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Phys.org

Cientistas descobrem como neutralizar o coronavírus em menos de 1 segundo

Redação

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Foto/Imagem: Pixabay


Um grupo de cientistas da Universidade do Texas A&M descobriu um modo para neutralizar o SARS-CoV-2, coronavírus causador da Covid-19, em menos de um segundo, segundo estudo publicado no portal Phys.org.

As pesquisas mostram um sistema experimental que demonstra que a exposição do SARS-CoV-2 a altas temperaturas, por menos de um segundo, pode ser suficiente para neutralizar o vírus de modo que o impossibilite de contagiar outras pessoas.

Os cientistas aqueceram a quase 72ºC a seção de um tubo de aço inoxidável, através do qual passava a solução que continha o coronavírus, durante aproximadamente meio segundo, para posteriormente a resfriar rapidamente.

Desta forma, foi possível notar que o processo térmico pode reduzir a quantidade do vírus na solução em 100 mil vezes, o que seria o suficiente para neutralizá-lo e prevenir a transmissão em um período significativamente mais curto do que se acreditava ser possível até agora, entre um e vinte minutos.

“O potencial impacto é muito alto […] Tinha curiosidade em saber quão altas são as temperaturas que podemos aplicar em um período de tempo tão curto e ver se, de fato, poderíamos tornar o coronavírus inativo por calor em muito pouco tempo”, explicou Arum Han, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Informática da Universidade do Texas A&M e coautor do estudo.

O professor acredita que o método encontrado possa ser implementado com os sistemas de calefação, ventilação e ar condicionado existentes.

Além disso, o método poderia ser utilizado para combater outros vírus como o da gripe, que também se propaga pelo ar, caso consigam desenvolver um sistema de purificação de ar a partir desta descoberta.

Por fim, os cientistas pretendem construir um chip de teste em escala de microfluídos que permitam tratar com calor os vírus durante períodos mais curtos, com esperança de identificar uma temperatura que permita deixá-lo inativo, inclusive com um tempo de exposição curto.

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Covid-19

Sputnik Light: nova vacina de dose única e 79,4% eficaz é registrada na Rússia

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Divulgação/RFPI

A vacina russa contra a Covid-19, Sputnik Light, de dose única, foi registrada nesta quinta (6) na Rússia, informou o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

Sua eficácia é de 79,4%, o que é superior a muitas vacinas de duas doses, disse o desenvolvedor de imunizante.

“O Ministério da Saúde da Rússia, o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya e o RFPI anunciam o registro da vacina de dose única Sputnik Light contra a infecção do novo coronavírus”, indica o comunicado do RFPI.

A eficácia da vacina foi calculada com base nos dados dos cidadãos russos que tomaram apenas uma dose da vacina no âmbito do programa de vacinação em massa, e não receberam a segunda injeção devido a qualquer causa no período de 5 de dezembro de 2020 a 15 de abril de 2021.

“A eficácia da vacina Sputnik Light, de dose única, correspondeu a 79,4% a partir do 28º dia do recebimento do imunizante. O indicador de eficácia de cerca de 80% é superior aos indicadores de eficácia de muitas vacinas requerentes de duas injeções”, conforme o comunicado.

Ensaios clínicos

Os ensaios clínicos mostraram que a vacina Sputnik Light é eficaz contra todas as novas cepas da Covid-19. Além disso, o RFPI informou que não foi identificado nenhum evento adverso nas pessoas que receberam o imunizante.

Após recebimento da vacina Sputnik Light, a resposta imune celular contra a proteína S do novo coronavírus é formada em 100% dos vacinados no 10º dia após a vacinação.

“A vacinação de pessoas imunes ao SARS-CoV-2 com o imunizante Sputnik Light estimula em mais de 40 vezes o aumento de anticorpos IgG em 100% dos voluntários no 10º dia após a imunização”, segundo o comunicado.

A probabilidade de um vacinado com a Sputnik Light pegar Covid-19, a partir do 28º dia do recebimento do imunizante, corresponde a 0,277%. Levando em consideração o mesmo período de tempo, o risco para adultos não vacinados de se infectar é de 1,349%.

Combate à pandemia

A vacina Sputnik Light é adequada tanto para primeira vacinação e revacinação quanto para aumento da eficácia combinado com outras vacinas, disse o diretor do Centro Gamaleya, Aleksandr Gintsburg.

Gintsburg afirmou que a Sputnik Light ajudará a evitar a propagação da Covid-19 graças à imunização mais rápida de maiores grupos da população.

“Um regime de aplicação de um componente permite que um grande número de pessoas sejam vacinadas em um curto espaço de tempo, o que é especialmente importante durante a fase aguda de disseminação de focos de infecção por coronavírus entre a população e para atingir a imunidade de rebanho mais rapidamente”, disse o diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev.

A Sputnik Light não requer condições especiais de armazenamento e logística e custa menos de US$ 10 (aproximadamente R$ 53). A vacinação com apenas uma injeção permite em curto prazo imunizar maiores grupos da população e diminuir os picos epidemiológicos.

A Sputnik Light é feita do primeiro componente (adenovírus humano recombinante sorotipo 26 (Ad26)) da vacina Sputnik V, que foi a primeira vacina a ser registrada no mundo contra o coronavírus. Até 5 de maio, mais de 20 milhões de pessoas já foram vacinadas com o primeiro componente da vacina Sputnik V em todo o mundo. Ao mesmo tempo, não houve casos de trombose venosa cerebral (TVC). A produção do primeiro componente atende aos padrões mais rígidos com um procedimento de limpeza completo e quatro estágios de filtração (dois estágios cromatográficos e dois estágios de filtração tangencial).

A vacina Sputnik Light foi criada com base na plataforma estudada e testada de vetores adenovirais humanos, cujas vantagens importantes são a segurança, a eficácia e a ausência de consequências negativas de longo prazo, confirmadas em mais de 250 estudos clínicos conduzidos no mundo ao longo de duas décadas (sendo que o uso de adenovírus nas vacinas humanas começou em 1953). A vacina Sputnik V de dois componentes segue sendo a principal opção de imunização da população russa.

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Centro Vektor

Vacina EpiVacCorona tem eficácia de mais de 90%, segundo desenvolvedor

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Aleksandr Kryazhev

Os anticorpos contra o novo coronavírus, após a vacinação com o imunizante russo EpiVacCorona, se desenvolvem em mais de 90% das pessoas vacinadas, de acordo com estudos entre os grupos imunizados, afirmou o chefe do departamento de infecções zoonóticas e gripe do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor, Aleksandr Ryzhikov.

“Pesquisas independentes mostram que realmente grande parte da população reage à vacinação. Já revelamos estes números entre os voluntários, atualmente estamos realizando estudos randomizados entre os grupos imunizados, vemos que estes números são significativamente maiores que 90%”, disse Ryzhikov.

O Centro Vektor informou que os testes clínicos de injeção tripla em animais confirmaram o efeito do aumento de duração da imunidade. Para os ensaios clínicos foram usados principalmente primatas, mas também hamsters e porquinhos-da-índia, afirmou Ryzhikov. O especialista revelou que a composição da vacina não foi alterada durante os testes.

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