Câncer de pele não melanoma

Câncer de pele deve atingir 263 mil brasileiros em 2026; prevenção é a principal aliada

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O câncer de pele é o tipo mais comum de tumor no Brasil e os números reforçam a necessidade de ampliar a conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce. Um estudo divulgado em abril pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e pela Fundação do Câncer estima que o país terá 263.282 novos casos da doença em 2026.

O dermatologista Diogo Pazzini Bomfim, da Hapvida, afirma que não se deve ignorar essa ameaça. “A maior parte da população subestima esse risco porque o câncer de pele é indolor. Muitas vezes a pessoa não se incomoda com a lesão e acaba minimizando o problema”, afirma.

Segundo o médico, algumas regiões do corpo costumam ser esquecidas na hora da proteção, que continua sendo a principal forma de prevenção. “O protetor solar deve ser aplicado não apenas no rosto, mas também em outras regiões que estão constantemente expostas à radiação ultravioleta. As pessoas negligenciam áreas como orelhas, nuca e mãos”, ressalta, acrescentando que o couro cabeludo também merece ser protegido por meio de barreiras físicas.

Em abril, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, passou por procedimento cirúrgico para remover um carcinoma basocelular de seu couro cabeludo – tipo menos agressivo do câncer de pele.

“O recente caso do presidente chama a atenção justamente porque é o tipo de câncer de pele mais comum. Em primeiro lugar em prevalência, temos o carcinoma basocelular e, em segundo, o carcinoma espinocelular [um pouco mais agressivo], que acomete principalmente a população mais idosa”, explica Bomfim, que ressalta que essas lesões são causadas pela exposição crônica ao sol.

Como medidas de prevenção, o dermatologista recomenda evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade de radiação, além do uso diário do protetor solar e de chapéus, óculos de sol e roupas que cubram a pele.

“Os benefícios do protetor solar são amplamente comprovados cientificamente. Além disso, é importante manter consultas regulares com o dermatologista, mesmo sem sintomas”, diz Bomfim.

Melanoma exige atenção redobrada

De acordo com o Inca, o câncer de pele representa cerca de 30% de todos os tumores malignos no Brasil, com frequência maior em pessoas acima dos 50 anos. Embora os carcinomas basocelulares e espinocelulares sejam mais prevalentes e apresentem menor risco de mortalidade, Diogo Bomfim chama atenção para o melanoma, considerado o tipo mais agressivo do tumor.

“Apesar de menos comum, ele é altamente letal e pode se espalhar para outros órgãos. Felizmente, quando descoberto precocemente, as chances de cura são altas”, afirma.

O médico explica ainda que sinais aparentemente simples podem indicar a doença. “Manchas, pintas assimétricas com mais de uma coloração ou lesões como feridas que não cicatrizam e sangram devem ser motivo para procurar um dermatologista”, orienta.

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