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Estágio final

AstraZeneca e Oxford retomam os testes de vacina contra a Covid-19

Publicado

Foto/Imagem: Dado Ruvic/Reuters
Michael Holden

A AstraZeneca e a Universidade de Oxford retomaram os ensaios clínicos no Reino Unido para a sua candidata a vacina contra o novo coronavírus (Covid-19), um dos estudos mais avançados em desenvolvimento, após receber autorização da autoridade sanitária britânica, afirmou a empresa neste sábado (12).

Os testes em estágio final do experimento foram suspensos no começo da semana em todo o mundo, após de surgir uma doença em um participantes do estudo no Reino Unido. O Brasil é um dos países do mundo que participa do experimento.

“No dia 6 de setembro, o processo de revisão padrão desencadeou uma pausa voluntária na vacinação em todos os testes globais para permitir a revisão dos dados de segurança por comitês independentes e reguladores internacionais”, disse a AstraZeneca.

Ela acrescentou que os revisores de segurança recomendaram à autoridade sanitária britânica (MHRA, na sigla em inglês) que era seguro retomar os testes no Reino Unido.

A farmacêutica britânica disse que não poderia divulgar mais informações médicas.

Governos em todo o mundo estão desesperados por uma vacina para ajudar a acabar com a pandemia de Covid-19, que causou mais de 900 mil mortes e turbulência econômica global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou o estudo da AstraZeneca como o mais promissor.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse neste sábado (12) que foi informada pela Universidade de Oxford sobre a autorização, mas que até o momento não foi comunicada oficialmente pela MHRA.

“Para que a reativação do estudo clínico ocorra no Brasil, a Anvisa espera receber nos próximos dias o peticionamento da empresa AstraZeneca”, disse em nota, explicando que, na prática, o laboratório precisa protocolar o pedido de nova anuência para que o estudo da vacina de Oxford possa ser retomado no país.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que está coordenado a pesquisa no Brasil, disse que o estudo no país, que envolve 5 mil participantes, também deve ser retomado, logo após liberação da Anvisa e do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa (Conep). Até o momento, 4.600 voluntários já foram recrutados e vacinados, sem registro de intercorrências graves de saúde.

A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford é tida pelo governo brasileiro como uma das principais apostas para a imunização contra o Covid-19 no país.

Por meio do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o governo assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses da vacina, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem, e a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Além disso, o acordo inicial prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca para produção na Fiocruz, com previsão do ministério de início ainda no primeiro semestre de 2021 –que foi colocada em dúvida por especialistas ouvidos pelas Reuters em razão da complexidade do processo de transferência de tecnologia.

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Revista Cell

Cientistas descobrem novos coronavírus aparentados com o vírus da Covid-19

Publicado

Por

Redação
Foto/Imagem: Tiago Queiroz/Estadão

Uma equipe internacional de cientistas descobriu em morcegos na China quatro novos coronavírus geneticamente aparentados com o SARS-CoV-2, informa um estudo publicado na revista Cell.

Os pesquisadores analisaram mais de 400 amostras de morcegos coletadas entre maio de 2019 e novembro de 2020 na província chinesa de Yunnan, que tem fronteira com Mianmar, Laos e Vietnã.

Foram estabelecidos 24 genomas completos de coronavírus, incluindo quatro novos genomas relacionados com o SARS-CoV-2 e três com uma relação de parentesco com o vírus causador da Covid-19.

Dos quatro coronavírus aparentados com o SARS-CoV-2, um deles, denominado de RpYN06, proveniente da espécie de morcego Rhinolophus pusillus, era o mais próximo do causador da Covid-19, embora possua um gene de espigão mais divergente. Os outros três têm um gene de espigão diferente, com fraca capacidade de se unir ao receptor hACE2, que permite a entrada do vírus na célula.

As espécies de morcegos que foram analisadas nesta pesquisa científica são comuns no Sul da China, Vietnã, Laos e outros países do Sudeste Asiático.

Recentemente um estudo conjunto da OMS e China estabeleceu que a transmissão da Covid-19 de morcegos para humanos através de outro animal é o cenário mais provável e que a hipótese de vazamento de laboratório é “extremamente improvável”.

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JAMA

Vacina da Pfizer reduz em 51% chance de infecção por Covid após 1ª dose

Publicado

Por

Redação
Foto/Imagem: Jakub Porzycki

Um estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Tel Aviv, em Israel, com mais de 500 mil pessoas, concluiu que a vacina da Pfizer reduz entre 51% e 54% os casos de Covid-19 sintomáticos e assintomáticos, após a aplicação da primeira dose.

A pesquisa foi dividia em duas partes, dos primeiros 12 dias após a aplicação do imunizante e depois do 13º ao 24º dia. A segunda dose não foi levada em conta para o levantamento.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o nível mínimo aceitável de eficácia para uso emergencial de uma vacina contra a Covid-19 é de 50%. A vacina da Pfizer seria considerada suficiente para proteger a população a partir da primeira aplicação. Estudos realizados anteriormente comprovaram que esse imunizante tem eficácia de 91% após as duas doses.

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