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Tecnologia

Coronavírus: veja os robôs usados para eliminar vírus em hospitais

Redação

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Foto/Imagem: Divulgação
Adrienne Murray

“Por favor, saia da sala, feche a porta e inicie uma desinfecção”, diz um robô.

“Agora, ele também fala em chinês”, diz Simon Ellison, vice-presidente da empresa UVD Robots, enquanto demonstra o funcionamento da máquina.

Através de uma janela de vidro, observamos como o robô navega por uma sala que imita um ambiente hospitalar e mata micro-organismos por meio de luz ultravioleta.

“O negócio já estava crescendo em um ritmo bastante alto, mas o novo coronavírus aumentou a demanda”, diz Per Juul Nielsen, executivo-chefe da companhia.

Ele afirma que “caminhões” de robôs foram enviados para a China, em particular a Wuhan, primeiro epicentro da epidemia. As vendas em outros lugares da Ásia e da Europa também estão crescendo.

“A Itália tem gerado uma demanda muito forte”, acrescenta Nielsen. “Eles realmente estão em uma situação desesperadora. É claro que queremos ajudá-los.”

Como funciona

A produção foi acelerada, e a empresa leva agora menos de um dia para fabricar um robô em suas instalações em Odense, a terceira maior cidade da Dinamarca e lar de um crescente centro de robótica.

Brilhando como sabres de luz, oito lâmpadas emitem luz ultravioleta UV-C concentrada. Isso destrói bactérias, vírus e outros micróbios nocivos, danificando seu material genético, para que não consigam se multiplicar.

Também é prejudicial para os seres humanos, por isso esperamos do lado de fora. O trabalho é realizado em 10 a 20 minutos. Depois, fica um cheiro parecido com o de cabelos queimados.

“Existem muitos organismos problemáticos que dão origem a infecções”, explica Hans Jørn Kolmos, professor de microbiologia clínica da Universidade do Sul da Dinamarca, que ajudou a desenvolver o robô.

“Se você aplicar uma dose adequada de luz ultravioleta em um período adequado de tempo, poderá ter certeza de que se livrará deles”.

Ele acrescenta: “Esse tipo de desinfecção também pode ser aplicado a situações epidêmicas, como a que vivemos agora”.

Robôs podem matar o novo coronavírus?

O robô foi lançado no início de 2019, após seis anos de colaboração entre a empresa Blue Ocean Robotics e o Odense University Hospital.

Ao custo de US$ 67 mil (R$ 340 mil) cada, o robô foi projetado para reduzir a probabilidade de infecções hospitalares, que podem ser difíceis de tratar e podem causar mortes.

Embora não tenha sido feito nenhum teste específico para provar a eficácia do robô contra o novo coronavírus, Nielsen está confiante de que funciona.

“Ele é muito semelhante a outros coronavírus, como os de Mers e Sars. E sabemos que eles estão sendo mortos pela luz UV-C”, diz.

Lena Ciric, professora associada da University College London e especialista em biologia molecular, concorda que os robôs de desinfecção por UV podem ajudar a combater o coronavírus.

Os robôs de desinfecção não são uma “bala de prata”, diz Ciric. Mas ela acrescenta: “Eles (as máquinas) fornecem uma linha extra de defesa”.

Para ser totalmente eficaz, o UV precisa incidir diretamente sobre uma superfície. Se as ondas de luz estiverem bloqueadas por sujeira ou obstáculos, essas áreas de sombra não serão desinfetadas. Portanto, primeiro é necessária a limpeza manual.

Robôs nos hospitais

A luz UV é usada há décadas na purificação de água e ar e usada em laboratórios. Mas combiná-las com robôs autônomos é algo recente.

A empresa americana Xenex possui o LightStrike, que deve ser ajustado manualmente e fornece luz UV de alta intensidade a partir de uma lâmpada em forma de U. A empresa teve um aumento nas encomendas da Itália, Japão, Tailândia e Coreia do Sul.

A Xenex diz que estudos mostram que o produto é eficaz na redução de infecções adquiridas em hospitais e no combate às chamadas superbactérias. Em 2014, um hospital texano usou a máquina na limpeza após um caso de ebola.

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Mais de 500 unidades de saúde, principalmente nos EUA, possuem a máquina. Na Califórnia e no Nebraska, ele já foi utilizado para desinfetar salas de hospitais onde pacientes com coronavírus receberam tratamento, segundo o fabricante.

Na China, onde o surto começou, houve a adoção de novas tecnologias para ajudar a combater a doença. O país já é o que mais gasta com sistemas de drones e robótica, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa global IDC.

Leon Xiao, gerente de pesquisa da consultoria IDC China, diz que os robôs são usados ​​para uma série de tarefas, principalmente desinfecção, entrega de medicamentos, dispositivos médicos e remoção de resíduos e verificação de temperatura.

“Acho que isso é um avanço para um maior uso da robótica tanto em hospitais quanto em outros locais públicos”, diz Xiao. No entanto, o espaço nos hospitais para implantar robôs e a aceitação pela equipe são desafios, segundo ele.

Inovações

O novo coronavírus levou as empresas chinesas de robótica a inovar. A YouiBot, com sede em Shenzhen, já estava fabricando robôs autônomos e rapidamente adaptou sua tecnologia para fabricar um dispositivo de desinfecção.

“Estamos tentando fazer algo (para ajudar), como todo mundo aqui na China”, diz Keyman Guan, da YouiBot.

startup adaptou sua base robótica e software existentes, adicionando câmeras térmicas e lâmpadas emissoras de UV-C. “Para nós, tecnicamente, não é tão difícil quanto você imagina… na verdade, é como Lego”, diz Guan.

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Já foi usado em fábricas, escritórios, aeroporto e hospital em Wuhan. “Ele está atuando agora no armazém de bagagens, verificando a temperatura do corpo durante o dia e matando vírus durante a noite”, diz.

No entanto, a eficácia do robô ainda não foi avaliada. E, enquanto isso, o fechamento de fábricas e outras restrições para conter o novo coronavírus dificultam a obtenção de peças.

“A falta de um único componente nos impede de construir”, acrescenta Guan, embora ele observe que as coisas melhoraram nas últimas semanas.

“Não há muitas coisas boas a dizer sobre epidemias”, diz o professor Kolmus, mas ela forçou a indústria “a encontrar novas soluções”.

Sem ação do homem

Ar mais puro da Terra está sobre o Oceano Antártico, diz estudo

Redação

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Foto/Imagem: Alexandre Meneghini/Reuters

Cientistas norte-americanos dizem ter encontrado o ar mais limpo do mundo, livre de partículas causadas pela atividade humana, na região do Oceano Antártico, que banha a Antártida. O estudo inédito, que observou um ar “verdadeiramente intocado”, baseou-se na análise de bioaerossóis, partículas que contêm organismos vivos libertadas pelos ecossistemas terrestres e marinhos na atmosfera.

“Os aerossóis presentes nas propriedades das nuvens do Oceano Antártico estão fortemente ligados aos processos biológicos do oceano, e a Antártida parece estar isolada da dispersão de micro-organismos e da deposição de nutrientes vindos dos continentes do Sul”, explicou em comunicado Thomas Hill, coautor da publicação.

A bordo de uma embarcação que rumou a sul desde a Austrália até ao gelo da Antártida, os cientistas da Universidade do Colorado recolheram amostras do ar ao nível da água, por ser a parte da atmosfera que tem contacto direto com o oceano e que alimenta as nuvens mais baixas.

Depois de examinarem a composição dos organismos transportados pelo ar, que são encontrados na atmosfera e muitas vezes são trazidos pelo vento desde regiões a quilômetros de distância, os cientistas concluíram que as origens desses organismos vinham do oceano, e não de continentes distantes.

A ausência de aerossóis vindos de massas terrestres distantes e de atividades humanas, resultantes da poluição provocada pela queima de combustíveis fósseis, plantação de determinadas culturas, uso de fertilizantes ou águas poluídas, não tendem, portanto, a viajar pelo ar até à Antártida, conclui a investigação.

“No fundo, o estudo sugere que o Oceano Antártico é um dos muito poucos sítios na Terra que foi minimamente afetado pelas atividades antropogénicas (derivadas de atividades humanas)”, sublinhou o coautor Thomas Hill. O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, descreve o ar da região como “verdadeiramente intocado”.

Os cientistas defendem que os resultados revelam uma grande diferença em relação a todos os outros estudos feitos em oceanos, tanto no hemisfério norte como nos subtrópicos, nos quais foram encontrados micróbios trazidos pelo vento desde outros continentes.

A poluição atmosférica já é uma crise de saúde pública global que mata sete milhões de pessoas a cada ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários estudos comprovaram que essa poluição aumenta o risco de doenças cardíacas e cancro dos pulmões.

Mais de 80% das pessoas que vivem em áreas urbanas onde a poluição do ar é monitorizada estão expostas a níveis de qualidade do ar que excedem os limites definidos pela OMS, sendo que os países com economias mais frágeis são os mais afetados.

Outros estudos já revelaram que a poluição do ar pode espalhar-se de tal forma que acaba por afetar milhares de pessoas a muitos quilômetros de distância do local onde foi originada.

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Forças Armadas dos EUA

Pentágono prevê vacina contra a Covid-19 até o final deste ano

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Foto/Imagem: Dado Ruvic/Reuters

A diretora do Programa de Pesquisa de Doenças Infecciosas das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), coronel Wendy Sammons-Jackson, disse que é razoável esperar que algum tipo de vacina para o novo coronavírus esteja disponível para parte da população norte-americana até o fim deste ano.

O secretário de Defesa, Mark Esper, prometeu, em 15 de maio, que as Forças Armadas norte-americanas e outras áreas do governo iriam, em colaboração com o setor privado, produzir uma vacina em escala para tratar a população do país e seus parceiros pelo mundo até o fim do ano.

Outro pesquisador do Exército, Kayvon Modjarrad, afirmou que os pesquisadores estão aprendendo sobre o novo coronavírus mais rápido do que sobre qualquer outro vírus anteriormente.

“Então, chegar a uma vacina em questão de meses, do conceito até a fase 3 de testes clínicos e com potencial de licenciamento, não tem precedentes. Mas, neste caso, acredito muito que seja possível”.

Pesquisadores disseram que o trabalho envolve empresas como AstraZeneca, Johnson & Johnson, Moderna e Sanofi para desenvolver medicamentos de anticorpos e vacinas. Os militares planejam testar sua própria vacina em pessoas no fim do verão no Hemisfério Norte.

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Avifavir

Rússia anuncia antiviral como promissor contra a Covid-19

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Foto/Imagem: Dimitar Dilkoff/AFP

A Rússia disponibilizará seu primeiro remédio aprovado para o tratamento de pacientes de Covid-19 a partir da próxima semana, disse sua financiadora estatal à Reuters, uma medida que a nação espera diminuir a pressão sobre o sistema de saúde e acelerar a volta à atividade econômica normal.

Os hospitais russos podem começar a dar o remédio antiviral, registrado com o nome Avifavir, aos pacientes a partir de 11 de junho, disse o chefe do fundo soberano RDIF à Reuters em uma entrevista. Ele disse que a empresa responsável pelo remédio o fabricará em quantidade suficiente para tratar cerca de 60 mil pessoas por mês.

Atualmente, não existe vacina para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e os testes de vários remédios antivirais em humanos ainda não comprovaram sua eficiência.

Um novo remédio antiviral da Gilead, chamado Remdesivir, se mostrou promissor em alguns testes pequenos de eficiência contra Covid-19 e está sendo dado a pacientes de alguns países seguindo regras de uso compassivo ou emergencial.

O Avifavir, conhecido genericamente como Favipiravir, foi desenvolvido inicialmente nos anos 1990 por uma empresa japonesa comprada mais tarde pela Fujifilm quando esta migrou para o setor de saúde.

O chefe do RDIF, Kirill Dmitriev, disse que cientistas russos modificaram o remédio para otimizá-lo e que Moscou estará pronta para compartilhar os detalhes destas modificações dentro de duas semanas.

O Japão vem testando o mesmo medicamento, conhecido lá como Avigan. O primeiro-ministro, Shinzo Abe, o elogiou e lhe concedeu o equivalente a 128 milhões de dólares de financiamento estatal, mas ainda não aprovou seu uso.

O Avifavir apareceu em uma lista de remédios aprovados pelo governo russo no sábado.

Dmitriev disse que testes clínicos do remédio foram realizados com 330 pessoas e que mostraram que ele tratou o vírus com sucesso dentro de quatro dias na maioria dos casos.

Os testes devem ser concluídos em cerca de uma semana, disse ele, mas o Ministério da Saúde aprovou o uso do medicamento graças a um processo acelerado especial e a fabricação começou em março.

Dmitriev disse que a Rússia conseguiu reduzir o cronograma dos testes, que costumam durar muitos meses, porque o genérico japonês no qual o Avifavir se baseou foi registrado em 2014 e passou por testes consideráveis antes de especialistas russos o modificarem.

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