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Vigilância epidemiológica

América Latina está alerta após caso de coronavírus no Brasil

Redação

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Foto/Imagem: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Marieta Cazarré

Após a confirmação do primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, países da América Latina reforçam medidas de controle e alertam populações.

No Chile, foram registrados 260 casos suspeitos da doença até o momento, sem nenhuma confirmação. O ministro da Saúde chileno, Jaime Mañalich, informou que todas as pessoas com suspeita da doença estão em suas casas, em isolamento, e não poderão sair durante 14 dias.

Mañalich explicou que a vigilância epidemiológica foi reforçada nos centros de saúde e que foi decretado um alerta sanitário, que permite ao Ministério da Saúde tomar medidas como contratar recursos humanos, fortalecer a rede de laboratórios e realizar o isolamento de pacientes.

O Chile tem aplicado protocolos rigorosos nos pontos de entrada no país. “Além do que já fizemos, a partir de sexta-feira (28) será obrigatório para todas as pessoas transportadas de avião para o Chile assinar uma declaração afirmando quais são os países em que estiveram no último mês”, anunciou o ministro.

Controles

No Peru, a ministra da Saúde, Elizabeth Hinostroza, anunciou que cinco hospitais de Lima estão preparados para isolar possíveis pacientes com coronavírus. Ela disse que não há casos confirmados da doença, mas que o país está preparado para a chegada do vírus.

A Colômbia, até o momento, descartou 13 casos suspeitos, e o Ministério da Saúde decidiu aumentar o nível de alerta de leve para moderado. De acordo com o ministério, “entre as medidas tomadas na área de vigilância e prevenção, há a expansão da triagem na imigração, ou seja, agora não apenas os passageiros serão perguntados se eles vêm da China ou se estiveram naquele país nos últimos 14 dias, mas também se eles estiverem nesse período na Coreia do Sul, Japão, Cingapura, Tailândia, Malásia, Emirados Árabes Unidos e Itália”.

Além disso, o Ministério da Saúde disse que as mensagens de prevenção serão intensificadas em todo o país, especificamente a campanha nacional de lavagem das mãos e higiene respiratória.

No Paraguai, o ministro da Saúde Pública, Julio Mazzoleni, disse que os protocolos de controle serão aplicados com severidade. Mazzoleni informou que está monitorando o segundo caso suspeito no país. Trata-se de um cidadão paraguaio que esteve na China e apresentou problemas respiratórios por 48 horas. Foi realizado um primeiro exame, que deu negativo, mas o teste será repetido nas próximas 48 horas.

Na Bolívia, os controles aeroportuários foram reforçados para as conexões aéreas com Lima, no Peru, e com São Paulo, já que são esses os principais elos do país com o mundo. “Essas são as nossas conexões para ir para à Ásia e à Europa”, disse Wilson Santamaría, vice-ministro da Segurança Pública. A Bolívia dispõe, segundo Santamaría, de modernos equipamentos de controle de temperatura dos passageiros.

Voos da Itália

Na Argentina, o Ministério da Saúde informou que os voos provenientes da Itália receberão especial atenção, com o objetivo de detectar, registrar e controlar precocemente pacientes com a possibilidade de apresentar doenças respiratórias agudas.

“Nesse sentido, e em relação aos países que relataram um aumento nos casos confirmados do vírus, como a Itália, e considerando que a Argentina possui voos diretos desse país, começaram a ser implementadas ações adicionais”, disse o comunicado.

Há pelo menos quatro cidadãos argentinos em rigoroso isolamento domiciliar, com suspeita da doença. De acordo com a imprensa argentina, eles devem passar por novos exames ainda hoje.

No Equador, há 15 hospitais preparados para tratar casos de contaminação pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde do país informou que há, ainda, outros estabelecimentos onde a quarentena poderá ser atendida. O país não tem registro de casos suspeitos até o momento, mas já possui os reagentes para fazer os testes de diagnóstico da doença.

Na Costa Rica, apesar de ainda não terem casos suspeitos registrados, o ministro da Saúde, Daniel Salas, disse que a chegada do novo coronavírus no país é uma questão de tempo.

No México, um comunicado oficial informa que não há casos suspeitos de contaminação até o momento.

Fiscalização

Em Cuba, as autoridades intensificaram a fiscalização sobre os viajantes que chegam nos portos e aeroportos do país. Os cidadãos que chegam da Ásia passam pelo scanner e pelo termômetro digital. Trabalhadores das áreas da saúde, turismo e imigração foram treinados para fazer as triagens e orientar a população. Até o momento, não há casos suspeitos na ilha.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, proibiu, ontem (25), a entrada de pessoas provenientes da Coreia do Sul e da Itália, na tentativa de impedir que o novo coronavírus se espalhe no país.

Em Honduras, na semana passada, foi registrado o primeiro caso suspeito de contaminação pelo novo vírus, mas a doença não foi confirmada.

No Panamá, o Ministério da Saúde, em parceria com o Aeroporto Internacional de Tocumen, habilitou uma área para evacuação temporária de passageiros com sintomas suspeitos da doença.

Na Guatemala, o presidente Alejandro Giammattei declarou alerta sanitário máximo para tentar impedir a entrada do vírus no país.

Johns Hopkins

Mundo ultrapassa marca de 270 mil recuperados do coronavírus

Redação

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Foto/Imagem: Xinhua/Shen Bohan

O número de recuperados do novo coronavírus (Covid-19) em todo o mundo é quase quatro vezes maior que o total de óbitos registrados. Segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins, no início desta segunda-feira (6), 270.249 pessoas já se recuperaram da doença em todo o mundo. O total de mortes contabilizadas é de 70.482.

A Johns Hopkins atualiza dados sobre o novo coronavírus em tempo real, extraindo dados de fontes diversas ao redor do mundo. Os dados são diferentes dos utilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que apenas contabiliza casos enviados pelos órgãos máximos de saúde dos países membros.

Pelos dados da universidade, o mundo hoje tem 1.288.372 casos de coronavírus. Desses, ao menos 45 mil estão em estado considerado grave.

A China, primeiro país a registrar a doença, lidera as estatísticas de recuperações, com 77.078 pacientes de alta desde o início dos casos. A Espanha ocupa o segundo lugar mundial, com 38.080 recuperados.

Em terceiro lugar, aparece a Alemanha, com 28.700 altas notificadas. País com mais mortes registradas (15.887), a Itália aparece em quarto no total de recuperações, com 21.815 curas bem-sucedidas.

Irã (22.011) e Estados Unidos (17.977) aparecem na sequência no total de pacientes recuperados.

No Brasil, a Johns Hopkins contabiliza 127 confirmações de altas de pacientes.

Segundo especialistas, ainda não é possível afirmar com convicção se as pessoas recuperadas podem ou não ser infeccionados pelo novo coronavírus novamente no futuro. Estudos indicam que a criação de anticorpos para a doença impede novo contágio, mas o pouco tempo de observação ainda não possibilita conclusões.

Por favor, fique em casa!

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The Jerusalem Post

Israel afirma que terá uma vacina contra o coronavírus em junho

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Foto/Imagem: Edgar Su/Reuters

Uma matéria do jornal israelense The Jerusalem Post afirma que uma equipe de cientistas do Instituto Migal possui uma vacina contra o coronavírus já em estado avançado, e que poderia estar apta para a comercialização em meados de junho. Segundo o texto, a pesquisa está sendo desenvolvida com 100% de investimento estatal.

O líder da equipe que desenvolve a vacina é o professor Chen Katz. Ele conta que o produto seria um spray, que seria aplicado de forma oral e serviria tanto para ativar a resposta imune da mucosa bucal quanto para fortalecer o sistema imunológico, com anticorpos e glóbulos brancos específicos.

Segundo o cientista, o produto não mata o vírus, mas “é capaz de evitar que ele produza uma infecção grave, poderia gerar um caso assintomático ou, no máximo, um resfriado leve”. Além disso, não geraria danos colaterais de nenhum tipo, também segundo o líder da equipe de pesquisas.

A respeito da velocidade com a que se está chegando a esse produto, Katz conta que “estamos trabalhando há quatro anos com vacinas para várias patologias, e modificamos um produto que já estava sendo desenvolvido para casos de bronquite infecciosa, e o direcionamos para o Sars-CoV-2 (nome da mutação do coronavírus que provoca a Covid-19)”.

Katz também afirma ao jornal israelense que as provas com cobaias foram bem sucedidas, e que as provas em humanos estão sendo preparadas para acontecer no dia 1º de junho.

O diário também afirma que o Instituto Migal já está trabalhando para avançar previamente com os trâmites burocráticos, para que, uma vez comprovada a eficácia em humanos, o medicamento já seja disponibilizado para uso clínico. Segundo Chen Katz, “ao ser um projeto desenvolvido com recursos públicos, esperamos que possa ser comercializado com um baixo custo, para democratizar as condições de acesso a ele”.

No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde), ao saber da descoberta, pediu para manter a cautela e não alimentar falsas esperanças. O organismo afirma que existem mais de 20 projetos científicos em desenvolvimento e que qualquer produto, para ser difundido globalmente, deverá passar primeiro por provas rigorosas para comprovar que seu uso está apto para todos os tipos de paciente.

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Pandemia de coronavírus

Estados Unidos têm disparada de mortos e falta de equipamentos

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Foto/Imagem: Stefan Jeremiah/Reuters

O número crescente de mortos na pandemia de coronavírus sobrecarregou as funerárias de Nova York, enquanto hospitais tentam atender milhares de pacientes infectados em meio a um total cada vez menor de ventiladores mecânicos e equipamentos de proteção disponíveis.

Diretores de funerárias e cemitérios descreveram uma disparada na demanda não vista em décadas, enquanto os casos de Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, ultrapassaram a casa dos 50 mil na cidade, com quase 1.400 mortos.

“De muitas maneiras, o estado de Nova York é um microcosmos dos Estados Unidos, e é por isso que eu acredito que o que acontece aqui é ilustrativo para o resto do país sobre o que vai acontecer”, afirmou o governador de Nova York, Andrew Cuomo.

Os custos humanos foram ainda mais ressaltados por novas evidências da devastação econômica trazida pela pandemia, já que mais de 90% dos norte-americanos foram ordenados a ficar em casa para enfrentar a expansão do vírus.

O governo dos Estados Unidos reportou que 6,6 milhões de norte-americanos (um recorde) se registraram para obter benefícios de seguro-desemprego, dobrando a máxima histórica registrada na semana passada.

“Você fica sem respirar”, disse Justin Hoogendoorn, diretor de estratégia de renda fixa e análise na Piper Sander, em Chicago. “Obviamente a reação imediata a algo assim será o medo”.

Texas pede que ninguém saia de casa

Nesta quinta-feira (2), o Texas se tornou o quadragésimo estado norte-americano a emitir a ordem para que todos permaneçam em suas casas para conter a propagação do vírus.

Como se a perda de emprego para 10 milhões de norte-americanos em duas semanas não fosse o bastante, o número de mortos nos Estados Unidos subiu em 950, marcando o terceiro dia seguido de altas recordes. Outras 800 mortes reportadas até então na quinta-feira levaram o número total do país para mais de 5.600 mortos, de acordo com uma contagem da agência Reuters de dados oficiais.

Os casos confirmados nos EUA passaram os 235 mil na quinta-feira, o dobro da Itália, o país com o segundo maior número de ocorrências.

A força-tarefa da Casa Branca para a pandemia estima que entre 100 e 240 mil pessoas possam morrer, mesmo se a ordem de quarentena obrigatória for respeitada.

No mundo, o número de infecções confirmados passou de 1 milhão, com mais de 50 mil mortos até a quinta-feira (2), de acordo com o centro de pesquisa da Universidade Johns Hopkins para o coronavírus.

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