O Distrito Federal alcançou uma marca histórica na segurança pública brasileira. Dados consolidados do primeiro trimestre de 2026 apontam o DF como a Unidade da Federação (UF) mais segura do país, liderando o ranking nacional com o menor índice agregado de crimes letais intencionais — indicador que engloba crimes graves como homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.
Além do topo entre as unidades federativas, Brasília consolidou-se como a capital mais segura do Brasil, registrando uma taxa de apenas 5,61 mortes violentas por 100 mil habitantes. O número coloca a capital federal bem à frente de outras grandes metrópoles, como Curitiba (PR), que registrou taxa de 10,05, e Campo Grande (MS), com 10,39. No ranking de estados, o DF superou Santa Catarina, que aparece na segunda posição nacional com um índice de 5,63.
Integração das forças de segurança
A conquista foi celebrada em uma solenidade oficial com a entrega de placas de reconhecimento a integrantes de órgãos estratégicos, incluindo a Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), Departamento de Trânsito (Detran-DF) e Polícia Penal.
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Patury, destacou que a metodologia aplicada e a precisão na elucidação de crimes foram cruciais para que o DF ultrapassasse os demais estados.
“Temos 42 homicídios registrados no Distrito Federal e zero casos a esclarecer. Nós sabemos o nome e o sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar no início do ano e agora alcançamos o topo, ultrapassando Santa Catarina e Florianópolis. O ecossistema integrado e o empenho das pessoas envolvidas foram determinantes”, ressaltou o secretário.
Metas ambiciosas e combate ao feminicídio
Apesar dos índices históricos e da liderança nacional, o Governo do Distrito Federal (GDF) reforça que o resultado é considerado um ponto de partida para novas reduções, e não uma meta final. O foco principal da gestão permanece na proteção de grupos vulneráveis e no combate aos crimes patrimoniais.
Celina Leão enfatizou que as diretrizes para os próximos meses envolvem metas audaciosas para zerar modalidades específicas de criminalidade na capital do país.
“Não estamos satisfeitos apenas em ocupar o primeiro lugar. Queremos zerar o furto de celulares, os crimes violentos contra as mulheres e o feminicídio. É um desafio complexo, mas nossas forças de segurança vão trabalhar incansavelmente para reduzir esses índices diariamente no Distrito Federal”, afirmou a chefe do Executivo local.
Queda nos roubos coletivos e avanço nas Regiões Administrativas
O sucesso na redução dos crimes letais é acompanhado por melhorias expressivas em outras frentes da segurança pública. De acordo com os dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF, os roubos no transporte coletivo despencaram 52% em relação ao período anterior.
Outro dado que chama a atenção na pesquisa é a capilaridade da segurança: 15 Regiões Administrativas (RAs) do Distrito Federal não registraram nenhuma ocorrência de homicídio no período avaliado. Especialistas apontam que blitze coordenadas do Detran, patrulhamento preventivo da PMDF, investigações cirúrgicas da PCDF e ações sociais integradas têm sido a fórmula de sucesso para o controle absoluto da criminalidade na capital federal.
