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Dra. Lucíola Pontes

Câncer poderia ser prevenido em metade dos casos, diz oncologista

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Dia Mundial de Combate ao Câncer
Foto/Imagem: Freepik


A incidência de câncer tem aumentado consideravelmente nos últimos anos e tornado a doença um problema de saúde pública. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a cada ano, são diagnosticados mais de 700 mil casos. Esse número, no entanto, poderia ser reduzido até pela metade com a adoção de um estilo de vida mais saudável e a realização de exames de rastreamento e de rotina – muitos deles capazes de detectar condições pré-cancerígenas.

De acordo com Dra. Lucíola Pontes, oncologista e líder médica do Centro de Cuidado em Oncologia e Hematologia do Hcor, um estilo de vida saudável melhora todas as áreas do corpo e atrasa o desenvolvimento de várias doenças. “Comer alimentos balanceados, não exagerar no consumo de álcool, fazer exercícios físicos e não fumar são apenas alguns pontos que podem ajudar a retardar o aparecimento de cânceres no geral e de doenças vasculares”, explica.

Outra maneira de cuidar da saúde é realizando exames preventivos e de rotina, importantes em duas frentes na luta contra a doença – alguns com a capacidade de rastrear condições pré-cancerígenas e outros fundamentais para a detecção precoce da condição, possibilitando terapias mais simples e efetivas, com aumento significativo das chances de cura.

“É fundamental que o indivíduo busque orientação médica para avaliar a necessidade de check-ups anuais de rastreamento, geralmente a partir dos 40 anos. Para indivíduos com casos de câncer na família, é recomendado iniciar antes. O diagnóstico precoce é imprescindível e ajuda muito nas chances de cura”, afirma Dra. Lucíola.

A oncologista também reforça a necessidade de ouvir os sinais que o corpo dá. “Às vezes, é uma dor que não passa, uma mancha que não desaparece, então, é muito importante averiguar o mais rápido possível para descartar a hipótese de câncer. Os jovens também precisam se cuidar e tomar mais cuidado com o estilo de vida que adotam, pois a incidência nesse grupo vem crescendo consideravelmente”.

Ainda que a medicina esteja avançando regularmente e estejam sendo criados centros de cuidado específicos para cada tipo de câncer, muitas pessoas ainda vêm a óbito por descobrirem a doença em estágios avançados.

Para ampliar o acesso da população a programas de prevenção, recentemente foi aprovado um Projeto de Lei (Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer) que visa diminuir a incidência, contribuir para a melhoria da qualidade de vida do paciente, reduzir a mortalidade e assegurar acesso ao cuidado integral. “Por isso, é muito importante controlar os fatores de risco e manter a saúde em dia. Somente com a prevenção será possível ver o número de casos cair”, finaliza.

Atualizado em 03/02/2024 – 07:41.

24 de fevereiro

Sábado é dia de vacinação contra dengue, covid-19 e outras doenças

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Ao Vivo de Brasília
Vacinação SES-DF
Foto/Imagem: Tony Oliveira/Agência Brasília

Sábado (24) é dia de vacinação no Distrito Federal. No evento GDF Mais Perto do Cidadão, que ocorre no Varjão, das 9h às 12h, e em 18 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em outras Regiões Administrativas, bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos poderão se proteger contra doenças como covid-19, tétano e febre amarela, conforme os imunizantes indicados para cada faixa etária. Nas UBSs, as crianças de 10 e 11 anos também poderão receber a vacina contra a dengue.

Os atendimentos começam às 8h. Em onze UBSs, o trabalho vai até às 17 horas. Em outras sete, o funcionamento encerra ao meio-dia. A lista completa com endereços e horários está disponível aqui.

A orientação do GDF é levar documento e cartão de vacinação. A equipe de saúde vai analisar como estão todos os esquemas vacinais e fazer a atualização conforme a necessidade. Em alguns casos, é possível receber até mais de uma vacina no mesmo dia e garantir a proteção contra diversas doenças de uma só vez.

Atualizado em 23/02/2024 – 22:47.

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Boletim Epidemiológico N.º 7

DF registra 84 mil casos notificados de dengue desde o início do ano

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Ao Vivo de Brasília
Dengue mosquito Aedes aegypti
Foto/Imagem: Freepik

Novo boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (20) pela Secretaria de Saúde (SES-DF) confirma a notificação de 84.151 casos de dengue desde o início de 2024 no Distrito Federal. Do total, 81.804 são prováveis, dos quais 1.812 foram de residentes de outros estados: Goiás (1.695), Minas Gerais (36), São Paulo (16) e Bahia (10). Os dados são referentes até o dia 19 de fevereiro.

Entre os residentes do DF, a maior incidência de casos prováveis está na faixa etária de 20 a 29 anos, com incidência de 2.865,6 casos por 100 mil habitantes. A menor ocorrência é entre as crianças de 1 a 4 anos, com 1.212,7 casos por 100 mil habitantes, seguido por aquelas com menos de um ano – um caso para cada 100 mil.

Entre as Regiões Administrativas (RAs), Ceilândia continua a ter o maior número de casos prováveis, com 14.718 desde o início do ano. Em seguida, vem Taguatinga (4.428), Sol Nascente/Pôr do Sol (4.352), Brazlândia (4.069), Samambaia (3.378). Há casos confirmados em todas as RAs, sendo a incidência classificada como baixa em Sudoeste/Octogonal e no Park Way, e média em Arniqueira, Jardim Botânico, Lago Sul e Águas Claras. As demais foram classificadas como de incidência alta.

Casos graves e óbitos

Até o dia 19 de fevereiro, foram confirmados no DF 1.399 casos de dengue com sinais de alarme, isto é, sintomas de agravamento da doença. Um total de 67 ocorrências foram classificadas como graves e houve a confirmação de 38 óbitos. Destes, foram 22 homens e 16 mulheres. Em termos de idade, houve óbito confirmado de um bebê menor de um ano, de uma criança de 5 a 9 anos e de um adolescente de 15 a 19 anos. Ocorreram ainda 15 óbitos de adultos entre 20 e 59 anos e 20 entre idosos a partir de 60 anos, sendo oito somente entre os maiores de 80 anos.

Sorotipos

A SES-DF ampliou a capacidade de detecção dos sorotipos virais. Em 2023, foram analisadas mais de mil amostras coletadas por meio de exames de PCR. Neste ano, já foram coletadas 17.439 amostras, sendo 10,9 mil detectáveis. Isso permitiu confirmar 1.129 casos do sorotipo DenV-1 e 9.813 do DenV-2. Não foram confirmados casos dos sorotipos DenV-3 e DenV-4 na capital federal.

Atendimento

A rede de 176 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) é a porta de entrada para o atendimento a pacientes com sintomas de dengue, com assistência das 7h às 18h. Dez unidades estão abertas todos os dias, das 7h às 19h. Outras 49 acolhem também aos sábados, das 7h às 12h; e mais 11 funcionam de segunda a sexta-feira, até às 22h.

De 1º de janeiro a 16 de fevereiro, ocorreram mais de 124 mil atendimentos nas UBSs, representando quase 24% do total de acolhimentos realizados na Atenção Primária à Saúde. Além disso, de 20 de janeiro a 18 de fevereiro, foram 37.162 atendimentos em nove tendas montadas junto a administrações regionais, incluindo 9.930 procedimentos de hidratação venosa e 973 remoções para hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Vacinação

A SES-DF conta atualmente com 67 UBSs onde crianças de 10 e 11 anos de idade podem receber a vacina contra a dengue. Desde o dia 9 de fevereiro, já foram aplicadas 19.588 doses.

Atualizado em 20/02/2024 – 20:10.

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