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Saúde

Alimentação adequada é aliada no combate ao pré-diabetes

Redação

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Foto/Imagem: Pixabay
Victor Maciel

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Uma alimentação adequada com baixo teor de açúcar e ingestão de alimentos não processados diminuem as chances de pessoas diagnosticadas com pré-diabetes evoluírem para o tipo II da doença. Hábitos saudáveis e prática de atividade física contribuem para que não haja necessidade do paciente fazer uso de medicamentos para controle do pré-diabetes.

Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, que possuem altas concentrações de açúcar, gordura e sódio é uma das recomendações do Ministério da Saúde que constam no Guia Alimentar para a População Brasileira e podem colaborar também para a prevenção da doença. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes estimam que 40 milhões de brasileiros sejam pré-diabéticos, ou seja, possuem o nível elevado de glicemia de jejum, variando entre 100 e 125 mg/dl; e que 25% deste total pode desenvolver o diabetes tipo II.

Atualmente, o Brasil consome 50% a mais de açúcar do que o recomendado, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que, por dia, cada brasileiro, consome em média 18 colheres de chá do produto, quando o recomendado seria até 12. Isso tem impactado no aumento do diabetes nos últimos anos, que de acordo com a Pesquisa Vigitel 2017 cresceu 54% nos homens e 28,5% nas mulheres. Outra doença que tem crescido entre os brasileiros, e que está relacionada com o alto consumo de açúcar é a obesidade. A condição clínica subiu mais de 60% nos últimos 11 anos.

“O diabetes é uma doença crônica que pode ser evitada, desde que hábitos saudáveis, com uma alimentação adequada e a prática de atividade física, sejam adotados. Por isso, a população brasileira tem que se atentar ao consumo de alimentos adequados, como frutas, verduras, castanhas, leguminosas, cereais, carnes/ovos, além de evitar alimentos gordurosos e processados”, destacou a coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

Alimentação para pré-diabéticos

A alimentação dos indivíduos com pré-diabetes deve ser baseada nas recomendações de uma alimentação saudável. Alimentos como, legumes e verduras são essenciais na dieta do pré-diabético, e da população como um todo. Além disso, esses alimentos contêm fibras, fornecem, de modo geral, muitos nutrientes em uma quantidade relativamente pequena de calorias, o que impacta não só no diabetes, mas também na obesidade e outras doenças crônicas, como as do coração.

Os pré-diabéticos devem optar por água, leite e frutas no lugar de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados; não troque comida feita na hora (caldos, sopas, saladas, molhos, arroz e feijão, macarronada, refogados de legumes e verduras, farofas, tortas) por produtos que dispensam preparação culinária (sopas “de pacote”, macarrão “instantâneo”, pratos congelados prontos para aquecer, sanduíches, frios e embutidos, maioneses e molhos industrializados, misturas prontas para tortas); e fique com sobremesas caseiras, dispensando as industrializadas.

Outra recomendação da publicação, é que as refeições sejam feitas em horários semelhantes todos os dias e consumidas com atenção e sem pressa, pois assim favorecem a digestão dos alimentos e também evitam que se coma mais do que o necessário. De acordo com o Guia Alimentar, os mecanismos biológicos que regulam nosso apetite são complexos, dependem de vários estímulos e levam certo tempo até sinalizarem que já comemos o suficiente.

Os pré-diabéticos devem preferir os alimentos naturais, dando preferência a cereais integrais. É fundamental que se reduza o consumo de açúcar adicionado às preparações e principalmente o consumo de ultraprocessados, pois o consumo frequente desses alimentos, que geralmente possuem teores excessivos de açúcar, por exemplo, podem levar ao aumento da glicemia. Outras dicas de alimentação podem ser encontradas no Guia Alimentar para a População Brasil, no site do Ministério da Saúde.

Tratamento e medicamentos

Para os que já têm diagnóstico médico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente, na atenção básica – porta de entrada do SUS, atenção integral e gratuita, desenvolvendo ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas. Para monitoramento do índice glicêmico, ainda está disponível nas Unidades Básicas de Saúde fitas reagentes e seringas.

O programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país, também distribui medicamentos gratuitos, entre eles o cloridrato de Metformina, Glibenclamida e insulinas.

Diabetes no Brasil

De acordo com a Pesquisa Vigitel 2017, 7,6% da população das capitais brasileiras são portadores de diabetes. Ainda de acordo com o levantamento, o indicador de diabetes aumenta com a idade, principalmente entre idosos com mais de 65 anos (24%) e é maior entre os com menor escolaridade, que frequentaram a escola por até oito anos (14,8%). Já entre as capitais, a frequência do diagnóstico médico de diabetes variou entre 4,5% em Palmas e 8,8% no Rio de Janeiro.

Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou com óbitos 406.452 pessoas no Brasil. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número cresceu 11,8% no período, saindo de 54.877 mortes para 61.398 no ano de 2016. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) apontam que a quantidade de internações teve queda de 8,7%: foram 148.384 em 2010 e 135.364, em 2016. O diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores.

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80 mil testes liberados

Lacen zera fila de resultados de exames para diagnosticar Covid

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gdf covid-19 lacen
Foto/Imagem: Breno Esaki/Agência Saúde

Graças à força-tarefa promovida por servidores durante este fim de semana, o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) conseguiu zerar a fila de 3,8 mil exames RT-PCR pendentes de resultado para detectar casos suspeitos da Covid-19. Mais do que isso, os esforços levaram o laboratório a atingir a marca de 80 mil testes liberados desde o início da pandemia, em março, até esta segunda-feira (10).

A equipe é formada por aproximadamente 50 servidores, que possibilitam ao Lacen funcionar 24 horas por dia, durante toda a semana. Mas, desde a última sexta-feira (7), em torno de 35 profissionais se comprometeram exclusivamente a zerar a fila.

“Somente ontem [9] foram quase 2 mil exames liberados. Vários servidores se disponibilizaram a vir no fim de semana, fora de suas escalas e independentemente de carga horária contratual, com esse objetivo de zerar essas amostras represadas”, afirmou o gerente de Biologia Médica do Lacen-DF, Fabiano Costa.

Com os profissionais a postos, todos os equipamentos do Lacen-DF para testes ficaram direcionados no fim de semana para entregar os resultados dos exames de coronavírus pendentes. Assim, ao longo de três dias, quase 5 mil amostras foram liberadas.

“Seria impossível atingir a marca de 80 mil exames se não fosse essa força-tarefa e a dedicação dos servidores”, agradeceu o gerente.

Novo protocolo

Além disso, o Lacen-DF também desenvolveu e aprimorou um novo protocolo de extração interno, para dar respostas mais céleres aos casos suspeitos de Covid-19. Tudo isso graças à equipe de Biologia Molecular, que, além de realizar o diagnóstico, desenvolveu a técnica que possibilitou aumentar a média diária de exames RT-PCR.

Neste protocolo, determinado volume do reagente de extração é pipetado (levado de um recipiente a outro) em placa de PCR, seguido da adição da amostra. Essa placa passa por uma etapa de variação de temperatura em termobloco e gelo, depois submetida à RT-PCR.

Essa técnica permite um resultado mais rápido e com menor custo. Surgiu devido à alta demanda por testes para diagnosticar a Covid-19 e a dificuldade mundial em adquirir os kits para extração automatizada de ácidos nucleicos, que é etapa inicial do processo de detecção molecular do vírus Sars-CoV-2, essencial em exames do tipo RT-PCR.

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Não vacile

Combate à dengue deve continuar mesmo durante o período de seca

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combate à dengue
Foto/Imagem: Gabriel Jabur/Agência Brasília

A receita é simples e muita gente já tem decorado: é necessário evitar depósitos com água parada para que não haja proliferação do mosquito Aedes aegypti. Mesmo assim, os principais criadouros do mosquito ainda são encontrados nas residências, principalmente nos quintais, como baldes sem tampa, vasilhas, pratos de plantas e caixas d’água destampadas.

A Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) conta com 600 agentes que estão divididos em todas as Regiões Administrativas do DF. Para reforçar esse efetivo, a atual gestão da Secretaria de Saúde contratou mais 268 profissionais temporariamente.

“Esse reforço nas equipes nos possibilitou ter mais agentes nas ruas e ampliar as visitas aos imóveis, podendo assim ter a dimensão exata de onde estão os principais focos do mosquito e eliminá-los prontamente”, reforçou o secretário de Saúde, Francisco Araújo.

Mesmo no período de estiagem, as ações não param. Todos os dias as equipes partem para as visitas aos imóveis de todo o Distrito Federal em ações educativas e de inspeção para combater o Aedes. Além da dengue, o mosquito também é transmissor da Chikungunya, Zika e Febre Amarela.

“Não podemos diminuir a atenção no período de seca e é por isso que precisamos do apoio da população. É importante que cada um reserve alguns minutos durante a semana para fazer uma inspeção no seu imóvel, principalmente no quintal. Durante as visitas as equipes sempre orientam os moradores a como evitar a proliferação do mosquito. Qualquer recipiente esquecido pode acumular água e se tornar um criadouro. Será unindo forças que conseguiremos vencer o mosquito”, destacou a diretora da Vigilância Ambiental, Jahila Anselmo.

Dados epidemiológicos

O informativo epidemiológico mais recente mostra que, até o dia 25 de julho, foram notificados 43.578 casos prováveis de dengue, um aumento de 21,4% quando comparado ao mesmo período de 2019. O número de óbitos se manteve o mesmo da semana passada e continua sendo menor que em 2019. Até o momento, 40 pessoas morreream em decorrência de complicações da enfermidade.

Sanear Dengue

Como medida de reforço nas atividades, o Governo do Distrito Federal criou o Sanear Dengue, que conta com diversos órgãos do GDF para o enfrentamento do Aedes, como SLU, Novacap, Secretaria das Cidades e Corpo de Bombeiros.

Além das inspeções nas residências e em imóveis abandonados, as equipes fazem a retirada de lixo e entulho das ruas, inclusive carcaças de carros abandonados, com o auxílio do DER. Quem quiser denunciar um local com provável foco do Aedes, pode ligar diretamente na Ouvidoria da Saúde, pelo telefone 160.

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Esperança Inglesa

Vacina de Oxford contra Covid é quase 100% eficaz com 2 doses

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vacina covid-19
Foto/Imagem: Getty Images

Entre as vacinas testadas no Brasil, uma das mais adiantas em termos científicos e burocráticos é a de Oxford. Com a assinatura da Medida Provisória (MP) que garante o dinheiro da encomenda do antivírus, o país vê mais próxima a possibilidade de imunização.

Segundo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindande, os testes de fase 2 da vacina mostraram eficácia próxima de 100% quando aplicadas duas doses.

“A vacina encontra-se na fase 3 de testes, coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Tudo que temos acompanhado nos traz expectativas, especialmente porque os resultados da fase 2 de testes mostrou que a eficácia da vacina de Oxford é próxima de 100% com duas doses.”

Nísia diz que, apesar de não pode cravar uma data de quando a vacina estará disponível para a população, as primeiras remessas do medicamento chegam ao Brasil em dezembro e janeiro.

Bio-Manguinhos

O acordo da Fiocruz com Oxford garante o envio da encomenda tecnológica da vacina para o Brasil, o que dará ao país independência para a produção do medicamento. Para Nísia, um dos grandes legados do acordo será a melhoria da estrutura do laboratório da Fiocruz de Bio-Manguinhos.

“Vamos investir na Bio-Manguinhos para estar aptos a ter essa nova tecnologia de vacina. É uma plataforma de futuro que estamos incorporando ainda em desenvolvimento.”

Ela conta que a Fiocruz está discutindo a entrada de outros investidores para melhorias de Bio-Manguinhos. “Estamos em discussão para um apoio da iniciativa privada para fortalecer a estrutura do laboratório para termos um legado permanente.”

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