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Por falta de repasse, 70% dos profissionais de creches conveniadas entram em greve

Por falta de pagamento, 70% dos profissionais de creches conveniadas cruzaram os braços nesta segunda-feira (22). De acordo com Conselho de Entidades de Promoção e Assistência Social (Cepas), pelo menos 15 mil crianças estão sendo afetadas com a paralisação. O repasse, que deveria ter sido feito para atender o custo dos quatro primeiros meses do ano, ainda não foi depositado na conta das instituições.

De acordo com a Secretaria de Educação, o valor da dívida é de R$ 43 milhões. A pasta informou que “não há nenhum débito referente a 2015 com as entidades conveniadas e o repasse de 2016 poderia ser feito até abril, mas houve um acordo para adiantamento da primeira parcela, a pedido das conveniadas, no valor de R$ 10,6 milhões (dos R$ 43 milhões que deverão ser pagos até o dia 30 de abril)”.

Porém, a secretaria diz que “por um problema técnico”, nem todos os pagamentos foram feitos na semana passada. “Os repasses para as instituições que administram as creches são feitos para o quadrimestre (janeiro a abril). O valor total é de R$ 43 milhões. Em março, serão pagos mais 25% e os demais 50% entrarão nas contas até o final de abril.”

A secretaria mantém 82 convênios vigentes firmados para atendimento a 101 unidades – 42 Centros de Educação da Primeira Infância (CEPIs) e 59 creches. Desse total, 28 já receberam os pagamentos.

A presidente do Cepas, Daise Lourenço Moisés, diz que as creches ainda não receberam o repasse. Segundo ela, a expectativa é de que, nesta terça-feira (23), todas as unidades estejam fechadas.

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“Não começamos esta segunda-feira com 100% das portas fechadas pelo tempo. Nós tínhamos que avisar para as mães e familiares. Porém, caso a Secretaria de Educação pague, vamos abrindo imediatamente. O GDF deveria arcar com os compromissos, sabe? Esse repasse, além de pagar o salário dos funcionários, arca com as despesas dos alunos. Sem dinheiro, não há estrutura.”

A Secretaria de Educação informou que os empenhos das demais unidades serão feitos nesta segunda. O empenho funciona como uma garantia de que o pagamento das faturas será realizado. “A pasta trabalhou ao longo do final de semana no sentido de agilizar o pagamento para evitar que qualquer creche deixe de atender as crianças”, disse.

Em 2015, o custo da Secretaria com as creches conveniadas foi de aproximadamente R$ 120 milhões. A recepcionista Yara de Oliveira, de 20 anos, foi pega de surpresa com a notícia. Mãe de um aluno da creche Educandário, em Sobradinho, ela diz que não tem aonde deixar o filho.

“Eu preciso ir trabalhar, sabe? Estou indignada com a postura do Governo do Distrito Federal. Estou de mãos atadas, não sei aonde deixar meu filho. Faço faculdade de manhã e trabalho a tarde. Não fui avisada, está bem complicado”, reclama.

A autônoma Valquíria Viana Brito, de 36 anos, organiza uma manifestação com outros pais nesta sexta-feira (26). Segundo ela, até um grupo no WhatsApp já foi criado. O objetivo é fazer com que a Secretaria de Educação se compadeça com o problema, diz.

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“Demorei dois anos para conseguir a vaga dos meus filhos de 2 e 3 anos. Quando consigo, a creche entra em greve. O sentimento é de revolta e de indignação. As unidades estão devendo a fornecedores e isso acarreta em danos e prejuízos na alimentação e manutenção das creches.”

Serviço
As creches espalhadas pelo Distrito Federal atendem as crianças em tempo integral. São dez  horas diárias de cuidados, alimentação, ensino e lazer. O atendimento é das 7h até às 17h. Em algumas unidades, por exemplo, o alunos são divididos em turmas de berçários, maternal I e II, e período I e II. A Secretaria de Educação não informou sobre o custo de cada aluno.

Pela manhã, é servido café da manhã e lanche. Depois do almoço, ao meio-dia, as crianças têm um momento do descanso para dormir, que vai até as 14h. Na parte da tarde, é servido um novo lanche e, depois de algumas horas, o jantar.

De acordo com a Secretaria de Educação, todos os professores são formados em pedagogia. Cada unidade também tem seu próprio nutricionista, que prepara o cardápio e avalia o peso e a altura de cada aluno, mensalmente. Para crianças que têm baixo peso, há uma alimentação especial.

Jéssica Nascimento, G1 DF

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