Lar doce lar
Animais reabilitados pelo Zoológico são devolvidos à natureza
Ele foi encontrado desnutrido, abatido e com uma ferida aberta na perna esquerda, possivelmente por ataque de outro animal. Após passar por tratamento no Hospital Veterinário da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, um ouriço-cacheiro fêmea, que chegou ao local em outubro de 2015, já quase sem espinhos no corpo devido ao estresse, foi devolvido à natureza nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Um lobo-guará fêmea e um casal de jabutis também seguiram para a natureza após recuperação no zoológico. De acordo com a superintendente do Ibama-DF, Aline Peixoto, a área escolhida para devolvê-los fica fora da capital. “É uma reserva particular no estado de Goiás, onde há uma mata de galeria bem preservada e uma área de muitos quilômetros quadrados.”
A fêmea do lobo-guará foi encontrada próximo à região administrativa de Planaltina com lesões no ombro causadas por fragmentos de chumbo de tiro de escopeta e levada em outubro de 2015 ao zoo, onde recebeu tratamento e passou por cirurgia. Antes, esse animal e o ouriço passaram pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama ou pela Universidade de Brasília. “Eles são encaminhados geralmente ao centro de triagem e, se têm algum ferimento ou precisam de um recinto maior, são levados ao zoológico. Posteriormente, quando aptos, são soltos em área apropriada”, detalha Aline.
Já os jabutis foram abandonados na portaria do zoológico em dezembro do ano passado, com diferença de 15 dias entre um e outro. Segundo a fundação, eles estavam saudáveis e sem restrições e ficaram no hospital enquanto aguardavam destinação.
Parcerias
O hospital do zoológico existe desde 1979 e, atualmente, a equipe é composta por dois veterinários, dois tratadores de animais e cinco residentes. “Atuamos como parceiros. A ideia é que o hospital colabore para que os animais voltem com sanidade para a natureza, a partir da anuência do Ibama”, explica o diretor da unidade, Rafael Bonorino.
O local atende animais do próprio zoológico, quando necessitam de atendimento médico, ou os resgatados por órgãos públicos da área ambiental. A destinação, nesses casos, é sempre definida pelo Ibama. Em alguns casos, a depender do interesse do Jardim Zoológico, é solicitada a guarda permanente de animais para compor o plantel da fundação, a exemplo do tamanduá-mirim fêmea Babalu.
É oferecido atendimento nas áreas de clínica médica, cirurgia, radiologia e laboratório. Há ainda parcerias para serviços não ofertados pela equipe do zoo, como acupuntura. “Temos cooperações técnicas com especialistas privados que vêm nos ajudar de uma forma totalmente espontânea e gratuita”, destaca Bonorino.
Samira Pádua, Agência Brasília
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