O Distrito Federal alcançou um marco histórico no cenário político local. Celina Leão (PP), confirmou seu favoritismo nas urnas e consagrou-se como a primeira mulher eleita pelo voto direto para ocupar o cargo de governadora do DF. A vitória consolidou sua trajetória no Executivo local ao lado do vice-governador eleito, Gustavo Rocha (Republicanos).
Embora o Palácio do Buriti já tenha sido chefiado por uma mulher no passado — quando Maria Abadia assumiu o comando em março de 2006 após a renúncia de Joaquim Roriz —, Celina Leão marca seu nome na história como a pioneira a conquistar a cadeira principal do governo do Distrito Federal por meio da escolha popular nas urnas.
A disputa e a reta final das urnas
A definição do pleito veio após uma disputa acirrada que se estendeu até o segundo turno. No primeiro turno da eleição, a candidata ficou a uma margem estreita de liquidar a disputa, registrando 825.530 votos (49,93% dos votos válidos), enquanto o candidato Leandro Grass (PT) alcançou 564.930 votos (34,47%).
Na ocasião, a performance eleitoral foi impactada por uma confusão entre eleitores: cerca de 26 mil pessoas anularam o voto ao digitar o número 22 (do PL), sigla aliada na coligação, em vez do número 11, registrado pelo PP de Celina. Superada a etapa inicial, o segundo turno garantiu a confirmação do resultado das urnas.
Trajetória política e perfil
Natural de Goiânia, Celina Leão é formada em Administração e Direito. Sua caminhada na vida pública teve início sob a liderança do ex-governador Joaquim Roriz. Ao longo dos anos, construiu uma carreira legislativa e executiva contínua:
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Deputada distrital: eleita pela primeira vez em 2011 e reeleita em 2015 para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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Deputada federal e secretária: conquistou vaga na Câmara dos Deputados em 2018 e licenciou-se para gerenciar as secretarias de Esporte e da Mulher do DF.
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Vice-governadora e transição: em 2022, foi eleita vice-governadora na chapa de Ibaneis Rocha (MDB). Assumiu interinamente o comando do Governo do Distrito Federal (GDF) em março de 2026, quando o titular deixou o cargo, permanecendo à frente da gestão nos meses que antecederam a eleição.

