Redistribuição de renda
Taxar ricos para financiar política social aumentaria PIB do Brasil em 2,4%
Uma política para elevar a tributação do 1% mais rico do Brasil, com a transferência de R$ 125 por mês para os 30% mais pobres poderia elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 2,4%.
Os dados foram publicados nesta segunda-feira (15) em um estudo inédito realizado pelo Made-USP (Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo).
De acordo com o estudo, a cada R$ 100 transferidos do 1% mais rico para os 30% mais pobres elevaria a renda agregada em R$ 109. Como resultado, os economistas estimam que o impacto positivo sobre o PIB seria de 2,4%.
“Enquanto uma transferência de R$ 1,00 de renda adicional para os 10% mais pobres resultaria, em média, em uma alocação média de R$ 0,87 em consumo, para o 1% mais rico esse valor seria de apenas R$ 0,24, sendo a maior parte convertida em poupança”, explica o estudo.
Os pesquisadores argumentam que a parcela mais pobre da população brasileira tem dificuldades consideráveis de conseguir se manter e comprar itens básicos, como alimentos.
“Dessa forma, não é nada surpreendente que uma transferência de renda destinada aos mais pobres tenha um efeito significativamente maior sobre o consumo do que uma que abarque os mais ricos”, completaram os pesquisadores.
O estudo foi feito com base nos dados da POF do IBGE (Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2017-2018.
-
Tráfico de pessoasItamaraty alerta para falsas propostas de emprego no Sudeste Asiático
-
RumoresMedir a glicose por meio do suor ainda é ficção, afirma Sociedade Brasileira de Diabetes
-
Março AzulCâncer de intestino cresce entre jovens e já é o 3º mais frequente no Brasil
-
#VacinaDFDF terá 50 pontos de vacinação neste sábado (28); confira locais e horários
-
Cerca de 40 mil pessoasFebre amarela: Saúde do DF convoca população até 59 anos para vacinação
-
Segunda, 02 de marçoSemana começa com 381 vagas de emprego nas agências do trabalhador
-
Sem custo adicionalConta de luz continua com bandeira tarifária verde em março de 2026, diz ANEEL
-
Neoenergia BrasíliaTarifa Social de Energia Elétrica: quem não atualizar dados pode perder benefício