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Experiência

Novo método usa calor produzido pela luz no tratamento do câncer

Éric Seabra

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Foto/Imagem: Shutterstock
Camila Maciel

Uma nova técnica que envolve o uso de nanocápsulas pode ajudar no tratamento de tumores.

O método envolve o transporte de medicamentos antitumor por meio de cápsulas em escala nanométrica (bilionésima parte do metro) feitas com membranas de células cancerosas. Junto com os medicamentos, elas carregam materiais fotoativos (ativados pela luz), como o ouro, que aquecem ao serem irradiados com luz infravermelha, matando as células cancerosas.

A experiência foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

“Para construir essa nanocápsula, usamos, não um material convencional como um polímero, mas a membrana de uma célula do tumor. Extraímos a membrana que reveste a célula e com ela fizemos a cápsula. Lá dentro vai um remédio – um quimioterápico – e esses nanobastões de ouro. Com isso, conseguimos entrar no tumor. O fármaco é liberado e aquecemos os nanobastões irradiando luz, fazendo com que ele destrua a célula por elevação da temperatura”, disse o professor Valtencir Zucolotto, do IFSC-USP e orientador da pesquisa.

As nanocápsulas são colocadas no sistema circulatório e, por serem feitas de membranas de células cancerosas, tendem a se incorporar nas células tumorais. Para encontrá-las, são utilizados meios como tomografia ou ressonância magnética.

Em seguida, é feito o núcleo magnético é aquecido para promover a morte do tumor. O trabalho foi desenvolvido no doutorado de Valéria Spolon Marangoni, que integra o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano), e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

Testagem

Os experimentos feitos em colaboração com o professor Wagner José Fávaro, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), utilizaram nanobastões de ouro e o quimioterápico betalapaxona, envoltos em nanocápsulas de membrana celular, para tratar tumores de bexiga induzidos em camundongos.

Os resultados, publicados na revista Applied Bio Materials, mostraram que as nanocápsulas se ligaram aos tumores e, ao serem irradiadas com luz infravermelha, se romperam e liberaram os nanobastões de ouro e a betalapaxona entre dez e 20 minutos depois de iniciado o processo. De acordo com as análises dos tecidos, nenhum dos tumores na bexiga dos camundongos cresceu e alguns regrediram.

Zucolotto destaca que ainda não há previsão para experimentos em humanos. “Normalmente, seguiria para outros tipos de ensaios clínicos fase 2, 3, e leva anos. É necessária a aprovação de todos órgãos, até que um dia, se for tudo bem, se for comprovada a eficácia, a segurança, poderá ser testado em humanos. É o caminho natural. Não sabemos quanto tempo.”

A partir de 2020

Saúde amplia oferta de vacinas contra febre amarela e gripe

Éric Seabra

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Éric Seabra
Foto/Imagem: Pedro Ventura/Agência Brasília

A partir de 2020, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar uma dose de reforço da vacina de febre amarela para crianças com 4 anos de idade. O Ministério da Saúde também ampliará, de forma gradativa, a vacinação contra febre amarela nos 1.101 municípios nordestinos que não faziam parte da área de recomendação de vacinação.

“Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços. As novas diretrizes sobre as Campanhas Nacionais de Vacinação foram enviadas pela pasta aos estados e aos municípios em novembro deste ano para que estejam preparados para as ações do próximo ano”, destaca o ministério.

A pasta informou também que a campanha contra a gripe, realizada todos os anos entre abril e maio, contará com um novo público, os adultos de 55 a 59 anos. A medida tem por objetivo ampliar a vacinação dos grupos mais vulneráveis. “O público-alvo, portanto, representará aproximadamente 67,7 milhões de pessoas. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários para a vacinação, que já conta com crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores de saúde, idosos, entre outros.”

Segundo o ministério, as datas para início das campanhas serão definidas pelos estados, a partir do plano de implantação elaborado individualmente por eles. “O Ministério da Saúde conta com estoque suficiente para atender à demanda, a partir da solicitação de quantitativo dos estados, responsáveis por fazer a distribuição das doses aos municípios.”

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Unidades de Pronto Atendimento

Projeto do governo para construir sete UPAs é aprovado pela CLDF

Éric Seabra

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Éric Seabra
Foto/Imagem: Renato Alves/Agência Brasília

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a construção de novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Brazlândia, Ceilândia, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Paranoá e Vicente Pires. O Projeto de Lei nº 748/2019, do Poder Executivo local, que viabiliza a implantação foi aprovado nesta terça-feira (10), em primeiro e segundo turnos, pela maioria dos deputados distritais.

A proposta lembra que apenas Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Recanto das Ema, Samambaia, Sobradinho e São Sebastião contam com esse tipo de unidade de saúde. Segundo o texto aprovado, o objetivo é ampliar acesso, resolutividade e eficácia do atendimento à população.

Antes de decidir os locais onde seriam implementadas as UPAs, o governo local fez análises de demanda, em especial, bem como examinou o perfil epidemiológico e demográfico das regiões e a adequação dos componentes regionais à procura local pelo serviço.

A administração das Unidades de Pronto Atendimento ficará sob a direção do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF). O valor das obras deve chegar a R$ 29,4 milhões, além de R$ 7 milhões para a aquisição de equipamentos necessários para o funcionamento regular das unidades.

O líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Cláudio Abrantes, explica que com a aprovação do projeto a construção das unidades será mais célere. “Também será possível captar recursos de emendas distritais para as UPAs”, comenta.

Abrantes ressalta que as unidades vão trabalhar na “lógica da transparência” e que estarão submetidas a fiscalização. “Os servidores não serão prejudicados porque são UPAs novas. Ao longo da história do Distrito Federal temos apenas 6 delas”, lembra. A previsão, de acordo com o parlamentar, é que as obras terminem até o segundo semestre do próximo ano.

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Acidentes e até morte

Inca alerta fumantes sobre riscos de usar dispositivos eletrônicos

Éric Seabra

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Éric Seabra
Foto/Imagem: iStock

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) publicou, nesta terça-feira (10), um alerta sobre o uso de dispositivos eletrônicos para fumantes (cigarros eletrônicos), que funcionam com bateria e possuem diferentes formas e mecanismos, contendo inúmeras substâncias tóxicas, na maioria aditivos com sabores de nicotina, droga que causa dependência química.

De acordo com o Inca, os dispositivos eletrônicos também são responsáveis por vários acidentes por explosões das baterias, que provocam queimaduras, perda de partes do corpo e até morte. O instituto alerta ainda que o líquido, contendo nicotina, pode provocar princípios de incêndio em residências e doença pulmonar severa, caso inalado, principalmente por crianças.

Estudos científicos demonstram que um jovem começar a fumar cigarros convencionais quadruplica com o uso dos dispositivos eletrônicos.

Resolução Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2019 proíbe a comercialização, importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar. O Inca reafirma sua posição à manutenção da medida tomada pela Agência reguladora de saúde.

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