Em um desdobramento histórico para a economia local, o antigo Shopping Popular de Brasília passará por uma transformação radical nos próximos anos. A governadora Celina Leão sancionou a lei que transfere oficialmente o imóvel da União para o Governo do Distrito Federal (GDF). A assinatura garante o início do projeto que transformará a estrutura abandonada no Mercado Municipal de Brasília, um polo de comércio popular, agricultura familiar, gastronomia e cultura.
Além da sanção da lei de doação da área — localizada no Setor de Áreas Isoladas Norte (SAAN), próximo à antiga Rodoferroviária —, o GDF firmou o contrato de cessão de uso definitivo para os feirantes permissionários que já atuam no local há 18 anos.
GDF assume gestão após anos de abandono
O prédio do Shopping Popular estava sob gestão da União e enfrentava problemas de infraestrutura e esvaziamento de público, estando com o termo de cessão vencido desde 2017. Por não ser dono do terreno, o GDF ficava legalmente impedido de realizar melhorias estruturais no local.
“Nós não podíamos fazer nenhuma intervenção física, nenhuma construção, porque essa área não era nossa”, explicou a governadora Celina Leão. “Hoje recebemos a doação oficial, que nos dá a condição de fazer agora o Mercado Municipal. Nós temos agora uma missão muito grande, que é tirar o sonho das pessoas do papel. É fazer disso aqui um mercadão de verdade, com gente comprando, produtos e frutas fresquinhas e restaurantes funcionando.”
A transferência do lote foi viabilizada pelo programa federal Imóvel da Gente, coordenado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU). A iniciativa federal busca dar uma destinação social relevante e sustentável a prédios e terrenos da União que estejam ociosos ou subutilizados.
Como será o Mercado Municipal de Brasília?
O projeto executivo prevê uma ampla reforma arquitetônica no edifício do SAAN. Com a assinatura dos termos de doação com encargos, o GDF iniciará a fase de licitação pública para as obras. Confira os principais detalhes do planejamento:
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Prazo estimado de execução: 36 meses após o início dos trabalhos.
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Espaço dos feirantes: os permissionários atuais ocuparão 35% da área total construída do prédio, garantindo a continuidade do comércio popular tradicional.
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Novas áreas integradas: os 65% restantes do espaço serão repaginados e destinados a complexos de gastronomia (restaurantes e bares), além de atividades culturais, esportivas e áreas de convivência e lazer para turistas e moradores do DF.
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Qualificação profissional: uma ala do pavimento térreo será cedida ao Ministério do Trabalho e Emprego para a criação de um centro de formação focado em economia popular e solidária.
