alemanha noticiou no domingo (15) que o governo dos EUA havia oferecido ao laboratório alemão CureVac “grande quantias de dinheiro” para ter acesso exclusivo a uma vacina para a Covid-19 em desenvolvimento.

Segundo a revista Die Welt, o presidente Donald Trump estava fazendo “todo o possível para garantir uma vacina contra o coronavírus para os EUA, mas apenas para os EUA”.

O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, disse que a compra do laboratório CureVac pelo governo Trump estava “fora de cogitação”, e que a companhia desenvolveria a vacina “para todo o mundo”, e “não para países específicos”.

Brasil

O imunologista Jorge Kalil, diretor do laboratório de imunologia do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, lidera uma pesquisa financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para desenvolver no Brasil a vacina contra o novo coronavírus.

Desde segunda-feira, Kalil acompanha os trabalhos à distância, após seu filho ser diagnosticado com a Covid-19.

Os cientistas brasileiros sob sua liderança, ligados à Faculdade de Medicina da USP, irão sintetizar em laboratório uma parte de uma proteína do coronavírus, importante para penetração na célula.

Por meio do método, os cientistas planejam chegar, nos próximos meses, a uma vacina. Primeiro, ela será testada em camundongos. Caso os testes tragam bons resultados, a expectativa é de que possa ser aplicada em pacientes em até um ano e meio.

A vacina dos brasileiros busca recriar uma parte da proteína do vírus. A técnica se baseia no uso de partículas semelhantes a vírus (VLPs, na sigla em inglês de virus like particles) — tal semelhança faz com que sejam facilmente reconhecidas pelas células do sistema imunológico.

Desta forma, segundo os estudos brasileiros, as VLPs — que não têm material genético do vírus, o que impossibilita a replicação — são introduzidas no sistema imunológico junto com os antígenos (substâncias que fazem com que o sistema imunológico produza anticorpos).

Assim, auxiliam na produção de uma resposta do organismo ao novo coronavírus.

The Jerusalem Post

Israel afirma que terá uma vacina contra o coronavírus em junho

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Edgar Su/Reuters

Uma matéria do jornal israelense The Jerusalem Post afirma que uma equipe de cientistas do Instituto Migal possui uma vacina contra o coronavírus já em estado avançado, e que poderia estar apta para a comercialização em meados de junho. Segundo o texto, a pesquisa está sendo desenvolvida com 100% de investimento estatal.

O líder da equipe que desenvolve a vacina é o professor Chen Katz. Ele conta que o produto seria um spray, que seria aplicado de forma oral e serviria tanto para ativar a resposta imune da mucosa bucal quanto para fortalecer o sistema imunológico, com anticorpos e glóbulos brancos específicos.

Segundo o cientista, o produto não mata o vírus, mas “é capaz de evitar que ele produza uma infecção grave, poderia gerar um caso assintomático ou, no máximo, um resfriado leve”. Além disso, não geraria danos colaterais de nenhum tipo, também segundo o líder da equipe de pesquisas.

A respeito da velocidade com a que se está chegando a esse produto, Katz conta que “estamos trabalhando há quatro anos com vacinas para várias patologias, e modificamos um produto que já estava sendo desenvolvido para casos de bronquite infecciosa, e o direcionamos para o Sars-CoV-2 (nome da mutação do coronavírus que provoca a Covid-19)”.

Katz também afirma ao jornal israelense que as provas com cobaias foram bem sucedidas, e que as provas em humanos estão sendo preparadas para acontecer no dia 1º de junho.

O diário também afirma que o Instituto Migal já está trabalhando para avançar previamente com os trâmites burocráticos, para que, uma vez comprovada a eficácia em humanos, o medicamento já seja disponibilizado para uso clínico. Segundo Chen Katz, “ao ser um projeto desenvolvido com recursos públicos, esperamos que possa ser comercializado com um baixo custo, para democratizar as condições de acesso a ele”.

No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde), ao saber da descoberta, pediu para manter a cautela e não alimentar falsas esperanças. O organismo afirma que existem mais de 20 projetos científicos em desenvolvimento e que qualquer produto, para ser difundido globalmente, deverá passar primeiro por provas rigorosas para comprovar que seu uso está apto para todos os tipos de paciente.

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Pandemia de coronavírus

Estados Unidos têm disparada de mortos e falta de equipamentos

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Foto/Imagem: Stefan Jeremiah/Reuters

O número crescente de mortos na pandemia de coronavírus sobrecarregou as funerárias de Nova York, enquanto hospitais tentam atender milhares de pacientes infectados em meio a um total cada vez menor de ventiladores mecânicos e equipamentos de proteção disponíveis.

Diretores de funerárias e cemitérios descreveram uma disparada na demanda não vista em décadas, enquanto os casos de Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, ultrapassaram a casa dos 50 mil na cidade, com quase 1.400 mortos.

“De muitas maneiras, o estado de Nova York é um microcosmos dos Estados Unidos, e é por isso que eu acredito que o que acontece aqui é ilustrativo para o resto do país sobre o que vai acontecer”, afirmou o governador de Nova York, Andrew Cuomo.

Os custos humanos foram ainda mais ressaltados por novas evidências da devastação econômica trazida pela pandemia, já que mais de 90% dos norte-americanos foram ordenados a ficar em casa para enfrentar a expansão do vírus.

O governo dos Estados Unidos reportou que 6,6 milhões de norte-americanos (um recorde) se registraram para obter benefícios de seguro-desemprego, dobrando a máxima histórica registrada na semana passada.

“Você fica sem respirar”, disse Justin Hoogendoorn, diretor de estratégia de renda fixa e análise na Piper Sander, em Chicago. “Obviamente a reação imediata a algo assim será o medo”.

Texas pede que ninguém saia de casa

Nesta quinta-feira (2), o Texas se tornou o quadragésimo estado norte-americano a emitir a ordem para que todos permaneçam em suas casas para conter a propagação do vírus.

Como se a perda de emprego para 10 milhões de norte-americanos em duas semanas não fosse o bastante, o número de mortos nos Estados Unidos subiu em 950, marcando o terceiro dia seguido de altas recordes. Outras 800 mortes reportadas até então na quinta-feira levaram o número total do país para mais de 5.600 mortos, de acordo com uma contagem da agência Reuters de dados oficiais.

Os casos confirmados nos EUA passaram os 235 mil na quinta-feira, o dobro da Itália, o país com o segundo maior número de ocorrências.

A força-tarefa da Casa Branca para a pandemia estima que entre 100 e 240 mil pessoas possam morrer, mesmo se a ordem de quarentena obrigatória for respeitada.

No mundo, o número de infecções confirmados passou de 1 milhão, com mais de 50 mil mortos até a quinta-feira (2), de acordo com o centro de pesquisa da Universidade Johns Hopkins para o coronavírus.

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Johns Hopkins

Novo coronavírus já infectou mais de 1 milhão de pessoas no mundo

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Foto/Imagem: Reuters

O número de casos do novo coronavírus no mundo ultrapassou 1 milhão nesta quinta-feira (2), à medida que a pandemia explode nos Estados Unidos e que o número de mortos continua a subir na Itália e na Espanha, de acordo com uma contagem da Universidade Johns Hopkins.

O vírus matou mais de 51 mil pessoas no mundo, com o maior número de mortes na Itália, seguida pela Espanha e pelos EUA, segundo o levantamento.

Os primeiros 100 mil casos foram relatados em cerca de 55 dias e os primeiros 500 mil, em 76 dias. Os casos dobraram para 1 milhão nos últimos oito dias.

O total de casos relatados nesta quinta cresceu 10% em relação ao dia anterior, sendo a primeira vez que a taxa alcançou os dois dígitos desde que o vírus propagou-se fora da China.

Existem 117 países e territórios que relataram mais de 100 casos, 50 com surtos de mais de 1 mil, e sete tendo relatado 50 mil ou mais casos de Covid-19, principalmente na Europa.

Agora, a taxa global de letalidade está acima de 5% em relação a todos os casos confirmados, com países como o Reino Unido, os EUA e a Espanha relatando um aumento nas mortes ao longo dos últimos dias.

Cerca de 22% do total de casos foram relatados pelos EUA, enquanto Itália e Espanha registraram, cada um, 11% dos casos globais. A China, país no qual o vírus surgiu em dezembro, registrou 8% do total de casos em todo o mundo, uma vez que o epicentro da pandemia mudou-se para a Europa e para os EUA.

A Europa é responsável por mais da metade dos casos e mais de 70% das mortes relacionadas ao vírus, já que os países do sul da Europa, que tem parcela maior da população com idade avançada, têm sido particularmente atingidos com força.

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