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Gripezinha?

Coronavírus: Brasil já tem 3.904 casos confirmados e 114 mortes

Redação

Publicado

Foto/Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil


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Subiu para 114 o número de mortes em decorrência da pandemia do novo coronavírus no Brasil, informou neste sábado (28) o Ministério da Saúde. O número de confirmados já chega a 3.904.

Nas últimas 24 horas encerradas às 15h, 487 novos casos foram confirmados, alta de 14% de em relação ao dia anterior.

No início, o ministério chegou a divulgar 111 mortes, mas depois corrigiu para 114. Ontem, eram três mortos no Ceará. Hoje, a tabela do Ceará tinha apenas um morto em vez de quatro, por isso a divergência.

Das vítimas fatais, 90% são idosos e 84% apresentavam pelo menos um fator de risco, segundo o ministério.

Em entrevista coletiva para divulgar os novos dados, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o país está enfrentando dificuldades para comprar equipamentos de proteção individual (EPIs) e defendeu uma regulamentação desse mercado, bem como as medidas de isolamento social.

“É mais uma razão para que a gente fique em casa parado até que a gente consiga colocar os EPIs nas mãos dos profissionais da saúde”, afirmou, emendando que “se todo mundo sair para a rua” e contrair o vírus faltarão equipamentos para atender pacientes de todas as classes sociais.

Na coletiva, o ministro também disse que “não existe quarentena vertical, nem horizontal” no país. “O lockdown [fechamento total] pode acontecer em algum momento em algumas cidades, o que não existe um lockdown em todo o território brasileiro”, afirmou.

Nesta semana, ocorreram em algumas capitais carreatas pelo fim do das medidas de isolamento social. O ministro disse que esses eventos não são recomendados e que pessoas que participam deles hoje podem precisar do sistema de saúde amanhã.

Mandetta explicou que a epidemia do novo coronavírus “é totalmente diferente da de H1N1” e destacou que naquela ocasião havia um medicamento que todo mundo tinha à mão. O ministro alertou que quem “raciocinar pensando nessa [H1N1] que foi assim vai errar feio”, afirmou.

“A conta [que deve ser feita] é: esse vírus ataca o sistema de saúde e ataca a sociedade como um todo, ataca logística, educação, economia. Uma série de setores do mundo”, disse o ministro. “Vamos ter que estudar muito esse vírus, esse inimigo no nosso meio [da saúde].”

O ministro informou que até segunda-feira entrará em contato com as secretarias estatuais e municipais de Saúde para confirmar o número exato de leitos de UTI disponíveis no Sistema Único de Saúde e na rede privada. E afirmou que estados que não repassarem informações poderão responder administrativamente.

“Não vamos tocar isso cada um olhando para o seu umbigo. O Brasil é uma nave só. Vamos ter que usar inteligência, pouca ação de reflexo.”

Mandetta afirmou ainda que o governo trabalha para construir um consenso com estados para garantir a logística de abastecimento de mercadorias e alimentos nas regiões mais carentes do país durante o período de distanciamento social.

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