Connect with us

Olá, o que você está procurando?

Silvio Abdon/CLDF

Câmara Legislativa

Frente volta atenções para desigualdades na 1ª infância

A Câmara Legislativa do Distrito Federal lançou nesta segunda-feira (22) a Frente Parlamentar da Primeira Infância. A missão, conforme frisou a presidente do colegiado, deputada Júlia Lucy (Novo), é colocar as crianças de zero a seis anos como prioridade absoluta do Estado. “Cuidar da primeira infância é investir em toda a sociedade”, defendeu.

Na abertura da solenidade, no auditório do Legislativo local, a distrital narrou um pouco de sua história pessoal: ela contou que se tornou mãe cedo, aos 17 anos, e que, com o suporte da família, pôde continuar estudando e, depois, trabalhar. Ter podido colocar a filha numa creche foi um dos diferenciais para que tenha chegado onde chegou, também destacou Júlia Lucy. “Mas essa não é a regra”, concluiu, destacando que, no Distrito Federal, 56% das crianças de 0 a seis anos estão fora da creche – percentual superior à média no restante do Brasil.

Além disso, em se tratando dos meninos e meninas de 0 a três anos, a situação é ainda pior: apenas 22% estão matriculados no DF, segundo informou a parlamentar. “Essas crianças estão sendo tolhidas do direito de se desenvolverem”, criticou.

Lucy citou, ainda, pesquisas que associam o acesso à educação infantil à possibilidade de melhores condições pessoais e sociais no futuro. A partir de dados sobre o acesso a creche entre pessoas de alta renda e de baixa renda no DF, a distrital afirmou ser possível entender um dos motivos para nossa expressiva desigualdade social. “Como colocar essas pessoas para competir?”, questionou.

“Não é possível pensar em desenvolvimento sem pensar na infância. Não tem como falar em combate à violência contra a mulher sem cuidar da primeira infância. E o acesso à creche é uma forma de cuidar da mãe e da família como um todo”, defendeu a presidente da frente parlamentar.

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.

O subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional do DF, Helber Vieira, garantiu que o governo tem como meta zerar as filas por creches no DF. Ele apontou, ainda, ser preciso um “esforço articulado” com outras pastas para assegurar a continuidade das crianças na escola, evitando a evasão.

Já a secretária Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania, Ely Harasawa, defendeu ser preciso, não apenas ampliar o acesso às creches, como assegurar educação de qualidade, para que as crianças recebam um estímulo adequado. Ela elogiou a presença de atores do Legislativo, Executivo, Judiciário e sociedade civil no lançamento da frente parlamentar, para “unir esforços” pela causa. “Cada gestão que deixa de investir na primeira infância é uma geração que se perde”, apontou.

Apesar de ter dominado os pronunciamentos durante a solenidade, a garantia de creches para todas as crianças do DF não será a única pauta da frente parlamentar. Conforme destacou a deputada Júlia Lucy, é preciso “correr atrás da defasagem legislativa” na área e criar uma legislação específica, além de ampliar o orçamento para a primeira infância. A presidente cobrou, também, a reativação do Comitê da Primeira Infância – instância que deverá ser relançada em breve, de acordo com a subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Secretaria de Justiça, Adriana Faria.

Saúde

Por sua vez, o vice-presidente da frente, deputado Jorge Vianna (Podemos), reforçou ser preciso pensar também em como garantir acesso à saúde às crianças. Ele contou ter visitado uma favela no Recanto das Emas no último final de semana e ter visto meninos e meninas em situação de “cortar o coração”, com feridas nos dedos, escabiose – doença contagiosa da pele causada por ácaros – e outros problemas.

O distrital defendeu, ainda, o retorno do programa de planejamento familiar. Sobre esse pleito, o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, se comprometeu a trabalhar junto com a Secretaria da Mulher, para formular e implementar políticas para evitar gravidezes indesejadas. O chefe da pasta aproveitou para elencar algumas ações voltadas à primeira infância, a exemplo do programa de aleitamento materno e da oferta de exames para a detecção precoce de doenças.

Publicidade - Deslize a tela para continuar lendo.

Participação

Presidente da Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente e da Comissão de Direitos Humanos da Casa, o deputado Fábio Felix (PSOL) apontou algumas questões prioritárias para a primeira infância no DF: garantia de educação pública e gratuita para todos, orçamento específico, combate ao abuso sexual, e fortalecimento e manutenção de instâncias participativas como o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (CDCA/DF). “Esses espaços estão em xeque. Eles são do Estado e são continuidade às políticas”, disse, em defesa dos direitos assegurados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Publicidade
Publicidade

Outras notícias

Dra. Laísa Silva

Oncologista do Centro de Estudos e Pesquisas 'Dr. João Amorim' (CEJAM) aponta como mudanças de hábitos podem ajudar na prevenção da doença

A bolada

As apostas para o Concurso 3000 podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em qualquer lotérica do país e no portal Loterias Online

Cadastro reserva

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do Instituto até o dia 22 de abril de 2026

Troca de comando

Com experiência no setor social e empresarial, Fabiana assume a pasta após a saída de André Kubitschek, pré-candidato a deputado distrital

Inscrições gratuitas

Oportunidades em diversas áreas acompanham o crescimento da capital e ampliam o acesso de jovens à experiência profissional no Distrito Federal

Tecnologia

Além de Belém, a solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra seu potencial de expansão nacional

Amamenta Brasília

Mães saudáveis com leite excedente podem se cadastrar no Amamenta Brasília pela internet ou pelo telefone 160 (opção 4)

Universidade de São Paulo

Ondas sonoras de alta frequência podem destruir vírus como SARS-CoV-2, H1N1 e outros sem causar danos a células, sendo alternativa para novos tratamentos

Publicidade



© 2015-2026 AVB - AO VIVO DE BRASÍLIA. Todos os Direitos Reservados. CNPJ 28.568.221/0001-80 - Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços de notícias de agências nacionais e internacionais, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.

O AVB - AO VIVO DE BRASÍLIA não se responsabiliza por links e conteúdos de sites externos.