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Meio Ambiente

Clima: 11 mil cientistas alertam para “sofrimento incalculável”

Redação

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Foto/Imagem: Stephen Lam/Reuters
NHK - Emissora pública de televisão do Japão

Para marcar os 40 anos da primeira conferência mundial sobre o clima, realizada em Genebra em 1979, mais de 11 mil cientistas de 153 países alertaram para o “sofrimento incalculável” que as alterações climáticas irão provocar, a menos que haja grandes transformações na sociedade.

“Declaramos clara e inequivocamente que o planeta enfrenta uma emergência climática”, dizem os cientistas em artigo publicado na revista BioScience. “Para garantir um futuro sustentável, precisamos mudar a forma como vivemos”.

“Isso implica grandes transformações no modo como a sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”, acrescentam os cientistas, alertando ainda que não há tempo a perder.

“A crise climática já chegou e avança mais rápido do que a maioria dos cientistas esperava. É mais grave do que se pensava e ameaça ecossistemas naturais e o destino da humanidade”.

As medidas sugeridas pelos especialistas passam por deter o crescimento populacional – atualmente há mais 200 mil pessoas no mundo a cada dia -, reduzir a utilização de combustíveis fósseis por meio da aplicação de taxas e substituindo-a por energias renováveis, impedir a destruição de florestas e diminuir o consumo de carne.

Áreas da terra inabitáveis

Outra prática que traz “sinais profundamente perturbadores” em termos de clima é a atividade aérea, com o número de passageiros aumentando significativamente. “A crise climática está ligada ao excessivo consumo de um estilo de vida rico”, defendem os especialistas.

“Essas reações climáticas em cadeia podem causar perturbações significativas nos ecossistemas, na sociedade e nas economias, tornando vastas áreas da terra inabitáveis”, advertem.

“A boa notícia é que uma mudança, com justiça social e econômica para todos, levará a um bem-estar muito superior àquele que sentimos atualmente”.

Os mais de 11 mil cientistas de 153 nacionalidades colaboraram para a elaboração dessa mensagem. O professor William Ripple, principal autor do comunicado, diz ter sentido a necessidade de passar a mensagem para que sejam entendidas todas as causas e efeitos dessa crise, e não apenas os problemas mais abordados como as emissões de carbono e o aumento da temperatura global.

Covid-19

China tem 1.870 mortes por novo coronavírus e 72,5 mil infectados

Redação

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Foto/Imagem: Tingshu Wang/Reuters

O número de mortos na China pelo novo coronavírus (Covid-19) chegou a 1.870 nesta terça-feira (18), informaram autoridades de saúde do país. Foram registradas 98 novas mortes desde o último levantamento, que indicava 1.772 vítimas fatais.

O total de casos confirmados na China ficou em 72.528, aumento de 1.893 em um dia. Fora do país, as autoridades chinesas afirmam que há 800 casos confirmados.

O maior foco da doença fora da China é o navio Diamond Princess, que está em quarentena no Japão desde o dia 3 de fevereiro e onde há 542 infectados.

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Doença respiratória

Coronavírus: China já soma 1.770 mortes. Escolas seguem fechadas

Redação

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Foto/Imagem: Navesh Chitrakar/Reuters

Autoridades do setor de saúde na China informaram que mais 105 pessoas morreram, principalmente na Província de Hubei, em decorrência de infecção pelo novo coronavírus, elevando o total de mortes no país para 1.770.

O número de infectados se elevou em 2.048, incluindo aqueles que foram clinicamente diagnosticados, o que aumenta o total de vítimas na China para 70.548.

Representantes da área de saúde em Hubei divulgaram instruções pedindo o controle mais severo possível em 24 horas, e o monitoramento de pessoas em cada complexo residencial e vilarejo. Também pede aos moradores que adquiram alimentos e remédios.

As medidas são adotadas por toda a China continental para evitar maior difusão do vírus. Autoridades determinam que todas as pessoas que regressem a Pequim permaneçam em casa durante duas semanas a fim de monitorar seu estado de saúde.

Escolas permanecem fechadas

As escolas na China decidiram adiar o reinício das aulas, por causa da disseminação do novo coronavírus.

As escolas de ensino fundamental planejavam reiniciar as aulas na segunda-feira após o feriado prolongado do Ano Novo Lunar. Entretanto, algumas instituições dizem agora que não devem reabrir até, no mínimo, o dia 2 de março.

Autoridades educacionais passaram a oferecer material de aprendizado online para estudantes.

Eles incluem vídeos com professores ensinando inglês e matemática, além de instruções sobre como evitar a contaminação pelo vírus.

Escolas para estudantes japoneses em Pequim, Xangai e Guangzhou também adiaram o reinício das aulas para o dia 2 de março ou mais tarde.

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65 mil infectados no mundo

França registra primeira morte na Europa pelo novo coronavírus

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Daniel Leal-Olivas/AFP

Um turista chinês de 80 anos infectado pelo novo coronavírus (Covid-19) morreu na França, sendo esta a primeira morte na Europa, anunciou neste sábado (15) a ministra da Saúde francesa, Agnès Buzyn.

Esta morte é “a primeira fora da Ásia e a primeira na Europa”, disse a ministra durante uma conferência de imprensa.

O homem, originário da província de Hubei – a mais afetada na China -, chegou à França em 16 de janeiro e foi internado no Hospital Bichat, na capital francesa, em 25 de janeiro.

Esta é a quarta morte reportada fora da China continental e a primeira na Europa.

China

A China anunciou neste sábado (15) a morte de 143 pessoas nas últimas 24 horas no país devido ao coronavírus Codiv-19, elevando para 1.523 o número de vítimas fatais da epidemia na China continental.

De acordo com a Comissão Nacional de Saúde, o número de infetados no interior da China (que exclui Macau e Hong Kong) cresceu 2.641, para 66.492.

No mesmo período em análise, 1.373 pessoas receberam alta hospitalar.

Por outro lado, só na província chinesa Hubei, epicentro do novo coronavírus, designado Covid-19, foram reportadas mais 139 mortos nas últimas 24 horas, elevando para 1.457 o número de pessoas mortas na província, segundo os dados da Comissão de Saúde de Hubei.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

O coronavírus Covid-19 provocou até agora 1.527 mortos e infetou cerca de 65 mil pessoas a nível mundial.

A maioria esmagadora dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detectada no final do ano.

Além de 1.523 mortos na China continental, já foram registradas mais 4 mortes: uma na região chinesa de Hong Kong, uma nas Filipinas, uma no Japão e, hoje, uma na França.

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