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Freedom of the House

Brasil perde posições no ranking mundial de liberdade na internet

Redação

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Foto/Imagem: Pixabay
Jonas Valente

O Brasil caiu no Ranking da Liberdade da Internet 2019, divulgado pela organização internacional Freedom of the House. O país foi avaliado na edição de 2019 com índice 64 (considerando uma escala de 0 a 100), contra 69 em 2018. Com o desempenho, a nação ficou na categoria de “parcialmente livre” em relação à rede mundial de computadores.

A queda da nota incluiu o país entre os que mais retrocederam em relação a 2018, juntamente com Sudão, Kazaquistão, Bangladesh e Zimbábue. Esses países foram identificados como locais onde houve ações coordenadas para influenciar eleições e processos políticos nos últimos anos, como também Estados Unidos, Egito e Tailândia. “Atores não identificados realizaram ciberataques contra jornalistas, entidades governamentais, usuários engajados, com a manipulação das redes sociais alcançando novo patamar”, pontua o relatório.

A pesquisa mede diversos aspectos. Um deles são os obstáculos ao acesso à internet, cujo índice de pessoas conectadas em 70% foi considerado insuficiente em comparação com médias de nações da América do Norte, da Europa e da América Latina. O estudo cita políticas públicas, como o programa do governo federal Internet para Todos, mas aponta problemas, como as desigualdades no acesso à rede entre ricos e pobres.

Também foram analisadas as limitações à circulação de conteúdos. A pesquisa não identificou atuação de autoridades para bloquear mensagens, mas mapeou iniciativas tanto de políticos para derrubar conteúdos (500 pedidos nas eleições de 2018 segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – Abraji) quanto das próprias plataformas digitais, que removeram publicações alegando estarem ferindo seus termos e serviços.

A investigação avaliou também violações dos direitos dos usuários. Os autores destacaram a importância do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965) como arcabouço de proteção dos internautas, mas apontaram diversas tentativas de regulação que ameaçam garantias dos cidadãos, como projetos de lei para criminalizar quem compartilha fake news e com restrições à discussão online sob o argumento de “combate ao terrorismo”. Por outro lado, o documento celebra a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709 de 2018) como uma conquista.

Situação global

Entre as 65 nações analisadas pelo estudo, 20% foram consideradas “livres”, 32% “parcialmente livres” e 35% “não livres”. No total, 33 países tiveram quedas em suas notas, enquanto 16 melhoraram no índice. No topo estão Islândia, Estônia, Canadá, Alemanha e Austrália. As piores colocações foram de China, Irã, Síria, Cuba e Vietnã.

Nações como Rússia e China foram apontadas pelo estudo como promotoras de ciberataques visando influenciar processos democráticos em outros países. No primeiro caso, ações russas teriam mirado a eleição na Ucrânia.

Contudo, a maioria das ações de interferência em processos eleitorais ocorre majoritariamente por forças políticas internas. Essas iniciativas se deram de três formas: medidas informacionais, com disseminação de mensagens favorecendo governos ou partidos; medidas técnicas, como restrição a veículos online e censuras; e medidas legais, como punição de oponentes.

Covid-19

China tem 1.870 mortes por novo coronavírus e 72,5 mil infectados

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Tingshu Wang/Reuters

O número de mortos na China pelo novo coronavírus (Covid-19) chegou a 1.870 nesta terça-feira (18), informaram autoridades de saúde do país. Foram registradas 98 novas mortes desde o último levantamento, que indicava 1.772 vítimas fatais.

O total de casos confirmados na China ficou em 72.528, aumento de 1.893 em um dia. Fora do país, as autoridades chinesas afirmam que há 800 casos confirmados.

O maior foco da doença fora da China é o navio Diamond Princess, que está em quarentena no Japão desde o dia 3 de fevereiro e onde há 542 infectados.

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Doença respiratória

Coronavírus: China já soma 1.770 mortes. Escolas seguem fechadas

Redação

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Foto/Imagem: Navesh Chitrakar/Reuters

Autoridades do setor de saúde na China informaram que mais 105 pessoas morreram, principalmente na Província de Hubei, em decorrência de infecção pelo novo coronavírus, elevando o total de mortes no país para 1.770.

O número de infectados se elevou em 2.048, incluindo aqueles que foram clinicamente diagnosticados, o que aumenta o total de vítimas na China para 70.548.

Representantes da área de saúde em Hubei divulgaram instruções pedindo o controle mais severo possível em 24 horas, e o monitoramento de pessoas em cada complexo residencial e vilarejo. Também pede aos moradores que adquiram alimentos e remédios.

As medidas são adotadas por toda a China continental para evitar maior difusão do vírus. Autoridades determinam que todas as pessoas que regressem a Pequim permaneçam em casa durante duas semanas a fim de monitorar seu estado de saúde.

Escolas permanecem fechadas

As escolas na China decidiram adiar o reinício das aulas, por causa da disseminação do novo coronavírus.

As escolas de ensino fundamental planejavam reiniciar as aulas na segunda-feira após o feriado prolongado do Ano Novo Lunar. Entretanto, algumas instituições dizem agora que não devem reabrir até, no mínimo, o dia 2 de março.

Autoridades educacionais passaram a oferecer material de aprendizado online para estudantes.

Eles incluem vídeos com professores ensinando inglês e matemática, além de instruções sobre como evitar a contaminação pelo vírus.

Escolas para estudantes japoneses em Pequim, Xangai e Guangzhou também adiaram o reinício das aulas para o dia 2 de março ou mais tarde.

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65 mil infectados no mundo

França registra primeira morte na Europa pelo novo coronavírus

Redação

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Redação
Foto/Imagem: Daniel Leal-Olivas/AFP

Um turista chinês de 80 anos infectado pelo novo coronavírus (Covid-19) morreu na França, sendo esta a primeira morte na Europa, anunciou neste sábado (15) a ministra da Saúde francesa, Agnès Buzyn.

Esta morte é “a primeira fora da Ásia e a primeira na Europa”, disse a ministra durante uma conferência de imprensa.

O homem, originário da província de Hubei – a mais afetada na China -, chegou à França em 16 de janeiro e foi internado no Hospital Bichat, na capital francesa, em 25 de janeiro.

Esta é a quarta morte reportada fora da China continental e a primeira na Europa.

China

A China anunciou neste sábado (15) a morte de 143 pessoas nas últimas 24 horas no país devido ao coronavírus Codiv-19, elevando para 1.523 o número de vítimas fatais da epidemia na China continental.

De acordo com a Comissão Nacional de Saúde, o número de infetados no interior da China (que exclui Macau e Hong Kong) cresceu 2.641, para 66.492.

No mesmo período em análise, 1.373 pessoas receberam alta hospitalar.

Por outro lado, só na província chinesa Hubei, epicentro do novo coronavírus, designado Covid-19, foram reportadas mais 139 mortos nas últimas 24 horas, elevando para 1.457 o número de pessoas mortas na província, segundo os dados da Comissão de Saúde de Hubei.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

O coronavírus Covid-19 provocou até agora 1.527 mortos e infetou cerca de 65 mil pessoas a nível mundial.

A maioria esmagadora dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detectada no final do ano.

Além de 1.523 mortos na China continental, já foram registradas mais 4 mortes: uma na região chinesa de Hong Kong, uma nas Filipinas, uma no Japão e, hoje, uma na França.

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