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The Lancet Infectious Diseases

Covid-19: CoronaVac é segura e induz resposta imune, aponta estudo

Redação

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Foto/Imagem: Andre Borges/EFE
Reuters

A CoronaVac, vacina experimental contra a Covid-19 da chinesa Sinovac, induziu uma rápida reposta imune, mas o nível de anticorpos produzidos foi menor do que o visto em pessoas que se recuperaram da doença, mostraram dados preliminares dos testes clínicos com a vacina.

Embora os testes em estágios inicial e intermediário não tenham sido desenvolvidos para determinar a eficácia da CoronaVac, os pesquisadores disseram que ela pode fornecer proteção suficiente, com base na experiência com outras vacinas e em dados de estudos pré-clínicos em macacos.

O estudo vem após notícias animadoras neste mês das farmacêuticas norte-americanas Pfizer e Moderna, que mostraram que suas vacinas experimentais são mais de 90% efetivas com base em dados preliminares de estudos amplos em estágio avançado.

A CoronaVac está sendo testada em estudo em estágio avançado de fase 3 no Brasil pelo Instituto Butantan. Outras quatro candidatas a vacina desenvolvidas pela China também estão em testes de estágio avançado para determinar sua eficácia.

As descobertas da Sinovac, publicadas em artigo revisado por outros cientistas na revista médica The Lancet Infectious Diseases, são dos testes clínicos em fases 1 e 2 realizados na China, com mais de 700 participantes.

“Nossas descobertas mostram que a CoronaVac é capaz de induzir uma rápida resposta de anticorpos em quatro semanas da imunização ao dar duas doses da vacina em um intervalo de 14 dias”, disse Zhu Fengcai, um dos autores do artigo.

“Acreditamos que isso faz da vacina adequada para o uso emergencial durante a pandemia”, acrescentou Zhu em um comunicado publicado juntamente com o artigo.

Os pesquisadores disseram que os resultados do estudo amplo de fase 3 serão cruciais para determinar se a resposta imune gerada pela CoronaVac é suficiente para proteger as pessoas da infecção pelo novo coronavírus.

Além do Brasil, a CoronaVac também está sendo testada em estudo de fase 3 na Indonésia e na Turquia.

Naor Bar-Zeev, da Universidade John Hopkins, que não esteve envolvido no estudo, disse que os resultados devem ser interpretados com cautela até que os resultados da fase 3 sejam publicados.

“Mas mesmo aí, depois da conclusão dos testes em fase 3 e depois do registro, devemos permanecer prudentemente cautelosos”, disse.

Opção atrativa

A CoronaVac é uma das vacinas experimentais contra a Covid-19 que está sendo usado para inocular centenas de milhares de pessoas na China sob um programa de uso emergencial.

Gang Zeng, pesquisador da Sinovac envolvido no estudo com a CoronaVac, disse que a vacina pode ser uma opção atrativa porque pode ser armazenada em temperatura de geladeira de 2 a 8 graus Celsius e pode permanecer estável por até três anos.

“Ofereceria algumas vantagens na distribuição para regiões onde o acesso a refrigeradores é desafiador”, disse o autor.

Vacinas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna, que usam uma nova tecnologia chamada RNA mensageiro (mRNA) para ativar o sistema imune contra o vírus, exigem temperaturas mais baixas para o armazenamento.

A vacina da Pfizer precisa ser armazenada e transportada a uma temperatura de -70 graus Celsius, embora possa ser mantida em temperatura de geladeira por até cinco dias, ou por 15 dias em uma caixa com temperatura controlada. A candidata da Moderna traz a expectativa de manter-se estável em temperatura de geladeira por 30 dias, mas para uma armazenamento superior a seis meses, precisa estar a -20 graus Celsius.

O governo do Estado de São Paulo, a quem o Butantan está vinculado, espera disponibilizar a CoronaVac em janeiro, além de ter um acordo para receber doses prontas da vacina, insumos para sua formulação e envase no Butantan e para posterior produção local do imunizante.

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Covid-19

Sputnik Light: nova vacina de dose única e 79,4% eficaz é registrada na Rússia

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Divulgação/RFPI

A vacina russa contra a Covid-19, Sputnik Light, de dose única, foi registrada nesta quinta (6) na Rússia, informou o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

Sua eficácia é de 79,4%, o que é superior a muitas vacinas de duas doses, disse o desenvolvedor de imunizante.

“O Ministério da Saúde da Rússia, o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya e o RFPI anunciam o registro da vacina de dose única Sputnik Light contra a infecção do novo coronavírus”, indica o comunicado do RFPI.

A eficácia da vacina foi calculada com base nos dados dos cidadãos russos que tomaram apenas uma dose da vacina no âmbito do programa de vacinação em massa, e não receberam a segunda injeção devido a qualquer causa no período de 5 de dezembro de 2020 a 15 de abril de 2021.

“A eficácia da vacina Sputnik Light, de dose única, correspondeu a 79,4% a partir do 28º dia do recebimento do imunizante. O indicador de eficácia de cerca de 80% é superior aos indicadores de eficácia de muitas vacinas requerentes de duas injeções”, conforme o comunicado.

Ensaios clínicos

Os ensaios clínicos mostraram que a vacina Sputnik Light é eficaz contra todas as novas cepas da Covid-19. Além disso, o RFPI informou que não foi identificado nenhum evento adverso nas pessoas que receberam o imunizante.

Após recebimento da vacina Sputnik Light, a resposta imune celular contra a proteína S do novo coronavírus é formada em 100% dos vacinados no 10º dia após a vacinação.

“A vacinação de pessoas imunes ao SARS-CoV-2 com o imunizante Sputnik Light estimula em mais de 40 vezes o aumento de anticorpos IgG em 100% dos voluntários no 10º dia após a imunização”, segundo o comunicado.

A probabilidade de um vacinado com a Sputnik Light pegar Covid-19, a partir do 28º dia do recebimento do imunizante, corresponde a 0,277%. Levando em consideração o mesmo período de tempo, o risco para adultos não vacinados de se infectar é de 1,349%.

Combate à pandemia

A vacina Sputnik Light é adequada tanto para primeira vacinação e revacinação quanto para aumento da eficácia combinado com outras vacinas, disse o diretor do Centro Gamaleya, Aleksandr Gintsburg.

Gintsburg afirmou que a Sputnik Light ajudará a evitar a propagação da Covid-19 graças à imunização mais rápida de maiores grupos da população.

“Um regime de aplicação de um componente permite que um grande número de pessoas sejam vacinadas em um curto espaço de tempo, o que é especialmente importante durante a fase aguda de disseminação de focos de infecção por coronavírus entre a população e para atingir a imunidade de rebanho mais rapidamente”, disse o diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev.

A Sputnik Light não requer condições especiais de armazenamento e logística e custa menos de US$ 10 (aproximadamente R$ 53). A vacinação com apenas uma injeção permite em curto prazo imunizar maiores grupos da população e diminuir os picos epidemiológicos.

A Sputnik Light é feita do primeiro componente (adenovírus humano recombinante sorotipo 26 (Ad26)) da vacina Sputnik V, que foi a primeira vacina a ser registrada no mundo contra o coronavírus. Até 5 de maio, mais de 20 milhões de pessoas já foram vacinadas com o primeiro componente da vacina Sputnik V em todo o mundo. Ao mesmo tempo, não houve casos de trombose venosa cerebral (TVC). A produção do primeiro componente atende aos padrões mais rígidos com um procedimento de limpeza completo e quatro estágios de filtração (dois estágios cromatográficos e dois estágios de filtração tangencial).

A vacina Sputnik Light foi criada com base na plataforma estudada e testada de vetores adenovirais humanos, cujas vantagens importantes são a segurança, a eficácia e a ausência de consequências negativas de longo prazo, confirmadas em mais de 250 estudos clínicos conduzidos no mundo ao longo de duas décadas (sendo que o uso de adenovírus nas vacinas humanas começou em 1953). A vacina Sputnik V de dois componentes segue sendo a principal opção de imunização da população russa.

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Centro Vektor

Vacina EpiVacCorona tem eficácia de mais de 90%, segundo desenvolvedor

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Aleksandr Kryazhev

Os anticorpos contra o novo coronavírus, após a vacinação com o imunizante russo EpiVacCorona, se desenvolvem em mais de 90% das pessoas vacinadas, de acordo com estudos entre os grupos imunizados, afirmou o chefe do departamento de infecções zoonóticas e gripe do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor, Aleksandr Ryzhikov.

“Pesquisas independentes mostram que realmente grande parte da população reage à vacinação. Já revelamos estes números entre os voluntários, atualmente estamos realizando estudos randomizados entre os grupos imunizados, vemos que estes números são significativamente maiores que 90%”, disse Ryzhikov.

O Centro Vektor informou que os testes clínicos de injeção tripla em animais confirmaram o efeito do aumento de duração da imunidade. Para os ensaios clínicos foram usados principalmente primatas, mas também hamsters e porquinhos-da-índia, afirmou Ryzhikov. O especialista revelou que a composição da vacina não foi alterada durante os testes.

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