Uma força-tarefa liderada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil cumpre dezenas de mandados de busca e apreensão para desarticular um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e descontos indevidos nos salários de servidores públicos do Distrito Federal (GDF). A operação mira cúpulas de órgãos do governo e instituições financeiras parceiras.
Alvos da operação e bloqueio de bens no Distrito Federal
As ações ocorrem simultaneamente em Brasília, São Paulo (SP) e Curitiba (PR). O foco principal das investigações são o Banco de Brasília (BRB) — instituição financeira oficial responsável pelo fluxo de pagamentos do funcionalismo —, a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev) e a empresa PicPay.
A Justiça determinou o bloqueio imediato de quase R$ 90 milhões das contas de envolvidos, incluindo a carteira digital e a Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal.
Ao todo, 50 mandados judiciais de busca e apreensão foram autorizados para coletar provas documentais e digitais que comprovem a extensão dos desvios.
Entenda a dinâmica dos crimes contra servidores públicos
O inquérito detalha que o grupo atuava diretamente na manipulação de sistemas da Administração Pública. A fraude consistia em realizar descontos irregulares e sem autorização prévia diretamente nos contracheques dos trabalhadores da capital federal.
Lista de crimes investigados pela força-tarefa:
Organização criminosa e lavagem de dinheiro;
Corrupção ativa e passiva;
Inserção e modificação não autorizada de dados em sistemas públicos;
Crimes contra a economia popular e publicidade enganosa.
As investigações apontam que os dados internos do GDF eram alterados para beneficiar a associação de servidores e as empresas integradas à folha, gerando um prejuízo milionário contínuo para os servidores.